Guia Triste de Paris

Enquanto estava a ler este de Echenique, veio-me à ideia Le Corbusier. Inicialmente, não conseguia perceber porquê, mas a coisa voltava regularmente. Finalmente, jugo ter percebido. É quase subliminar, pelo menos para mim, porque muito diluído nas suas linhas. São os locais, os locais onde as ações e as emoções acontecem são escolhidos à medida destas, como que a estruturar o ambiente. Em Echenique, os locais, os sítios, vislumbram-se heterotópicos. Tal como na arquitetura de Le Corbusier, os espaços são assumidos como ambientes, nichos, onde o modo de ser corpo se deteta. Só que em Echenique são os ambientes físicos que constróiem as ações e modelam a emoções (lembram-se da profundidade existencial em A Vida Exagerada…?), enquanto que Le Corbusier desejava subjugar a arquitetura das estruturas à arquitetura dos corpos.

Guia Triste de Paris de Alfredo Bryce Echenique

Enquanto estava a ler este de Echenique, veio-me à ideia Le Corbusier. Inicialmente, não conseguia perceber porquê, mas a coisa voltava regularmente. Finalmente, jugo ter percebido. É quase subliminar, pelo menos para mim, porque muito diluído nas suas linhas. São os locais, os locais onde as ações e as emoções acontecem são escolhidos à medida destas, como que a estruturar o ambiente. Em Echenique, os locais, os sítios, vislumbram-se heterotópicos. Tal como na arquitetura de Le Corbusier, os espaços são assumidos como ambientes, nichos, onde o modo de ser corpo se deteta. Só que em Echenique são os ambientes físicos que constróiem as ações e modelam a emoções (lembram-se da profundidade existencial em A Vida Exagerada…?), enquanto que Le Corbusier desejava subjugar a arquitetura das estruturas à arquitetura dos corpos.

6,00 

informação do livro

Título: Guia Triste de Paris
Autor: Alfredo Bryce Echenique
Edição: Teorema
Colecção | Nº: Outras Estórias
Ano: 2001
Páginas: 179
Encadernação: Mole
Capa: Fernando Mateus
Tradução: Miranda das Neves
Depósito Legal: 160064/01
ISBN: 972-695-416-9

Enquanto estava a ler este de Echenique, veio-me à ideia Le Corbusier. Inicialmente, não conseguia perceber porquê, mas a coisa voltava regularmente. Finalmente, jugo ter percebido. É quase subliminar, pelo menos para mim, porque muito diluído nas suas linhas. São os locais, os locais onde as ações e as emoções acontecem são escolhidos à medida destas, como que a estruturar o ambiente. Em Echenique, os locais, os sítios, vislumbram-se heterotópicos. Tal como na arquitetura de Le Corbusier, os espaços são assumidos como ambientes, nichos, onde o modo de ser corpo se deteta. Só que em Echenique são os ambientes físicos que constróiem as ações e modelam a emoções (lembram-se da profundidade existencial em A Vida Exagerada…?), enquanto que Le Corbusier desejava subjugar a arquitetura das estruturas à arquitetura dos corpos.

Peso 290 g

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