Adrian Ludlow, escritor reputado e autor de um livro que fez grande sucesso, procura agora a obscuridade, vivendo numa pequena casa por detrás do aeroporto de Gatwick. Quando Sam Sharp, seu amigo dos tempos da faculdade e agora um famoso guionista, lhe dá conta de como fora maltratado num jornal de Domingo por Fanny Tarrant — uma entrevistadora da nova geração de jornalistas implacáveis — decidem juntos urdir uma vingança.
Mas, para isso, Adrian terá que pôr em risco a sua privacidade, e essa é uma viagem sem regresso…
Contos Populares Russos de J. Viale Moutinho [Org.]. Princípio. Porto, 1991, 139 págs. B.
A presente antologia pretende dar a conhecer ao público de língua portuguesa a beleza e, porque não, a proximidade da literatura de expressão oral da velha Rússia. Luís de Câmara Cascudo em nota à Antologia dos Contos Populares do Brasil, de Sílvio Romero, considera o conto “O Manual da Bengala”, recolhido em Sergipe, uma variante de um outro conto que figura na presente recolha; “O João Cachorro e o Camponês de Branco”. Este poderia ser um bom exemplo da força que exerce a cultura popular.
Confissões de uma Freira Pagã de Kate Horsley. Ésquilo. Lisboa, 2002, 187 págs. B.
Um envolvente romance histórico baseado na descoberta de um manuscrito do século V que retrata na primeira pessoa a experiência de Gwynneve, uma freira irlandesa colocada entre dois mundos: o legado da antiga sabedoria dos druidas e a crescente expansão do cristianismo.
A Casa Vazia de Arthur Conan Doyle. Editora Global Notícias, 2009, 96 págs. B.
O Regresso de Sherlock Holmes inclui originalmente treze contos de histórias do detective Sherlock Holmes, publicados em 1905. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1903 e 1904. Neste segundo livro de histórias estão reunidos A Casa Vazia, O Construtor de Norwood e Os Dançarinos.
Capricho da Natureza de Nadine Gordimer. Sicidea. Espanha, 2008, 339 págs. B.
A história de Hillela, improvável heroína dos movimentos de libertação que mudaram o mapa político africano na segunda metade do século XX, tem início na classe média sul-africana e numa rebeldia sem causa que as circunstâncias acabam por enquadrar na luta contra o apartheid. Afastada da família e empurrada para o exílio, Hillela acabará por forjar uma personalidade fundamental para os movimentos de libertação africanos, num périplo marcado pela tragédia e pela superação pessoal, que a levará a Londres, à Europa de Leste e aos EUA, até ao seu regresso a África.
Caleidoscópio de Stefan Zweig. Livraria Civilização. Porto, s.d., 177 págs. Dura.
Este livro oferece uma envolvente exploração da aventura amorosa do jovem Barão Otto von Sternfeldt numa pitoresca estância de montanha no virar do século XX, mergulhando o leitor no coração da Belle Époque. A obra analisa profundamente a dinâmica psicológica das personagens, em especial a de Edgar, um rapaz de 12 anos que, sem o saber, se torna peça-chave na sedução da sua bela e inquieta mãe por parte de Otto. O romance aborda também as complexas normas sociais e sexuais da época, revelando as regras não ditas que moldavam as relações, sobretudo aquelas marcadas por desequilíbrios de poder. Uma narrativa intensa e provocadora, que continua a tocar os leitores de hoje ao explorar os desafios intemporais do amor, do desejo e das pressões sociais.
Anel da Rainha de Sabá de H. Rider Haggard. Círculo de Leitores. Lisboa, 2002, 325 págs. E.
Romance provavelmente escrito no final do século XIX. A história segue Richard Adams, um médico idoso e habilidoso, que parte numa perigosa viagem pela África Central para resgatar o seu filho raptado, Roderick. Acompanhado pelo seu amigo, o Professor Ptolemy Higgs, e pelo Capitão Oliver Orme, envolve-se numa aventura cheia de mistérios ligados à história antiga, tesouros escondidos e à lendária Rainha de Sabá.
Amor numa Rua Escura de Irwin Shaw. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1977, 268 págs. B.
Para além disso, Irwin Shaw é considerado um dos melhores contistas norte-americanos. Amor Numa Rua Escura (Love on a Dark Streets) constitui uma colectânca das suas melhores histórias, coloridas pela masculinidade e ausência de sentimentalismos com que observa o comportamento humano.
Os seus personagens são vivos e reais. Falam, sentem e movem-se num mundo profundamente meditado e assumido em todos os seus aspectos. Amor Numa Rua Escura descobre as pequenas falsidades individuais que constituem a grande defesa do homem emoldurado por uma sociedade que o adultera e o violenta.
