POEMAS DE FERNANDO PESSOA Visão / Jornal de Letras. Paço de Arcos, 2006, 221 págs. B. 📃Selecção, Prefácio e Posfácio de Eduardo Lourenço
Antologia da poesia de Fernando Pessoa seleccionada, prefaciada e posfaciada por Eduardo Lourenço, um dos mais importantes ensaístas portugueses do século XX e autor de “Pessoa Revisitado”, obra marcante da crítica pessoana. A selecção reúne os poemas mais representativos do ortónimo e dos heterónimos, acompanhados de uma leitura crítica que situa Pessoa no centro da reflexão de Lourenço sobre a identidade e o destino português.
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FERNANDO PESSOA DE SÓNIA LOURO Saída de Emergência. São Pedro do Estoril, 2014, 445 págs. B.
Romance biográfico sobre Fernando Pessoa, o poeta que foi muitos poetas. Órfão de pai aos cinco anos e afastado da mãe quando esta volta a casar, Pessoa parte ainda criança para a África do Sul, onde o isolamento o leva a criar mundos interiores. De volta a Lisboa já jovem adulto, cruza-se com Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro e Adolfo Casais Monteiro, e torna-se um dos fundadores da revista Orpheu. Correspondente comercial, inventor, tradutor, editor, publicitário e astrólogo, viveu também um amor breve com Ophélia Queiroz. Fruto de pesquisa meticulosa, o romance de Sónia Louro dissecta os segredos, medos e sonhos do maior poeta da língua portuguesa.
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UM FERNANDO PESSOA E ANTOLOGIA DE RELEITURA DE AGOSTINHO DA SILVA Guimarães Editores. Lisboa, 1996, 189 págs. B.
Ensaio de Agostinho da Silva, filósofo e pensador português, sobre Fernando Pessoa, que decifra a heteronímia e a Mensagem a partir de um ângulo de leitura original, situando o poeta como vidente de uma utopia nacional. O ensaio é acompanhado de uma antologia documental de textos do próprio Pessoa, escolhida pelo critério do autor. Considerado um livro axial pela interpretação singular que propõe, “Um Fernando Pessoa” é um dos primeiros e mais influentes estudos críticos sobre o poeta.
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COMO ORGANIZAR PORTUGAL DE FERNANDO PESSOA Babel. Lisboa, 2011, 21 págs. B.
Ensaio político de Fernando Pessoa, em que o autor reflecte sobre as causas da decadência portuguesa e propõe os princípios de uma teoria da organização social adequada a Portugal. Recorrendo ao exemplo da disciplina organizativa alemã revelada na Primeira Guerra Mundial, Pessoa critica os idealismos herdados da Revolução Francesa e defende uma concepção pragmática e hierárquica da organização do Estado.
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Pessoa Revisitado: Leitura Estruturante do Drama em Gente de Eduardo Lourenço
Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 213 págs. B.
Livro-chave na bibliografia crítica de Fernando Pessoa, Pessoa Revisitado de Eduardo Lourenço, publicado pela primeira vez em 1973, veio abrir novos caminhos para a leitura crítica da poesia daquele que, nas suas palavras «foi uma espécie de aparição fulgurante descida de brumas culturais alheias ao nosso desterro azul, para nele inscrever em portuguesa língua o mais insubornável poema jamais erguido à condição exilada dos homens na sua própria pátria, o universo inteiro».
Considerado um dos mais notáveis exemplos do ensaísmo de Eduardo Lourenço, Pessoa Revisitado é uma entrada privilegiada no universo pessoano por um dos ensaístas portugueses que mais e melhor o leu e sobre o qual tanto escreveu.
O Lugar do Anjo: Ensaios Pessoanos de Eduardo Lourenço
Gradiva Publicações. Lisboa, 2004, 179 págs. B.
Reúne ensaios de Eduardo Lourenço (1923–2020) sobre Fernando Pessoa, originalmente escritos em francês. Lourenço guia o leitor pelo labirinto pessoano com a lucidez e o deslumbre que o caracterizam, interrogando a relação entre ficção e realidade, heteronímia e identidade. Uma das obras incontornáveis da crítica pessoana portuguesa, integrada na colecção Obras de Eduardo Lourenço da Gradiva.
