Actas do 2º Congresso Internacional de Estudos Pessoanos de Maria da Aparecida Santilli Brasília Editora. Porto, 1985, 687 págs. B.
Os estudos e artigos presentes nestas atas deram a conhecer a obra e a figura do poeta, as inúmeras facetas da textualidade heteronímica, a partir de uma multiplicidade de perspetivas metodológicas, desde a poética à linguística, desde a psicanálise à antropologia, desde a história literária à filosofia, desde as visões míticas às esotéricas, entre outras tantas. Contaram com a participação/colaboração de autores de enorme relevo tais como: Adélia Silvestre, Alexandre Severino, Alfredo Margarido, Ana Hatherly, frd. Arnaldo Saraiva, E. M. de Melo e Castro, Eduardo Lourenço, Jacinto do Prado Coelho, João Camilo, Joel Serrão, Jorge de Sena, José-Augusto França, José Augusto Seabra, Maria Aliete Galhoz, Maria de Fátima Marinho, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Y. K. Centeno, entre muitos outros portugueses e estrangeiros.
Obras de Fernando Pessoa. Multilar. Lisboa, 1990, 10 vols. Dura.
A obra de Fernando Pessoa é marcada por uma extraordinária diversidade estilística e intelectual, expressa sobretudo através da criação de múltiplos heterónimos — como Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares —, cada um com uma voz, visão de mundo e estilo literário próprios. Explorando temas como a identidade, a fragmentação do eu, o misticismo, a modernidade e o desencanto, Pessoa produziu poesia lírica e filosófica, ensaios, textos políticos e reflexões metafísicas, tanto em português como em inglês e francês. A sua escrita oscila entre o simbolismo, o futurismo, o classicismo e uma sensibilidade profundamente introspectiva, fazendo dele uma das figuras mais complexas e inovadoras da literatura mundial.
Reunindo escritos publicados entre 1907 e 1935, este volume reúne uma seleção de ensaios, artigos e intervenções em jornais e revistas onde Pessoa reflete sobre a literatura, a crítica estética e o papel social do escritor. Com clareza e rigor, aborda temas como a nova poesia portuguesa, a crítica literária, o modernismo e a função do poeta na sociedade. Textos de Crítica e de Intervenção não é apenas um espelho do pensamento pessoano sobre arte e cultura, mas também um documento que revela o empenho de Fernando Pessoa na renovação estética e intelectual de Portugal
Esta obra seminal do lusitanista alemão Georg Rudolf Lind oferece uma análise aprofundada da poética de Fernando Pessoa, explorando os fundamentos teóricos e estéticos que sustentam a sua vasta produção literária. Lind examina as conceções pessoanas sobre o poema, o papel do poeta e a relação entre o sujeito e a obra, destacando a originalidade e a complexidade do pensamento de Pessoa. Através de uma leitura crítica e erudita, o autor revela as camadas filosóficas e literárias que permeiam a obra do poeta português, tornando este livro essencial para estudiosos e admiradores da literatura pessoana.
Pessoa Revisitado: Leitura Estruturante do Drama em Gente de Eduardo Lourenço Editorial Inova. Porto, 1973, 247 págs. B.
“A terra inteira está povoada de anacoretas pessoanos dedicados noite e dia à sua glosa antropofágica, consumindo na mesma adorante devo(ra)ção a poesia de Pessoa e a glosa dos outros glosadores.”
Exemplar com ténues sinais de manuseamento nas capas de brochura, miolo em bom estado de conservação.
Novela Policial-Dedutiva em Fernando Pessoa de Fernando Luso Soares. Diabril. Lisboa, 1976, 144 págs. B. 🗂️ Colecção: Extra | 7
Estudo de Fernando Luso Soares sobre a presença do género policial-dedutivo na obra de Fernando Pessoa, centrado na figura do Dr. Quaresma, decifrador criado pelo poeta. A obra reúne ainda, pela primeira vez publicados a partir do espólio do autor, textos policiais inéditos de Pessoa, entre os quais «O Roubo na Quinta das Vinhas» e «O Caso Vargas».
────────────────── Características do Exemplar 📕 1ª Edição.
✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse ──────────────────
Fernando Pessoa: a Obra e o Homem de António Quadros.
Arcádia Editora. Lisboa, 1981, 2 vols. B.
Autor de uma obra plurifacetada e por vezes polémica, António Quadros publicou numerosos livros de pensamento, de critica e de estética, como «O Movimento do Homem», «A Teoria da História em Portugal», «O Espírito da Cultura Portuguesa», «Critica e Verdade», «Ficção e Espírito» ou «A Arte de Continuar Portuguès». Como poeta e ficcionista, recordemos «Viagem Desconhecida», «Imitação do Homem», «Ó Portugal, Ser Profundo», bem como os contos de Anjo Branco, Anjo Negro» e de «Histórias do Tempo de Deus», estes galardoados com o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências e com o Prémio de Novelística da Casa da Imprensa.
Deste “português à inglesa” publicamos 272 textos. Seguimos a sua infatigável caminhada através da pátria língua portuguesa, demarcando-se dos sebastianistas e dos nacionalistas ferrenhos.
Zelou pela integridade dessa “língua imperial” [a do 5.º Império, que falaria português] e longamente teorizou sobre a sua ortografia. Cumprindo uma vocação permanente de pedagogo o vemos a querer ensinar os tradutores e os críticos literários a sê-lo. O objectivo é sempre o mesmo, claramente assumido: o de ser um “criador de civilização”. Seguimos-lhe o percurso ao longo da vida-obra, muito particularmente como animador de revistas, de Orfeu e Atena.
