Materialismo Idealista de Fernando Pessoa de Luís de Oliveira e Silva. Clássica Editora. Porto, 1985, 245 págs. B.
O presente livro, versão portuguesa duma tese doutoral apresentada na Universidade de Londres, defende o romantismo da obra poética de Fernando Pessoa, obra que fundamenta no dinamismo psicoló-gico de Fichte e no pessimismo de Schopenhauer. Como homem do seu tempo, como homem histórico, Pessoa incorpora o assis-tematismo agressivo de Nietzsche e a sua crítica acérrima da verdade institucionalizada. Exprime também o decadentismo fin de siècle, tanto na maneira crua de Corbière ou Laforgue como no estilo melódico feutre de Verlaine.
Crónica de D. Fernando de Fernando Lopes. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1945, 130 págs. B.
Uma exemplar selecção das melhores páginas dos grandes escritores portugueses de todos os tempos, reproduzidas segundo os textos autênticos das edições originais e anotadas pelos mais categorizados professores, criticos e historiadores da nossa literatura: eis o que é a Colecção CLÁSSICOS PORTUGUESES (Trechos escolhidos).
Crónica de D. Fernando de Torquato de Sousa Soares. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1945, 130 págs. B.
Uma exemplar selecção das melhores páginas dos grandes escritores portugueses de todos os tempos, reproduzidas segundo os textos autênticos das edições originais e anotadas pelos mais categorizados professores, criticos e historiadores da nossa literatura: eis o que é a Colecção CLÁSSICOS PORTUGUESES (Trechos escolhidos).
DANIEL GRAY é a romancista cujo nome aparece mais frequentemente citado na imprensa francesa no decorrer do ano, pois chega a ter nove dos seus romances em publicação simultânea nos principais jornais e revistas de França, neles se incluindo o FIGARO, FRANCE-SOIR e a grande revista ELLE.
O seu agudo espírito de observação aliado a uma sensibilidade profundamente romantica e à sua permanente deslocação através da Terra, dão às suas obras um sabor especial, pois o leitor assiste interessado à constante mudança do cenário onde são vividos os seus romances inesquecíveis.
A luz da Itália é muito clara e permite ler o que está escrito de través nos palimpsestos. Quem pode ter algum sentimento de permanência quando vai todos os dias para o trabalho pisando sobre imperadores mortos?
Com conceitos assim, o grande escritor que é Morris West se debruça sobre a cena contemporânea italiana para apresentar uma trama estremamente rica de fatos e de pessoas em torno de uma conspiração para restaurar um regime facista na recém-conquistada democracia da península.
A parte objetiva faria a qualquer romancista pela sua movimentação, pelas qualidades de suspense e mistério que impregnam os momentos sucessivos da história e pelo seu interesse intrínseco de coisa quase vista e de acontecimentos inteiramente situados na raia no possível.
(…) Fecha a série brilhante das suas obras a novela «Arame Farpado», escrita em circunstâncias que o autor expõe nas páginas seguintes, imediatamente após a conclusão da Grande Guerra. Nela, Hall Caine advoga comovidamente a causa da Paz, mostrando a desumanidade do conflito entre raça e amor – o amor como a culminância dos sentimentos da alma humana passando por cima das artificiais convenções de raça e pátria.
Cidade do Vício de Fialho de Almeida. Clássica Editora. Lisboa, 1959, 292 págs. B.
De há muito que se fazia sentir a necessidade de reeditar os admiráveis volumes com que Fialho d’Almeida um dos mais notáveis prosadores de toda a nossa história literária enriqueceu o património cultural português. Vai a Livraria Clássica Editora satisfazer esse desejo do grande público que verdadeiramente aprecia os genuinos valores espirituais, ampliando tal iniciativa com a compilação dos numerosos dispersos e inéditos do notabilissimo escritor, o que constituirá a revelação de novas facetas da originalidade, do talento e da arte de escrever que consagraram Fialho d’Almeida como um dos Mestres do estilo e do pensamento nacional.
Figuras de Destaque de Fialho D’ Almeida. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1969, 308 págs. B.
Pequenas histórias do autor sobre figuras da sua época como: Alexandre Herculano, Boémios, Camilo Castelo Branco, Carlos Malheiro Dsias, Eça de Queirós, Ferraz de Macedo, Guiomar Torrezão, Hintze Ribeiro, João da Câmara, João de Deus, José Maria de Pereda, Luís Guimarães, Óscar da Silva, Sousa Martins, Silva Carvalho, Vencelau de Moraes, Aníbal Soares.
Contos de Fialho d’ Almeida. Livraria Clássica Editora. Lisboa, s.d., 326 págs. B.
Contos é o Livro publicado em 1881 por Fialho d’Almeida, quando tinha 24 anos, e nele reuniu o Escritor treze contos, que fez preceder de uma dedicatória a Camilo Castelo Branco. Entre a admiração por Camilo e a humildade de subvalorizar o que iria publicar, o Autor escreveu: «[…] Não sei negar admiração aos homens do seu tamanho […] Peço-lhe que aceite a dedicatória deste livro medíocre […].»