Poesias Inéditas (1919-1930) de Fernando Pessoa Edições Ática. Lisboa, 1963, 202 págs. B.
«Repousaram mais alguns meses, após a saída do primeiro volume de «Poesias Inéditas» de Fernando Pessoa, os poemas vindos agora a lume. Sentimo-nos como que tocados pelo mistério de desvendar o mais secreto da intimidade de tão grande poeta. Temos ainda a convicção de alguma coisa havermos feito para o melhor conhecimento, pelo menos em extensão, da maior parte possível dos documentos poéticos do autor.» Jorge Nemésio
Materialismo Idealista de Fernando Pessoa de Luís de Oliveira e Silva. Clássica Editora. Porto, 1985, 245 págs. B.
O presente livro, versão portuguesa duma tese doutoral apresentada na Universidade de Londres, defende o romantismo da obra poética de Fernando Pessoa, obra que fundamenta no dinamismo psicoló-gico de Fichte e no pessimismo de Schopenhauer. Como homem do seu tempo, como homem histórico, Pessoa incorpora o assis-tematismo agressivo de Nietzsche e a sua crítica acérrima da verdade institucionalizada. Exprime também o decadentismo fin de siècle, tanto na maneira crua de Corbière ou Laforgue como no estilo melódico feutre de Verlaine.
É a Hora: a mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa de Paulo Borges.
Temas e Debates. Lisboa, 2013, 363 págs. B.
“Esta obra é fruto da leitura e do convívio assíduo, desde há quase 32 anos, com a Mensagem, o único livro publicado por Fernando Pessoa em vida em língua portuguesa. Oferecemos uma interpretação e um comentário, poema a poema, da composição pessoana, integrando-os ao mesmo tempo numa interpretação e comentário globais, com o objectivo de decifrar a mensagem da Mensagem, tecida na trama das suas personagens, figuras e temas, explicitar os múltiplos sentidos e níveis de sentido do que a obra tem a dizer a todos os seus leitores e a intencionalidade com que o faz: o espírito desta obra visa que, ao lê-la e compreendê-la, sejamos movidos para fazer alguma coisa de essencial, sermos agentes de uma transformação profunda, de nós mesmos, de Portugal e do mundo”
Pessoa Revisitado: Leitura Estruturante do Drama em Gente de Eduardo Lourenço. Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 213 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço | 4
Livro-chave na bibliografia crítica de Fernando Pessoa, Pessoa Revisitado de Eduardo Lourenço, publicado pela primeira vez em 1973, veio abrir novos caminhos para a leitura crítica da poesia daquele que, nas suas palavras «foi uma espécie de aparição fulgurante descida de brumas culturais alheias ao nosso desterro azul, para nele inscrever em portuguesa língua o mais insubornável poema jamais erguido à condição exilada dos homens na sua própria pátria, o universo inteiro».
Considerado um dos mais notáveis exemplos do ensaísmo de Eduardo Lourenço, Pessoa Revisitado é uma entrada privilegiada no universo pessoano por um dos ensaístas portugueses que mais e melhor o leu e sobre o qual tanto escreveu.
Fernando Pessoa, Rei da Nossa Baviera de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 2008, 201 págs. B. Obras Eduardo Lourenço | 17
«Quem sonhou todas estas ficções foi o passeante da Rua dos Douradores, um homem triste por não existir como se sonhava, irmão gémeo por dentro de Luís da Baviera, prisioneiro como ele de idênticos fantasmas. Enquanto se inventava poeta e nos sonhava mais angustiados do que somos, mais perdidos do que ele se sentia, mais tristes do que ele era, ia escrevendo como quem transcreve o sonho que o está sonhando, o livro do seu Desassossego. Não há na nossa literatura prosa mais luminosamente suicidária. Aí se despe da sua própria ficção, oferecendo-se sem resguardas como órfão de tudo, excluído voluntário dos outros e da vida, sonhador de todos os sonhos, sobretudo dos improváveis.»
Prosa de Álvaro de Campos. Edições Ática. Lisboa, 2012, 416 págs. B.
