“Manuela Nogueira, sobrinha de Fernando Pessoa, e escritora de mérito, sóbria e firme, focaliza o que, deste livro, mostra a profunda importância dos laços familiares no percurso biográfico particular e relacional de Fernando Pessoa ao longo de toda a sua vida.” Maria Aliete Galhoz “Algumas das imagens deste generoso compêndio, organizado por Manuela Nogueira a…
Encruzilhadas de Deus de José Régio. Portugália Editora. Lisboa, 1960, 212 págs. B
Com o livro de estreia – Poemas de Deus e do Diabo (1925) – José Régio apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade; a consciência da frustração de todo o amor humano; o orgulhoso recurso à solidão; a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante si mesmo.
Após a publicação deste livro, José Régio tem em mente dar continuidade à temática religiosa. Para tal, vai reunindo poesias em dois cadernos que intitula de Novos Poemas de Deus e do Diabo. O projecto sucessivamente alterado, nunca se concretizou.
Muitos desses poemas vão dar origem à obra As Encruzilhadas de Deus, livro tido como a sua obra-prima, onde atingiu os momentos mais altos da sua poesia, torrencial e reflexiva, lírica e dramática ao mesmo tempo.
📕 4ª Edição.
📝 Assinatura de posse.
👨🏻🎨 Ilustrações de Manuel Pavia
Terceiro edição deste importante livro de Carlos Queiroz distinguido pelo Secretariado de Propaganda Nacional com o ‘Prémio de Poesia – Antero de Quental’, nesta edição, acrescentada com 20 poemas e ilustrada com um retrato fotográfico do Poeta.
Chaga do Lado: Sátiras e Epigramas de José Régio. Portugália Editora. Lisboa, 1956, 91 págs. B.
José Régio (1901-1969) é um escritor fundamental da história da literatura portuguesa. Impondo-se como o principal mentor do movimento presencista, Régio criou uma nova postura estética e ética que dominou o panorama nacional durante longos anos. Estreando-se com o livro Poemas de Deus e do Diabo, desde logo se afirmou como uma voz única, que tem na irreverente independência criadora do poema «Cântico Negro» um sinal da sua actualidade, ao ponto de o seu «… não vou por aí!» ter entrado na linguagem comum, no que será um dos casos raros na nossa história literária.
«Diverso e uno», deixou-nos uma obra que se estende pelos vários meios da expressão literária, indo da poesia, do romance, da novela e do conto, ao teatro, ao ensaio e à crítica, passando pela obra íntima, o que faz dele o nosso mais imprescindível escritor e autor em cada género que abordou. Títulos como Poemas de Deus e do Diabo ou Biografia, na poesia; O Príncipe com Orelhas de Burro ou A Velha Casa, na ficção; Benilde ou A Virgem Mãe ou Jacob e o Anjo, no teatro; Ensaios de Interpretação Crítica, no ensaio, ou Confissão dum Homem Religioso, nos escritos íntimos, poderão ser apontados como alguns dos títulos regianos a incluir urgentemente em qualquer biblioteca.
Athena – Revista de Arte de Fernando Pessoa [Dir.]. Contexto Editora. Lisboa, 1982, 205 págs. B.
Athena dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz, publicou colaboração em prosa e verso de Fernando Pessoa (original e traduzida) e seus heterónimos ‘Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro’, Henrique Rosa, Almada, António Botto, Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Augusto Ferreira Gomes, Gil Vaz, Luis de Montalvor, Mário Saa, Cardoso Martha, Carlos Lobo de Oliveira, António de Séves, etc.
Com numerosas estampas impressas nas páginas de texto e em separado, reproduzindo algumas delas trabalhos de Almada Negreiros, Mily Possoz, Lino António, etc.
Edição facsimilada reproduzindo com os maiores cuidados a primeira, incluindo as capas da brochura. Desta edição faz parte um trabalho inédito de Teresa Sousa de Almeida intitulado ATHENA OU A ENCENAÇÃO NECESSÁRIA.
André Malraux de Vergílio Ferreira. Editorial Presença. Lisboa, 1963, 247 págs. B.
“(…) Ora, Vergílio Ferreira, neste magnífico e original ensaio que uma vez mais evidencia a sua rara vocação para o ensaísmo, dá-nos precisamente essa diferenciação de planos, ao abordar a personalidade de Malraux, para seguidamente se deter na parte que mais nos importa — a obra do grande escritor francês. E fá-lo de um modo notável, equilibrando um penetrante poder de análise com uma profunda sensibilidade em relação ao fenómeno estético e, sobretudo, à mensagem humana que ele encerra, de tal modo que nos deixa nesta obra mais uma marca da sua excepcional capacidade criadora e… quiça a sugestão de que, tal como Malraux, essa capacidade venha a encontrar fora do ficcionismo o seu futuro campo de expressão”.
