Pharmacopoeia Colleggi Regalis de Georgius Baker. Laurentium Vasilim. 1784, 242 págs. E.
LACUIT Præfidi & Collegio, novæ inquifitioni fubjicere Pharmacop?jam Londinenfem, quod efflagitare equidem videbatur celebriorum medicorum præ-fcribendi modus fanior & contractior; exigebat præterea inftitutæ focietatis ratio, cui mandatum erat hoc officium a Rege & Regni Senatu, ut publicæ faluti invigilaret.
Poemas de Nicola Vaptsarov. Limiar. Porto, 1980, 66 págs. B.
Ele deixou-nos dois ensinamentos: a sua própria poesia, escrita com «palavras simples», da qual foram extraídas definitivamente as raízes da poesia abstracta e do formalismo da Europa e ainda o mandamento incluído na poesia «História», que sempre viverá no futuro. Neles está representado o perfil moral das gerações vindouras, o seu destino, o destino dos elementos que, como a natureza, criam o mundo e a civilização. Graças a este poeta os italianos interessaram-se pela literatura búlgara, ainda pouco conhecida e por aprenderem de Vaptsarov sobre a vida social do homem, tal como foi, como é e como não será. No entanto é preciso salientar o dramatismo de Vaptsarov nas sua obras épicas. A sua experiência como escritor confirma-se através de relações constantes com a língua viva, à qual aspiram todos os poetas do mundo. Não esqueçamos também o homem Vaptsarov, a sua força moral, o seu heroismo espontâneo e a abnegação, com os quais serviu o seu povo. E desiludamos aqueles que acreditam na morte, em nome daquela morte que é “lógica” para o poeta.
Élemens de Pharmacie: Theorique et Pratique (1º Vol.) de M. Baumé. Lacombe. França, 1769, 357 págs. E.
Contenant toutes les Opérations fondamentales de cet Art, avec leur définitions, & une explication de ces Opérations, par les Principes de la Chymie;
La maniere de bien choisir, de préparer & de mêler les Médicamens; avec des Remarques & des Réflexions fur chaque procédé;
Les Moyens de reconnoître les Médicaments falsifiés on altérés;
Les Recettes des Médicaments nouvellement mis en usage;
Les Principes fondamentaux de plusieurs Arts dépendants de la Pharmacie: tels que l’Art du Confiseur, & ceux de la prepatation des Eaux de Senteur & des Liqueurs de Table.
🟡 Encadernação inteira em pelo. Marcas de bichos do papel – não afecta o texto.
Papisa Joana de Donna Woolfolk Cross. Editorial Presença. Lisboa, 2001, 458 págs. B.
Personagem histórica envolta em lenda, a papisa Joana protagoniza a notável ascensão de uma mulher que não aceita as limitações que a sua época lhe impõe. Dotada de uma inteligência esclarecida e de uma imensa força de carácter, atinge o mais elevado grau da hierarquia religiosa católica. Apoiado numa investigação rigorosa, este é um romance magnífico, cativante, que prende o leitor nas complexidades da luta pelo poder, das conspirações e segredos políticos e dos fanatismos sangrentos. O livro que inspirou um grande filme épico realizado em 2010.
O segundo romance do ciclo A Velha Casa, As Raízes do Futuro (1947), medeia entre o retorno de Lelito (Manuel Trigueiros, o segundo de quatro filhos do casal Maria Teresa e Martinho Trigueiros) e a morte de madrinha Libânia, a matriarca da família e a proprietária efectiva da casa. Se Uma Gota de Sangue não dava qualquer pista que permitisse compreender a época em que decorria a acção romanesca, o segundo informa que se estava em 1920. Esta indicação não é despicienda para a compreensão da trama narrativa. Está-se no início dos chamados loucos anos 20. Não é que numa aldeia rural, Azurara, do concelho de Vila do Conde haja referência existencial ao modo de vida que a expressão consagra, mas de uma maneira ou de outra o Zeitgeist haveria de encontrar maneira de ali se reflectir, ainda que de forma imperceptível para os próprios habitantes.
Face Sangrenta de Vergílio Ferreira. Contraponto. Lisboa, 1953, 78 págs. B.
Primeira edição de um dos mais raros títulos da bibliografia de Vergílio Ferreira. Composto pelos contos Mãe Genoveva; Jacinto, o Livre; Gló; A Palavra Mágica; O Jogo de Deus; O Indiferente; O Encontro; e por fim, Adeus; «Face Sangrenta» é porventura o último título da obra do autor alinhada com o Neo-Realismo, movimento do qual se afastou para abraçar a corrente existencialista de Sartre e Malraux.
