Os Bosques de Whitethorn de Maeve Binchy. Bertrand Editora. Lisboa, 2007, 327 págs. B.
A população de Rossmore está dividida, porque a nova estrada irá passar dentro dos Bosques de Whitethorn e pelo poço dedicado a Santa Ana – considerado por alguns um centro poderoso de espiritualidade e, por outros, como uma superstição. Ninguém está mais preocupado do que o padre Brian Flynn, que não sabe que facção apoiar. Não deverá a família de Neddy Nolan aceitar a compensação oferecida pelas suas terras? Mas, não foi a mãe de Neddy curada no poço, há tantos anos? E a mulher infértil de Londres que se deslocou aos Bosques de Whitethorn, rogando o auxílio da santa, com as consequências mais inesperadas? Amigos de longa data que se conhecem num kibbutz israelita visitam o santuário para solucionarem os seus casamentos; um americano rico procura aconselhamento; e uma assassina e a mãe ponderam também consultar a santa…
Testemunho de Scott Turow. Bertrand Editora. Lisboa, 2018, 477 págs. B.
Bill Boom virou as costas a tudo o que era importante para si: a carreira, a mulher, até o seu país. Mesmo assim, quando lhe pedem que examine o desaparecimento de um campo inteiro de refugiados do Kosovo, um caso por resolver há dez anos, sente-se arrastado para o caso mais difícil da sua carreira. Para descobrir o que aconteceu durante o caos apocalíptico que se seguiu à guerra da Bósnia, Boom investiga uma panóplia de suspeitos, que vai dos paramilitares sérvios a redes de crime organizado e ao governo norte-americano, enquanto se movimenta também por entre as coloridas personagens desta história, com as suas alianças e traições: Layton Merriwell, general norte-americano caído em desgraça; Ferko Rincic, o único sobrevivente do massacre, e Esma Czarni, uma sedutora advogada.
Quando os Lobos Uivam de Aquilino Ribeiro.
Bertrand Editora. Amadora, 1979, 410 págs. B.
Serra dos Milhafres, finais dos anos 40, o Estado Novo resolve impor aos beirões uma nove lei: Os terrenos baldios que sempre tinham sido utilizados para bem comunitário e onde essa comunidade retirava parte vital do seu sustento, seriam agora “expropriados” e esses terrenos utilizados para plantar pinheiros. Assim, sem mais nem menos, o Estado chega e diz que, a partir daquele momento, acabou. Implanta-se um clima de medo nas gentes e é esse clima que Manuel Louvadeus, que havia emigrado para o Brasil anos antes, vem encontrar quando regressa à aldeia. Homem vivido e culto devido, segundo o próprio, aos muitos livros que por lá havia lido, Manuel tem uma visão para os dois lados e um sentido de justiça que rapidamente o fazem cair nas boas graças das gentes do povo. Toma então parte da sua gente, homens honestos e humildes que trabalham de Sol a Sol mas que não deixam de viver em condições miseráveis. A revolta acaba por suceder e entre mortos e feridos tudo acaba numa caçada aos homens por parte da polícia que leva muitos homens à prisão acusados de serem instigadores e cérebros da revolta. O Estado mostra então todo o seu esplendoroso poder. Aqui representado está a saga dos beirões na defesa dos terrenos baldios perante a ditadura do Estado Novo.
Memórias de Maurice Chevalier.
Livraria Bertrand. Amadora, s.d, 295 págs. B. Il.
«Eis um livro espantoso: a última tournée de Maurice E Chevalier contada por ele próprio. Uma autobiografia é empresa árdua que exige muito tacto, especialmente quando a vida do autor não é senão uma longa série de éxitos excepcionais.
Em minha opinião, o ilustre Maurice, sem querer, encontrou o tom justo. O seu livro é escrito livremente, com a maior simplicidade, como se escrevesse a um amigo.
Evidentemente não diz mal de si próprio; enumera os seus triunfos mundiais a ponto de pensarmos que ele está demasiadamente satisfeito consigo, o que não é exacto. Tem orgulho, sim, no seu sucesso prodigioso, mas mostra-se também algo maravilhado talvez mesmo mais que nós-com tão grande e duradouro sucesso. Nunca deixou de ser, como ele diz, um gaiato encanecido que pergunta se é verdade o que lhe acontece e que conta as chamadas, as ovações, as salas esgotadas, para provar ao leitor, e também a si próprio, que não sonhou.» prefácio de Marcel Pagnol
O Manuscrito de John Grisham.
