Loira de Luxo de Candance Bushnell. Oficina do Livro. Lisboa, 2004, 558 págs. B.
Candace Bushnell mudou para sempre o modo como vemos Nova Iorque e o seu mundo de relações femininas.
Com o seu novo romance, “Loira de Luxo”, a autora de “O Sexo e a Cidade” e “Quatro Loiras” traz-nos mais uma comédia de costumes sofisticada, cheia de observações certeiras, e atenta aos pormenores cómicos das regras da concorrência emocional.
Janey Wilcox é uma heroína moderna: modelo de lingerie, tem o estranho talento de deitar a mão a muito mais do que está preparada para controlar. À medida que o sucesso lhe sobe à cabeça, vamos seguindo as suas aventuras e Candace Bushnell arrasta-nos para um mundo de carros de centenas de milhares de dólares, jogadores de pólo, fisicamente impossíveis, magnatas do cinema, apartamentos na 5ª avenida e relações com agendas secretas só ao alcance dos observadores sociais mais astutos.
Alma de Pássaro de Margarida Rebelo Pinto. Oficina do Livro. Lisboa, 2002, 251 págs. Mole.
Um romance intenso e nostálgico sobre o amor e a vida.
Alma de Pássaro narra com sensibilidade e humor vidas comuns, revelando as diferentes fases de uma relação e os momentos vividos por duas pessoas apaixonadas, que procuram no outro respostas para os seus respetivos corações. Há momentos na vida que valem por uma eternidade.
Não existe uma fórmula secreta para aquecer o coração, mas o amor anda lá perto. Quando Inês e Miguel se apaixonam, tudo parece fazer sentido. Contudo, à medida que a relação evolui, outras dúvidas e inquietações abalam o casal, pondo à prova o sonho que construíram.
Mentiras & Condominios de Filipa Múrias. Oficina do Livro. Lisboa, 2002, 179 págs. B.
Ao longo deste romance, Caetana, a principal personagem, perde-se entre teoria e prática até descobrir a grande diferença entre verdade e mentira. Depois de sete anos na selva americana e após um divórcio atribulado, Caetana regressa a Portugal em busca da vida calma, onde pensa poder reencontrar o calor humano, as relações verdadeiras e a expressão da amizade. Como assistente de realização, Caetana entra no mundo do cinema e da televisão, onde a exibição e o jogo das aparências valem muito. É aí, nesse mundo de ilusões, que o seu rol de certezas vai ser abalado face a uma inesperada sucessão de acontecimentos.
Gostas do Que Vês de Rute Coelho. Oficina do Livro. Lisboa, 2014, 174 págs. B.
Natália e Cecília não se conhecem. São duas mulheres jovens muito diferentes, uma introvertida e amargurada, a outra confiante e determinada. Mas têm a irmaná-las o excesso de peso – e, apesar de cada uma lidar com ele à sua maneira, fugindo do espelho ou assumindo o corpo, a verdade é que nem sempre é fácil viver numa sociedade com os cânones de beleza instituídos e na qual se convive diariamente com o preconceito.
Natália está convencida de que não merece ser feliz; Cecília, pelo contrário, numa atitude desafiante, defende a beleza das suas curvas e o seu direito à felicidade, independentemente da diferença e da discriminação social.
Num mundo em que se mascara a felicidade com plásticas e dietas loucas, Rute Coelho construiu uma história realista e surpreendente sobre a forma como podemos e devemos assumir o nosso corpo, aprendendo a gostar dele através das mudanças necessárias.
Amor Urbano de José E. Abreu. Oficina do Livro. Lisboa, 2005, 324 págs. Mole.
Eduardo é jornalista e tem a responsabilidade de investigar uma sequência de misteriosas agressões a bailarinas. Carolina é filha de Eduardo e tem pelo pai uma admiração sem limites. Madalena é mulher de Eduardo e tem uma vida paralela com Tomás. Este é escritor, e recebe da amante a inspiração e o material com que compõe as suas ficções. É nesta teia de relações em permanente tensão que os personagens se movimentam, comandadas pelos sonhos e vontades de cada um: Carolina deseja a morte da madrasta; Madalena tem os sentimentos divididos entre a paixão e a família; Tomás está refém da escrita; e Eduardo vive obcecado em resolver o seu passado.
O Livro da Rititi de Rita Barata Silvério. Oficina do Livro. Lisboa, 2005, 211 págs. B.
Quem é a Rititi? O alter-ego de uma histérica menstruada? Uma gaja real que passa os dias ressacada à frente do computador? Em todas as mulheres existe uma Rititi, vaidosa em cima de uns saltos altos vertiginosos mas obrigatórios para o ego, angustiada ante a passagem dos anos e dos escalões que se sucedem no IRS. A Rititi é a voz que diz o que lhe apetece quando quer, exagerada e completamente atacada dos nervos, com os ovários a comandar a vida e atenta ao que contam os telejornais à hora de jantar.
I’m In Love With a Popstar de Margarida Rebelo Pinto. Oficina do Livro. Lisboa, 2003, 206 págs. B.
