O Grupo Estado: Análise e Listagem Completa das Sociedades do Sector Público Empresarial de M. Belmira Martins e J. Chaves da Rosa.
Jornal Expresso. Lisboa, 1979, 174 págs. B.
Em 24 números do “Diário do Governo” nacionalizaram-se duzentas e quarenta e quatro empresas. Corresponde, em termos históricos, ao desencadear de um processo que, tendo como pretexto próximo os acontecimentos do 11 de Março de 1975, inverteu, pela submissão do poder económico ao poder político, toda a estrutura e tecido económico-financeiro do País.
E o que é hoje o Sector Público em Portugal?
Conhece-se muito pouco, pois pouco ou quase nada encontramos divulgado, com um mínimo de sistematização ou enquadramento.
Que empresas foram nacionalizadas, de que sectores, quando, o que significavam, a quem pertenciam, o que detinham?
Que sociedades, que empresas, de que sectores, passaram por arrastamento, a ser controladas pelo Estado?
Quais as destas dependentes, quais aquelas em que indirectamente passaram a existir interesses?
A que se dedicam, o que produzem, o que significam?
A que deram origem, o que são hoje, como está arrumado este enorme tabuleiro com peças e fichas na mão de um único banqueiro quando um dia foi dito “ALTO!” aos que atiravam os dados, aos que sentados à mesa, com ou sem parceiros, cumprindo as regras ou ignorando-as, jogavam a seu belo prazer o “monopólio”, a “bolsa”, o “petróleo”, o “assalto” e a “glória”? Tudo começou em 14 de Março de 1975… (in, introdução desta obra)
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