Álvaro de Campos, a personagem mais activa, interventiva e penetrante criada por Fernando Pessoa, foi a única que deixou uma prosa (até 2012 amplamente inédita) de uma dimensão idêntica à que se encontra no «Livro do Desassocego» (publicado em 1982). Daí que a publicação da «Prosa de Álvaro de Campos» se possa considerar um acontecimento editorial tão relevante quanto a primeira publicação do «Livro do Desassocego» há exactamente trinta anos. Afinal, a prosa tardia de Campos é contemporânea da prosa tardia do Livro e ambas foram escritas pelo mesmo autor quando este havia já atingido um raro domínio da sua arte. Para mais, foi o próprio Pessoa quem afirmou que o seu semiheterónimo Bernardo Soares se assemelhava em «muitas coisas» ao seu heterónimo Álvaro de Campos. Neste sentido, a presente edição da prosa reunida de Campos vem lembrar, mais uma vez, que Pessoa continua inédito, embora seja esta uma realidade que ainda hoje nos espanta, quer por não a imaginarmos possível, quer por a desconhecermos por completo.
Fernando Pessoa de Joaquim Vieira. Temas e Debates. Lisboa, 2008, 200 págs. E. Il.
Diz-se, por vezes, que os quatro maiores portas portugueses do século XX são Fernando pessoa. Tal afirmação poderá parecer estranha para quem não conheça este fenómeno literário e torna-se ainda mais insólita se recordarmos que Pessoa apenas publicou um livro de versos em português, Mensagem, em 1934. Enquanto outros poetas só alcançaram a celebridade a título póstumo, Pessoa, já na sepultura, surpreendeu o mundo não só por ter deixado muita poesia inédita mas por ser o criador de vários poetas desconhecidos, ou pouco conhecidos, e ainda de vários prosadores. Os três nomes de poetas, juntamente com o que recebeu à nascença, formam um quarteto assombroso que transformou a história da literatura portuguesa e, depois, da literatura europeia e mesmo mundial.
Fernando Pessoa – Imagens de uma Vida de Manuela Nogueira. Assírio & Alvim. Lisboa, 2005, 159 págs. B. Il.
“Algumas das imagens deste generoso compêndio, organizado por Manuela Nogueira a partir de materiais que ficaram na sua posse, não só ilustram a vida de seu tio, Fernando Pessoa, como dão corpo e vida a certos pormenores biográficos que apenas conhecíamos através de testemunhos de terceiros, ou por referências contidas na obra do poeta.”
Richard Zenith
Estudios sobre Pessoa de Angel Crespo. Editorial Bruguera. Barcelona, 1984, 311 págs. B.
Fernando Pessoa, pese a estar reconocido como uno de los grandes poetas de nuestro siglo, sigue siendo un enigma. El presente libro, que reúne una serie de ensayos de Angel Crespo, prestigioso investigador de la obra pesoana, representa un importante intento de síntesis. Paso a paso, nos va abriendo las puertas que conducen a la comprensión de un poeta tan complejo como Pessoa, de una obra en que la pluralidad y multiplicidad de mundos constituyen el elemento clave. Partiendo de los heterónimos. Angel Crespo analiza los temas y fundamentos de la obra pesoana: el sebastianismo, el neopaganismo, así como los motivos básicos del Libro del desasosiego, conjunto de fragmentos en que Pessoa (o, más bien, su heterónimo B. Soares) va desmenuzando, con alucinante frialdad, su mundo: los heterónimos, el desarrollo de una pluralidad pagana, el rechazo del amor y de las pasiones, el paisaje subjetivo, la búsqueda del sosiego.
Arte Visual Futurista em Fernando Pessoa de Fernando Alvarenga. Editorial Notícias. Lisboa, 1984, 130 págs. B.
O presente ensaio começa por situar Fernando Pessoa num contexto em que as artes visuais vanguardistas coexistem com as literárias, a incrustar-lhes dialogicamente os aspectos que mais peculiarmente as definem. Trata-se, neste caso, do Futurismo e, necessariamente, do Cubismo, expressões que de Paris chegam e se introduzem nas de Pessoa, embora a partir de condições entretanto criadas e desenvolvidas na original «plasticidade» paulica.
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