“I’m in Love with a Pop Star” é uma história sobre a capacidade de sonhar. Pam, uma divertida rapariga de 16 anos, apaixona-se por um Pop Star e decide conhecê-lo. Nesta fairy tale dos tempos modernos, Margarida Rebelo Pinto aproveita para reflectir sobre a nova geração que vive confrontada com o comportamento dos pais, eternos adolescentes, e a sede do sucesso, numa sociedade em constante mudança de valores. Conseguirá Pam realizar o sonho? E quem é o misterioso Pop Star que a faz mover montanhas?
Agora de Pedro Boucherie Mendes. Oficina do Livro. Lisboa, 2012, 353 págs. Mole.
Aos 35 anos, Vasco deixou o amor fugir-lhe para sempre porque não esteve para se chatear. Quem vai pagar pelo maior erro da sua vida é Alexandra, a vizinha divorciada incapaz de perceber qual a intenção deste homem.
Vasco é insondável, até para os amigos com quem passa a maior parte do tempo: Guicas, a menina rica e cleptomaníaca que gosta demasiado de vodka e não suporta ver ninguém feliz; Miguel, que se casou com ela por dinheiro e estatuto e que agora vê na morte da mulher a solução para todos os problemas; Sofia, que não consegue esquecer Vasco e se tornou numa mãe desesperada por atenção, desconfortável no seu corpo e ressentida com os amigos; e Quico, o inconsequente marido de Sofia, que a trai com Mafalda, uma arrivista disposta a quase tudo para pertencer àquele grupo onde, na verdade, ninguém se conhece e todos estão à deriva.
Um dia, o tarólogo Zé Luís, com os seus dentes demasiado brancos, cruza-se com estes homens e mulheres. E a vida de todos mudam bruscamente.
Melhor dos Meus Erros de Clara Pinto Correia. Oficina do Livro. Lisboa, 2003, 290 págs. B.
Este livro recolhe as crónicas mais significativas e intemporais que Clara Pinto Correia escreveu para a revista Visão entre Outubro de 1999 e Fevereiro de 2003. Como cronista sentiu todos os dias, em cada semana, em cada novo texto, que não podia deixar de estar necessariamente a errar de alguma maneira, porque a realidade é sempre infinitamente mais complexa que o alcance do nosso olhar. Sendo erros, a autora quis acreditar que eram erros bons porque faziam companhia às pessoas, mantendo entre a cronista e os leitores um diálogo íntimo, apesar de nunca se terem cruzado. Dos erros que fez, gostava agora de oferecer os melhores.
Artista de Circo de Margarida Rebelo Pinto. Oficina do Livro. Lisboa, 2002, 218 págs. B.
Um trapezista, uma rapariga à espera, um cego, uma executiva, um poeta, uma menina rica, um estudante de biologia, um fotografo, uma avó dedicada, uma mãe que tem uma caravana, uma hospedeira, um comandante, um condutor de eléctrico, uma quiromante, um rapaz tímido, uma actriz, um amigo para toda a vida, um actor que nunca saber qual é o papel dele, uma irmã com asma, uma mãe, uma avó doida por bolos, um avô austero e um filho adorável, são alguma das personagens que povoam as histórias orgulhosamente publicadas nas últimas páginas de domingo no Jornal de Notícias entre 2000 e 2002. Uma viagem alucinante ao mundo do imaginário onde cada um de nós acaba por se encontrar mesmo que não queira.
5ª Avenida de Candance Bushnell. Oficina do Livro. Alfragide, 2009, 410 págs. B.
O n.º 1 da Quinta Avenida – magnífico edifício Art Déco de um dos mais elegantes bairros de Manhattan – é um endereço único e essencial para as vidas que Schiffer Diamond, Lola, Annalisa, Mindy e Enid conquistaram- ou esperam conquistar. Impiedosa, perspicaz e espirituosa, é uma história moderna sobre novos-ricos e velhas fortunas. Os nova-iorquinos retratados por Bushnell experimentam – à semelhança do que acontecia na obra de F. Scott Fitzgerald – as mesmas paixões: ânsia de poder, notoriedade social e casamentos de sucesso. As histórias de Candace Bushnell soam tão verdadeiras, que somos levados a pensar que qualquer um de nós as poderia escrever, quando, na verdade, ninguém escreve romances como ela. Felizmente para o leitor, com Quinta Avenida, a escritora repete a proeza.
Nunca te distraias da vida é um livro biográfico, mas não é uma biografia. É um livro que nos fala do cancro e do que é viver todos os dias com a doença, tentando manter a disciplina, a alegria e uma agenda profissional milimetricamente preenchida, como Manuel Forjaz sempre teve. Sem que pretenda ser um manual de comportamento ou, sequer, um livro de auto-ajuda, trata-se de um testemunho e de uma ferramenta muito útil para todas as pessoas que estão a viver um problema semelhante ou que têm um familiar ou um amigo doente. É sobretudo um livro despretensioso, escrito por um homem que luta pela vida desde há vários anos, sem nunca baixar os braços e com uma enorme fé em Deus e na ciência; um homem que tem procurado todas as soluções possíveis para a situação difícil em que se encontra e que integra no seu plano de tratamentos a medicina tradicional e as medicinas alternativas com o mesmo rigor; um homem que vive com a certeza de que, mais tarde ou mais cedo, o cancro poderá matá-lo, mas não conseguirá nunca impedi-lo de viver a vida enquanto existir vida para viver.
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