Bertrand Editora. Lisboa, 2018, 281 págs. B.
Um bando de ladrões realiza um ousado assalto a um cofre de alta segurança que fica sob a biblioteca da Universidade de Princeton. O espólio levado é de valor incalculável, se bem que a universidade o tenha segurado por vinte e cinco milhões de dólares.
Bruce Cable é dono de uma livraria muito popular na povoação de Santa Rosa, em Camino Island, na Florida. Mas o dinheiro a sério vem da sua atividade como negociante de livros raros. Poucos são os que sabem que, de vez em quando, ele entra no mercado negro de livros e manuscritos roubados.
Mercer Mann é uma jovem escritora que sofre de um caso sério de bloqueio criativo e que acaba de ser despedida da escola onde dava aulas. Quando uma mulher elegante e misteriosa lhe oferece uma generosa maquia para que ela se infiltre no círculo literário de Bruce Cable, ela aceita.
Só que Mercer acaba por vir a saber demais e é aí que os problemas começam nessas paragens paradisíacas…
Mamã Aimée de Erskine Caldwell. Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 275 págs. B.
A viúva Mammã Aimeé Mangrum sentia mais pena do Pastor Purdy do que de qualquer outro homem desde há muito tempo. Por isso, trouxe-o para casa e pôs as suas duas lindas filhas a seduzi-lo. Mas Connie foi demasiado ousada e assustou o pastor, levando-o a uma sessão de oração. Velma decidiu, à última hora, manter-se fiel ao seu marido. Restava a menina Aimee, que estava disposta a tudo… Quando um evangelista viril se muda para a casa de uma família de plantação, as emoções ocultas transformam-se em violência e horror.
Face Negada: Ter Vinte Anos em Cabul de Latifa.
Bertrand Editora. Lisboa, 2001, 190 págs. B.
Este livro narra a experiência de uma mulher afegã de 20 anos vivendo sob o regime do Taliban em Cabul. A autora compartilha suas lutas, perdas e a luta pela liberdade em um contexto opressivo. É um relato poderoso sobre a resistência feminina e a busca pelo reconhecimento em uma sociedade que nega sua identidade.
Eu, Cláudio Imperador de Robert Graves. Livraria Bertrand. Amadora, 1979, 319 págs. B.
Desprezado pela sua fraqueza e visto pela família como pouco mais do que um tolo gago, o nobre Cláudio sobrevive furtivamente às intrigas, às purgas sanguinárias e à escalada de crueldade que caracterizam as dinastias imperiais romanas. Em Eu, Cláudio, ele fica a observar dos bastidores para poder registar o reinados dos seus imperadores: do sábio Augusto e sua vilã mulher, Lívia, ao sádico Tibério e ao excessivo e louco Calígula. Um dos romances históricos mais aclamados e envolventes alguma vez escritos, Eu, Cláudio é um clássico dos nossos dias.
O Desafio da Europa de Louis Armand e Michel Drancourt.
Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 393 págs. B.
A obra aborda os desafios políticos e económicos enfrentados pela Europa na época, destacando a posição de inferioridade política dos europeus em comparação com outras potências globais. Os autores discutem a necessidade de uma maior integração e cooperação entre os países europeus para superar esses desafios e fortalecer a posição da Europa no cenário mundial. O livro é uma análise profunda das dinâmicas políticas e económicas da Europa durante um período de grandes mudanças e incertezas.
Cavalo Dado… de Hildegard Knef
Livraria Bertrand. Amadora, 1973, 487 págs. B.
A história de Hildegard Knef é um best-seller na Alemanha, em Inglaterra, nos Estados Unidos e em França. Não só por ser extraordinária, mas sobretudo porque nos revela uma mulher corajosa, que agarrou a vida como um «cavalo dado», que se aceita sem lhe ver os dentes e que – sem alternativa – é preciso cavalgar.
A Casa Grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.
Livraria Bertrand. Amadora, 1980, 438 págs. B.
Quando deu início à escrita de A Casa Grande de Romarigães, Aquilino Ribeiro adiantou que não era sua ambição escrever um romance, mas uma monografia ou uma história romanceada. Felizmente, esse seu propósito inicial gorou-se e o que nos proporcionou foi um dos livros mais marcantes da literatura portuguesa do século XX e um dos romances históricos mais notáveis da europeia. A narrativa constrói-se a partir de manuscritos encontrados no restauro da casa que foi solar dos Meneses e Montenegros e conta-nos a história das sucessivas gerações que, para o bem e para o mal, a habitaram. Uma trama ficcional que começa no tempo dos Filipes, mas que se estende por inúmeros momentos marcantes da nossa História, nomeadamente a Guerra da Independência, as Invasões Francesas e a Guerra dos Dois Irmãos.