Fernando Pessoa Vozes de uma Alma Nómada de Zbigniew Kotowicz. Vega. Lisboa, 1998, 95 págs. B.
Filósofo com larga experiência como psicanalista, exegeta de apurada sensibilidade estética, Zbigniew Kotowicz é um profundo conhecedor de Portugal e dos portugueses, da vivência lisboeta de cidade à beira-rio, alguém que conhece também o nosso meio rural: o campo de Alberto Caeiro e a melancolia urbana de Álvaro de Campos e de Bernardo Soares. Visando primacialmente a divulgação de Fernando Pessoa, o Autor fornece-nos várias pistas de leitura sobre a(s) alma(s) do Poeta, num estilo lapidar, incisivo e acessível, reflectindo a vivência subjectiva da sua sensibilidade enquanto leitor e, assim, tomando o seu ensaio sumamente singular, original, único, útil. Fixando-se nas principais máscaras de Pessoa — Caeiro, Reis, Campos e Soares — vai desenrolando o fio que conduz o leitor (mais ou menos versado) no labirinto pessoano, à descoberta das diferentes Vozes de um dos maiores poetas europeus do século XX.
Actas do 1º Congresso Internacional de Estudos Pessoanos Brasília Editora. Porto, 1979, 725 págs. B.
Os estudos e artigos presentes nestas atas deram a conhecer a obra e a figura do poeta, as inúmeras facetas da textualidade heteronímica, a partir de uma multiplicidade de perspetivas metodológicas, desde a poética à linguística, desde a psicanálise à antropologia, desde a história literária à filosofia, desde as visões míticas às esotéricas, entre outras tantas. Contaram com a participação/colaboração de autores de enorme relevo tais como: Adélia Silvestre, Alexandre Severino, Alfredo Margarido, Ana Hatherly, frd. Arnaldo Saraiva, E. M. de Melo e Castro, Eduardo Lourenço, Jacinto do Prado Coelho, João Camilo, Joel Serrão, Jorge de Sena, José-Augusto França, José Augusto Seabra, Maria Aliete Galhoz, Maria de Fátima Marinho, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Y. K. Centeno, entre muitos outros portugueses e estrangeiros.
Horácio e Fernando Pessoa de Silva Bélkior. Companhia Brasileira de Artes Gráficas. Brasil, s.d., 90 págs. B.
Este livrinho, que não é de crítica literária, visa ape-nas a contribuir com elementos úteis à compreensão de um fenômeno digno de aprofundamento: a postura dos poetas HORACIO e Fernando PESSOA face ao amor e às figuras femininas das Odes ricardianas, réplicas ho-mônimas de três cortes?s que animam e adornam os Carmina do clássico latino. Nele serão feitas incursões nos textos do venusino e de Pessoa Reis, ou seus co-mentaristas, sem parcimônia de transcrições, em atenção à dificuldade de, no Brasil, ter o leitor a seu alcance as obras desses mestres. Lamentavelmente, sequer puderam ser consultados, por ex., livros e artigos que, por certo, haveriam de ser proveitosos ao desenvolvimento do te-ma, como o de W. Teuffel “De Horatii amoribus” (1840), além de outros, de data mais recente
Jantar Muito Original de Alexander Search. Relógio d’Água. Lisboa, s.d., 60 págs. B.
Um Jantar Muito Original e A Porta são dois contos escritos entre 1906 e 1907 por Fernando Pessoa, usando a língua inglesa e o heterónimo de Alexander Search, por ele próprio definido como «um habitante do inferno». São contos fantásticos, centrados na perversidade, no mistério e na loucura e em ambos pode ver-se alguma influência de Poe. Um Jantar Muito Original teve uma discreta divulgação em 1978. De A Porta, que permaneceu muito tempo inédito, publica-se a parte decifrável. O trabalho de recolha e tradução dos textos foi feito por Maria Leonor Machado de Sousa, conhecida investigadora da obra de Pessoa e da literatura fantástica portuguesa.
Apreciações Literárias: Bosquejos e Esquemas Críticos de Fernando Pessoa. Editora Estante. Aveiro, 1990, 203 págs. Mole.
Esta antologia compreende a maior e melhor parte dos ensaios e esbocetos críticos de Fernando Pessoa, dispersos por obras e publicações de diversa índole, algumas tão raras, que certos bosquejos e até dos mais valiosos, se conservaram até hoje no inteiro desconhecimento dos seus mais íntimos admiradores e discípulos
Fernando Pessoa et le Drame Symboliste de Teresa Rita Lopes.
Fondation Calouste Gulbenkian. Porto, 1985, 583 págs. B.
Obra de referência na vasta bibliografia passiva pessoana, documentada com fac-símiles de manuscritos do poeta impressos em folhas à parte. Integrada na importante colecção «Cultura Medieval e Moderna» da Fundação Calouste Gulbenkian.
Fernando Pessoa – O Eu Estranho de Georges Guntert.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1982, 230 págs. B.
Fernando Pessoa: o Eu Estranho constituiu, em 1970, a tese de doutoramento do Prof. Georges Güntert, actualmente catedrático de literaturas românicas na Universidade de Zurique. A sua publicação em tradução portuguesa coloca agora ao dispor dos estudiosos de Pessoa e do público em geral um trabalho que, como acentuou o Prof. Georg Rudolf Lind, abunda em análises subtis e pontos de vista originais sobre a obra do maior vulto da moderna literatura nacional.
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