Entre o primeiro e o último dos contos, o leitor sentir-se-á transportado para uma diversidade de temáticas, e confirmará a imaginação e capacidade narrativa de Fialho de Almeida.
Duarte Nunes do Lião: Origem da Língua Portuguesa de Maria Leonor Carvalhão Buescu [Sel.]. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1975, 91 págs. B.
Fortemente vinculada ao tempo, a obra de Nunes do Lião é, pois, um testemunho documental e elu- cidativo da transição, talvez dramática, do espírito do Renascimento para o espírito barroco, enredado numa nova angústia e numa nova maneira de estar no mundo – in Apresentação.
Poesia Ultra-Romântica de Jacinto Prado Coelho. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1944, 2 vols. B.
O ultra-romantismo coalhou em dois cometimentos literários de certo vulto: o Trovador (1844) e o Novo Trovador (1851). Antes disso, em 1840-41, colaboravam na Crónica literária duma Academia Dramática os poetas medievistas José Freire de Serpa, Inácio Pizarro, Teixeira de Vasconcelos e outros, que procuravam «tomar a história com o seu tumultuar apaixonado, os seus heroísmos, os seus crimes». Mas a iniciativa, animada por objectivos – vulgarizadores, não teve conseqüências dignas de registo.
“ Os Gatos renovam, com diferente critério de julgamento, e sob nova forma literária, o processo crítico instaurado à vida do País pelas Farpas. Nascidos do acaso dos eventos e dos episódios, em vão se procurará nestes comentários outra unidade que não seja a do modo invariàvelmente pessimista por que são considerados os homens e as acções. Um dos aspectos mais importantes do antagonismo que se alastra pelos 57 folhetos d’Os Gatos é a oposição política, posta em evidência pelos acontecimentos que se seguiram ao ultimatum. É deste aspecto que nos ocuparemos agora, procurando marcar a posição de Fialho no conflito anglo-luso, e determinar as raízes do seu jacobinismo, de efémera duração (…)”.
A Pérola de Mindanau de Albert Bonneau. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1936, 301 págs. B.
Albert Bonneau (1898-1967), prolífico autor francês, escreveu mais de 500 romances de aventura, faroeste e capa-e-espada (como a série Catamount), sob pseudônimos como Maurice de Moulins e Jean Voussac. Apelidado de “homem dos mil romances”, encantou gerações com histórias vibrantes, mesclando ficção e rigor histórico. Suas narrativas, ambientadas em cenários reais e períodos precisos, uniam entretenimento e conhecimento, transportando leitores pelo mundo sem sair do lugar. Um mestre da aventura literária.
Enquanto Existir o Mundo de Henri Troyat. Livraria Clássica Editora. Porto, 1974, 2 vols. B.
Armavir, na estepe caucasiana: Miguel Danoff, de 12 anos, deve abandonar a sua cidade natal – o pai envia-o para Moscovo. Um primo de Ekaterinodar, Volodia Burine, acompanha-o. Enquanto Miguel é grave e lento, Volodia é brilhante e frivolo. Uma profunda amizade une estes rapazes tão diferentes. Os anos passam. Miguel continua a sonhar com cavalgadas e com a vida ao ar livre; o outro pensa unicamente nas conquistas femininas.
De regresso a Ekaterinodar, Volodia caminha de éxito em êxito. Todavia, Tânia Arapoff recusará o seu pedido de casamento. Volodia reage de tal maneira que Miguel, tendo tomado o partido de Tânia, acaba por desposá-la. Volodia segue-os até Armavir…
E, entretanto, os frémitos antecipados da Revolução fazem-se já sentir nesta Rússia faustosa e violenta do princípio do século até onde nos leva Henri Troyat.
Em Pleno Azul de Virginia de Castro e Almeida. Livraria Clássica Editora. Lisboa, s.d., 333 págs. E.
Escritora e produtora de cinema, Virgínia de Castro e Almeida nasceu a 24 de novembro de 1874, em Lisboa. Oriunda de uma família de aristocratas, começou a escrever composições dramáticas aos 8 anos e, em 1895, iniciou a sua carreira de escritora, utilizando o pseudónimo Gy, com o livro Fada Tentadora, que foi considerado como obra pioneira da literatura infantil, em Portugal.
A Barynia de Henri Troyat. Livraria Clássica Editora. Porto, 1968, 487 págs. B.
O primeiro tomo desta grande sequência romanesca evocava a ocupação de Paris de 1814 e 1815 pelas tropas da coligação e tirava o nome de uma associação secreta, «Os Sonhadores da Liberdade». A heroína francesa da história, a bela e ardente Sofia, seguia à Rússia o seu jovem marido, Nicolau Ozareff, ex-oficial da guarda do czar.
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