A Noite Roxa de Urbano Tavares Rodrigues.
Livraria Bertrand. Amadora, 1976, 273 págs. B.
«E, ao reler esta extraordinária narração de 1956, percebo melhor o poder da literatura e o significado presente de um acto de fé consubstanciado nesse esforço de dimensionar em humano o universo deferente ou hostil, os comportamentos e as acções detectáveis ou evanescentes. Sem os truques que se aprendem no torno deste ofício da escrita; desprovido da comoção descritiva que, por vezes, faz da sua prosa uma coisa inerte e pouco expressiva (para o meu gosto, acrescento); irradiado de uma (embora generosa) preocupação de «interveniência»; com o olhar frio dos homens de muito mundo, cansados e lúcidos (à maneira de um Cavaleiro de Oliveira, de um D. Luís da Cunha, de um Frei António das Chagas). Urbano Tavares Rodrigues redigiu a sua mais autêntica, mais livre, mais interveniente peça literária. Que é, também, e para mim, a sua mais genuína obra-prima.»
Exílio Perturbado de Urbano Tavares Rodrigues. Livraria Bertrand. Lisboa, 1969, 292 págs. B.
Esta obra, com 35 Capítulos, é um Romance dedicado ao Joaquim Barradas de Carvalho, Jorge Reis e Artur Ramos, e o editor refere que “Com [Exílio Perturbado]… parece regressar aos temas predominantes dos seus primeiros livros de contos e novelas. (…) Assim, em [Exílio Perturbado] se concentra, de modo involuntário, a própria trajectória de Urbano Tavares Rodrigues, desde o hedonismo inquieto dos primeiros livros à humanística veemência que os últimos documentam.”
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 📕 1ª Edição. 𓂃🖊 Prefácio de José Palla e Carmo
Condottiera de C. Virgil Gheorghiu
Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 273 págs. B.
LA CONDOTTIERA começa como um romance policial. Um enigma que manterá o leitor atento até à última página. Mas o verdadeiro assunto do romance é a condição humana numa república popular, vista de um dado ângulo, obstinado, arguto, em certa medida, cruel. Apesar do todo-poderoso Mavid Zeng, apesar de Zid Caracal, apesar da dor da readaptação a novos esquemas de vida.
S. Banaboião: Anacoreta e Mártir de Aquilino Ribeiro. Bertrand Editora. Lisboa, 1984, 239 págs. B.
“(…) Do meu lavrar na areia aí vai mais um romance. Composto numa altura da vida em que é pecha olhar à retaguarda, quis escrever o seu nome de amigo verdadeiro e vizinho triunfal ao alto dêle como dum marco miliário. Haja de perdoar a modesta lembrança. Êste livro, com efeito, descarregado de qualquer princípio de ordem filosófica ou técnica, escrevio-o com a minha usual canetinha de cabo vermelho e encaixe de lata, despreconcebidamente (…) A minha preocupação foi dar o conflito do espiritual e do humano de modo concreto, qual dêles por baixo, qual dêles por cima. Não reputo, todavia, o S. Banaboião caído duma página da Folhinha romana. Talhei-o em pau rastiço com singeleza e lisura, como Alonzo Cano ao S. Bruno, salvo seja o manto versicolor que lhe esconde a fibra lenhosa (…)”
Agentes da Inocência de David Ignatius Bertrand Editora. Lisboa, 2008, 479 págs. B.
Num universo de falsas alianças, traições e morte, onde tudo se conjuga para a perpetuação do terrorismo, Tom Rogers, um agente da CIA, infiltrase numa força de elite palestiniana, estabelecendo um acordo secreto com um jovem agente dos serviços secretos da Fatah.
David Ignatius, ex-correspondente do Wall Street Journal no Médio Oriente, escreve com toda a ferocidade acerca deste assunto, exímio conhecedor da sua complexidade. O ritmo que impõe, o enredo e a profundidade que surge em cada personagem criam um romance de espionagem de enorme poder. O livro que o consagrou como um dos mestres da literatura de espionagem da actualidade.
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