O Destino não necessita, para destruir irremediavelmente um coração, dispender grandes impetos ou empregar forças brutais e bruscas; parece até que, pelo contrá- rio, a sua indomável vontade transforma- dora tem um especial prazer em fazer provir essa destruição de um motivo por vezes bem fútil. Na nossa ainda tão obscura linguagem humana, chamamos a este primeiro choque sem gravidade a causa ocasional e comparamos então, boquiabertos, a sua pouca importância aparente com as consequências, por vezes formidáveis, que dela derivam; mas, assim como uma doença não começa apenas quando se faz o dia- gnóstico, também o destino de uma pessoa não principia no momento em que se tornou visível. – Excerto
Aziyadé de Pierre Loti. Calmann-Lévy Editeurs. Paris, s.d., 317 págs. Dura.
Extrait des notes et lettres d’un Lieutenant de la Marine Anglaise. Entré au service de la Turquie le 10 Mai 1876, tué dans les mure de kars, le 27 Octobre 1877.
«avant mon arrivée en turquie, que faisais-tu, aziyadé ? – dans ce temps-là, loti, j’étais presque une petite fille. Quand pour la première fois je t’ai vu, il n’y avait pas dix lunes que j’étais dans le harem d’abeddin, et je ne m’ennuyais pas encore. je me tenais dans mon appartement, assise sur mon divan, à fumer des cigarettes, ou du hachisch, à jouer aux cartes avec ma servante emineh, ou à écouter des histoires très drôles du pays des hommes noirs, que kadidja sait raconter parfaitement.»
Ayesha: The Return of She de H. Rider Haggard. Ward, Lock & Co. London, s.d., 317 págs. Dura.
Ayesha, the Return of She is a gothic-fantasy novel by the English Victorian author H. Rider Haggard, published in 1905 as a sequel to his 1887 novel She. Chronologically, it is the final novel of the Ayesha and Allan Quatermain series. It was serialised in issues 120 (December 1904) to 130 (October 1905) of the Windsor Magazine, where it was illustrated by Maurice Greiffenhagen.
(…) Fecha a série brilhante das suas obras a novela «Arame Farpado», escrita em circunstâncias que o autor expõe nas páginas seguintes, imediatamente após a conclusão da Grande Guerra. Nela, Hall Caine advoga comovidamente a causa da Paz, mostrando a desumanidade do conflito entre raça e amor – o amor como a culminância dos sentimentos da alma humana passando por cima das artificiais convenções de raça e pátria.
Amok de Stefan Zweig. Civilização. Porto, 1938, 201 págs. Dura.
Amok, o título desta novela, é retirado da cultura indonésia e significa «lançar-se furiosamente na batalha».
O narrador conta a sua viagem de Calcutá para a Europa a bordo do Oceania. Num passeio nocturno na coberta do navio, encontra um médico preocupado e assustado e que evita qualquer contacto social. Este vai contar-lhe o que o levou a uma relação obsessiva por uma mulher, um sentimento que o colocou em estado de amok.
Indomovável de P. C. Cast. Saída de Emergência. Parede, 2010, 299 págs. B.
A vida é dura quando os amigos nos viram as costas. Que o diga Zoey Redbird que, em uma semana, passou de três namorados para nenhum, e perdeu a confiança do seu grupo íntimo de amigos. E o pior é que Zoey sabe que a culpa é sua. Marginalizada por todos, ela não resiste a criar amizade com o novo aluno da Casa da Noite, o arqueiro olímpico James Stark. Entretanto, Neferet declarou guerra aos humanos depois do assassinato de dois vampyros mortos pelo Povo da Fé. Mas ao contrário das promessas da Sumo-Sacerdotisa, as últimas visões de Afrodite mostram um mundo cheio de violência, ódio e trevas. Zoey sabe que é errado lutar contra os humanos, mas quem está disposto a dar-lhe ouvidos? As aventuras de Zoey na escola de vampiros tomam um caminho perigoso em que as lealdades são testadas, e um antigo mal é despertado…
A vida escandalosa da mais famosa cortesã, ladra e aventureira de todos os tempos.
O que é uma vida, quando vista à distância? Duas datas, um nome e alguns adjectivos.
É assim com Moll Flanders: mulher dissoluta, ladra, incestuosa e, por fim, penitente. A sua vida é feita de eternos recomeços que a transformam num exemplo superior de humildade e de vontade férrea: nascida na prisão, educada por caridade e seduzida aos dezasseis anos, Moll Flanders conhece, ao longo da sua vida, três ligações irregulares e cinco maridos, alternando sucessivamente entre a miséria e a fortuna…
Mais do que um romance de aventuras, o retrato de uma personalidade única e uma acerba crítica de costumes.
È talvez o melhor romance já escrito sobre um artista. O seu herói pintor, o encantador e ladrão Gulley Jimson, tem um génio insaciável para a criação e um apetite não menos notável para a destruição. Ele é um grande artista? um ex-alguém? ou um esgotado, bêbedo e inútil? Ele é, sem dúvida, um visionário, e à medida que atravessa Londres em busca de dinheiro e inspiração, o mundo visto através dos seus olhos aparece com uma beleza nova, ultrajante e terrível.
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