Perfect Prince: A Biography of the King Dom João II de Elaine Sanceau. Livraria Civilização Editora. Barcelos, 1959, 446 págs. B. Il.
But fifteenth-century Portugal already was a nation a mission overseas. To carry on the task that the Infante D. Hen rique had bequeathed required the concentration of all power about the throne. During the long reign of Alonso V — a mediaeval king — dispersion had gone far towards imperilling the goal, It was left to his son, D. Joao 11, to weld, to unify, to centralize the forces under his control, and gathering around his throne the fiery energy offighting clans, to whet the blade that would carve a crusading empire.
This was the king, alert and purposeful and keen, who brought his statesman’s mind, his strength of will, all the resources of his Crown to the fulfilment of the Navigator’s dream. If D. joäo 11 had not been, it is doubtful if Portugal would ever have played the part she did in the sixteenth century. King Manuel the Fortunate, passive and bland, did little more than reap the harvest sown by his Predecessor.
A Polaquinha de Dalton Trevisan. Relógio D’ Água. Lisboa, 2012, 150 págs. B.
?A Polaquinha é o único romance de Dalton Trevisan.
E, tal como sucede a muitos outros contistas, de Tchékhov a William Trevor, o seu romance pode ser lido como uma série de contos ligados entre si.
«Dalton Trevisan (…) pertence ao movimento de total renovação que transformou a literatura latino-americana, até recentemente considerada marginal e provinciana, numa das mais experimentais da atualidade.
Meticuloso, um tanto obsessivo, Dalton Trevisan persegue as sujas pegadas das suas personagens. As suas histórias (como certas narrativas de Melville e Kafka na interpretação de Borges) apresentam “fantasias de conduta”.»
J. Rodríguez Monegal, The New York Times Book Review
Portugal – Reportagem sobra una Revolução de Gruppe Dr. Katins. TV DDR. Alemanha, s.d., 107 págs. B
Documento propagandístico de grande interesse documental e histórico para o estudo das lutas sociais e políticas em Portugal, no último quartel do século XX. Contém uma reportagem produzida nos estúdios da TV DDR, emissora televisiva da República Democrática Alemã, apresentando, numa tónica panfletária, as ambições do Partido Comunista Português em refundar a sociedade portuguesa debaixo da liderança de Álvaro Cunhal
PREFÁCIO
Por Álvaro Cunhal (Agosto de 1977)
– O 25 de Abril de 1974;
– A resistência contra o ‘estado novo’ pelo PCP;
– A fuga de diversos dirigentes comunistas das prisões do regime deposto;
– Entrevistas com Álvaro Cunhal;
– As organizações sindicais;
– As manifestações;
– O 1.º de Maio de 1974;
– A vida das classe mais pobres;
– As fábricas;
– A reforma agrária;
– Os agricultores;
– O capitalismo nacional e internacional;
Guia Histórico do Viajante em Coimbra e Arredores de Augusto Mendes Simões de Castro. Imprensa da Universidade. Coimbra, 1867, 254 págs. E
Encadernação cansada e com uma falhas como é possível ver nas fotografias. Pequenos sublinhados a lápis. Encadernação com lombada em pele com gravada ferros a ouro. Ilustrado em separado com 5 gravuras. Primeira edição.
Curioso e raro guia turístico da região de Coimbra, ilustrado com 5 estampas à parte. Descreve Condeixa, Lorvão, Mealhada, Luso, Bussaco, Montemor-o-Velho e Figueira.
Jesus-Christo Vida da Alma de Columba Marmion União Gráfica. Lisboa, 1926, 446 págs. E.
As conferencias de que se compõe a presente obra são o fructo de muitos annos de reflexão e de oração. Foram feitas em cir cumstancias muito varias; o autor, porém, não tencionando publical-as, nunca as redigira por escrito. Alguns dos ouvintes, julgando que ellas poderiam fazer bem às almas, tinham tomado abundantes notas e pe diram ao autor licença para as imprimir. Taes quaes foram pronuncia das, com todas as imperfeições de uma improvisação feita numa lingua que não era a lingua materna do autor (1), não podiam ser entregues á publicidade.
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