📖 Exemplar por abrir ❗ Esta edição não é uma dos 500 exemplares com ilustrações de Lima de Freitas
António Nobre em Paris, Só: Correspondência de Fernando Carmino Marques [Org.]. Caixotim Edições. Porto, 2005, 182 págs. B.
Transcrição e estudo de quarenta e sete cartas que António Nobre escreveu e enviou durante a sua permanência em Paris, entre Novemnro de 1890 e Março de 1895, destinadas essencialmente a Alberto de Oliveira e Augusto Nobre, amigo e irmão respectivos do poeta.
“A leitura desta cartas mostra-nos uma interessante relação com o Só, a intertextualidade existe entre os vários textos afigura-se-nos elucidativa de aspectos menos conhecidos da personalidade do seu autor”. da Introdução
Poesia e Metafísica: Camões, Antero e Pessoa de Eduardo Lourenço. Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa, 1983, 261 págs. B.
O que não somos como filósofos sê-lo-emos como poetas? Se assim é, ninguém como Camões, Antero e Pessoa teria ilustrado tão bela e convincentemente esta fatalidade cultural que nos faz preferir Orfeu à musa mais severa de Parménides. Acrescentemos à tríade abordada nestas páginas de há vinte anos o nome de Pascoaes e o panorama ficará completo. Que os leitores o façam por sua conta e risco.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
“(…) Na verdade, como o demonstra este livro sobre a República Portugueza, e o evidenciou já no anterior Sobre Portugal e ainda o tornará mais patente o restante espólio que oportunamente será dado a lume, Pessoa escreveu continuamente acerca do seu País e dos problemas que este suscitava à sua busca de entendimento da sua própria inserção no processus nacional(…)”
Poética de Aristóteles. Guimarães Editores. Lisboa, 1964, 210 págs. B.
A POÉTICA de Aristóteles, que abre a colecção, é uma dessas «fontes». Nenhum moderno teorizador da literatura poderá dispensar-se de regressar à problemática do Filósofo, antes de tentar um passo ao encontro de novas soluções dos problemas da poesia. Nem tampouco o simples estudioso deve desconhecer uma obra que, estando na origem da cultura grega e europeia, continua a ter hoje a actualidade que lhe vem de ser o mais profundo pensamento de toda a criação poética, em especial da tragédia.
Ora é sob o duplo ponto de vista artístico e humano que vamos considerar a obra de Carlos Queiroz, esforçando-nos por determinar até que ponto ele se realizou. Claro que o nosso objectivo não é primacialmente o de uma classificação dos factos estéticos e dos fenómenos que granjearam para a poesia do «Desaparecido uma já apreciável, se bem que diminuta, audiência. No entanto, sendo essa poesia um instrumento de fuga à realidade e, ao mesmo tempo, de identificação com ela; um torvelinho de imagens em que rodopia todo o inconforme dramatismo do homem e do esteta, forçoso nos é aliar à interpretação dessa mesma poesia, de inalienável conteúdo humano, a forma em que se extravasou, de modo a podermos chegar a uma conclusão aceitável ou, pelo menos, plausível, na qual os laços entre o objectivo e o subjectivo nos dêem uma imagem, tanto quanto possível fiel, do mundo em que o poeta gravitou.
A força poética do libertário António Maria Lisboa, em 1977, aquando da reunião da sua Poesia no vertente volume, pela segunda vez levada a cabo por Mário Cesariny (antes, em 1962, apenas 80 páginas numa edição da Guimarães), ainda fazia estragos entre os próceres da “democracia” nascente: não apenas o “director” da colecção que acolheu…
Obras de José Saramago. Lello & Irmão Editores. Porto, 1991, 2 vols. E.
Editada pela Lello & Irmão na década de 90, está obra de José Saramago, que reúne os títulos abaixo apresentados, foi impressa em papel bíblia, ostentando uma bela encadernação de capa dura com letras gravadas a ouro, num formato de 13 por 20 cm.
Volume 1
Poesia: Os Poemas Possíveis; Provavelmente Alegria; O Ano de 1993
Teatro: A Noite; Que Farei com Este Livro?; A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
Crónicas: Deste Mundo e do Outro; A Bagagem do Viajante; As Opiniões que o DL Teve; Os apontamentos.
Volume 2:
Viagens: Viagem a Portugal,
Contos: Objecto Quase; O Ouvido
Romances: Manual de Pintura e Caligrafia; Levantado do Chão.
Volume 3
Romances: Memorial do Convento; O Ano da Morte de Ricardo Reis; A Jangada de Pedra; História do Cerco de Lisboa.
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