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  • Passo em Falso

    Passo em Falso

    Michel Rio

    5,00 

    Passo em Falso de Michel Rio.
    Editorial Teorema. Lisboa, 1992, 136 págs. B.

    O desconhecido assassina, ao anoitecer, um jornalista que se dedica a investigar um grande escândalo, executando, um pouco depois, os mandantes do crime, antes de partir em busca da mulher e da filha do jornalista.

    O assassino, cuja leitura favorita é a erudita obra de Marc Bloch Apologie pour l`histoire, mantém com as suas vítimas, breves diálogos sobre a organização do saber, o altruísmo e a lei, o sexo e a abjecção, o materialismo e o idealismo.

    A sua extraordinária aventura apenas conhecerá um passo em falso, aquele que vai tornar o desconhecido trágico, sensual e fascinante como este livro – um dos melhores de Michel Rio.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Riso do Sonâmbulo

    Riso do Sonâmbulo

    Jean-Louis Maunoury

    7,00 

    O Riso do Sonâmbulo de Jean-Louis Maunoury.
    Editorial Teorema. Lisboa, 2002, 339 págs. B.

    Os ocupadíssimos sonâmbulos, que todos nós somos, julgam-se acorda dos, mesmo quando continuam a dor mir. Cabe, pois, àquele que procura a verdade quebrar os nossos hábitos e chamar-nos a experimentar uma outra arte de ser e de viver. Livremente atento, ele pode sem ostentação encontrar o acto justo, a réplica opor tuna, em que a sabedoria surpreendentemente se encarna. Para isso vai aceitar fazer-se irónico ou brincalhão, desmontar os nossos truques, desar mar os falsos sábios, e não hesitar em passar pela via do conto, do apólogo e da parábola. Porque o que se ensina, quando se vive o instante, não releva de um sistema de pensamento, mas transmite-se directamente, de coração a coração. E é assim que: rirá melhor quem rir no princípio.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Outra Face da Guerra, A

    Outra Face da Guerra, A

    Anne Nivat

    5,00 

    “Este livro é o relato das minhas diferentes estadas na Chechénia em guerra, entre Setembro de 1999 e meados de Fevereiro de 2000. A guerra tal como a vi: trata-se pois de um simples testemunho. Actuei na qualidade de jornalista free-lance, correspondente de dois jornais franceses, Libération e Ouest -France. Aquando do início do conflito, eu havia pedido uma autorização ad hoc do lado checheno. Este confronto que continua em aberto e a fazer estragos em ambas as partes, ainda não terminou e provavelmente não terminará nunca. Por isso é necessário continuar a estar no terreno para relatar o que nele acontece. A mim, que só tinha conhecimento da guerra através dos livros de História, deu-me a oportunidade de poder avaliar o que ela significa em crueldade, desespero e morte. Ao leitor, só espero que estas páginas lhe permitam entender melhor o encadeamento trágico dos acontecimentos, compreender melhor este povo, estes homens e mulheres chechenos com que partilhei o que não é partilhável.”

  • Guia Triste de Paris

    Guia Triste de Paris

    Alfredo Bryce Echenique

    6,00 

    Guia Triste de Paris de Alfredo Bryce Echenique.
    Editorial Teorema. Lisboa, 2001, 179 págs. B.

    Enquanto estava a ler este de Echenique, veio-me à ideia Le Corbusier. Inicialmente, não conseguia perceber porquê, mas a coisa voltava regularmente. Finalmente, jugo ter percebido. É quase subliminar, pelo menos para mim, porque muito diluído nas suas linhas. São os locais, os locais onde as ações e as emoções acontecem são escolhidos à medida destas, como que a estruturar o ambiente. Em Echenique, os locais, os sítios, vislumbram-se heterotópicos. Tal como na arquitetura de Le Corbusier, os espaços são assumidos como ambientes, nichos, onde o modo de ser corpo se deteta. Só que em Echenique são os ambientes físicos que constróiem as ações e modelam a emoções (lembram-se da profundidade existencial em A Vida Exagerada…?), enquanto que Le Corbusier desejava subjugar a arquitetura das estruturas à arquitetura dos corpos.

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  • Verificacionista

    Verificacionista

    Donald Antrim

    7,00 

    O Verificacionista de Donald Antrim.
    Editorial Teorema. Lisboa, 2002, 172 págs. B.

    O Verificacionista, cuja história não vamos aqui resumir, junta ingredientes como a psicanálise e o sexo, o trabalho e a família, para construir uma mistura explosiva que destruindo velhos mitos cria simultaneamente mitos novos.

    Tom, o narrador, é um conceituado psicoterapeuta que, durante um longo jantar de panquecas com um grupo de colegas, se vê de repente desligado do seu corpo, começando a flutuar junto ao tecto do restaurante. Desse lugar privilegiado, passa a noite a observar-se a si próprio e a observar os seus colegas. A partir daí, é toda a sua vida e o seu mundo que vamos ver desfilar e analisar em todos os seus pormenores.

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  • Neruda por Skármeta

    Neruda por Skármeta

    Antonio Skármeta

    5,00 

    Neruda por Skármeta de António Skármeta.
    Editorial Teorema. Lisboa, 2004, 205 págs. B.

    Neruda por Skármeta é uma privilegiada viagem de ida e volta ao coração da vida e da obra de um homem excepcional, um poeta de dimensão ilimitada, pela mão de uma testemunha íntima e privilegiada. Ricas em episódios, afecto e sentido de humor, estas páginas são também a homenagem pessoal do autor ao Prémio Nobel de Literatura.


    Características do Exemplar
    Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
  • Dom de Gabriel, O

    Dom de Gabriel, O

    Hanif Kureishi

    5,00 

    O Dom de Gabriel de Hanif Kureishi
    Teorema. Lisboa, 2001, 219 págs. B.

    “O Dom de Gabriel” recria Londres na sua contemporaneidade através do olhar adolescente de Gabriel, filho de um músico rock decadente (que “observava o mundo através do fundo de um copo de cerveja”) e de uma ex-groupie a trabalhar num bar. Os pais separaram-se e Gabriel vê-se um tanto confuso e perdido, como quase todos os seus amigos, a quem chamam filhos pinguepongue, divididos entre duas casas, mimados alternadamente, com meios irmãos e novos “pais” e “mães”. No meio de tudo isto, Gabriel tem um dom, um talento, mas não sabe qual é e tenta descobri-lo ao longo do livro.

     

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  • As Palavras Que Deverão Guiar um Dia de António Tavares.

    Palavras Que Deverão Guiar um Dia

    António Tavares

    5,00 

    As Palavras Que Deverão Guiar um Dia de António Tavares.
    Editorial Teorema. Lisboa, 2014, 213 págs. B.

    Olhar para trás, para os anos mais importantes das nossas vidas – aqueles que nos tornaram o que hoje somos – nem sempre se revela tarefa fácil; mas o narrador deste romance terno e deslumbrante tem, desde pequeno, um companheiro inseparável que, até certo ponto, facilita as coisas: um caderno de papel pardo com linhas, comprado, ainda nos anos 1960, em Moçâmedes, no qual foi registando – com palavras, desenhos, fios de cabelo, pétalas, sangue, sémen – os episódios que marcaram decisivamente a sua história. Da aprendizagem dos números com a fita métrica da São modista à consciência dos traumas da Guerra Colonial, da iniciação sexual com uma rapariga indiferente a tudo menos aos limões ao preconceito impiedoso dos meios pequenos, da paixão nunca consumada por uma actriz de cinema ao poder cego da censura, da descoberta salvífica dos livros à morte de uma paisagem amigável, as folhas desse caderno abrem-se agora generosamente para nós, e as suas palavras guiar-nos-ão pelos fios de uma narrativa que, sendo a de um só homem, é também a de um Portugal que já desapareceu.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.