Recolha de Alguns Elementos Coevos para a História Sincera do Reinado de El-Rei Dom João V de João Afonso Corte-Real. Ed. Autor. Madrid, 1951 [?], 45 págs. B.
Nas duas correntes históricas dimanadas da figura discutida de el Rei D. João V, resultam entre as opiniões opostas estas indispensáveis perguntas:
Qual o mérito do monarca?
Qual a posição de Portugal?
Recuados, pois, ao começante século dezoito; integrados, em grande parte, no «modus vivendi» usado na época; tendo em atenção a convivência constante com os outros países, sobretudo, europeus; preocupados com a segurança e respeito pelos novos interesses metropolitanos e coloniais, resultantes, principalmente, do aparecimento quantioso do ouro do Brasil; reconhecendo a vantagem da ostentação como forma de prestigio entre as nações estrangeiras eivadas da mesma viciosidade; procurando nas terras portuguesas de Africa algo do que nos faltava em casa; mantendo na India governos seguros, conseguiamos, não só, criar uma politica nacional de prestigio como ter lugar de relevo entre os mais representativos países da Europa, soerguendo-se de maneira iniludível a consideração com que eramos tratados pelo Vaticano
Viagem Incompleta de Mário Braga. Portugália. Lisboa, s.d., 172 págs. B.
Viagem Incompleta é um livro excelente que, como os demais de Mário Braga, mergulha as raízes no quotidiano, obrigando-nos a acotovelar os Orlandos, Luísas, Adalbertos e D. Margaridas, entrechocando-se e chocando-se connosco nas páginas de um mundo real meditado”.- crítica de Santos Simões, no texto da badana.
Terceiro Centenário da Célebre Batalha de Montes Claros (1665-1965) de João Afonso Côrte-Real. Ed. Autor. 1965. 14 págs. B
A batalha dos Montes Claros, em 17 de junho de 1665, é a última de um conjunto de batalhas de grandes proporções, tidas como essenciais para garantir a independência de Portugal durante a guerra da restauração.
Afonso de Albuquerque: Esboço Biográfico de César Pegado. Ed. Autor. Coimbra, 1956. 39 págs. B.
Por generosa sugestão do Sr. Doutor AFONSO RODRIGUES QUEIRÓ, mestre eminente desta velha e gloriosa Universidade, onde formei o meu espírito e à qual muito devo do pouco que sei, foi a minha pessoa indicada para proferir uma palestra na abertura das actividades culturais do Centro de Estudos Ultramarinos, no corrente ano lectivo.
Quero crer que essa deferência se deve exclusivamente à amizade com que S. Ex.” me distingue vai para alguns anos. Por isso, e não encontrando outra explicação para o facto, não quero nem posso deixar de lhe expressar pública e sinceramente os meus agradecimentos e de lhe render as minhas homenagens.
D. Carlos I: Um Grande Rei: Evocação da sua vida no Centenário da sua morte de Eurico Carlos Esteves Lage Cardoso. Ed. Autor. Lisboa, 2007, 209 págs. B.
Não obstante os inimigos do Regime Monárquico e do próprio Rei tudo terem feito para denegrir a imagem do soberano e apontar de modo inquisitorial os seus defeitos (que os tinha como qualquer ser humano), o certo é que os portugueses, dignos desse nome, independentemente do seu credo político (governantes inclui- dos), têm vindo, ao longo dos anos, a reparar os ataques soezes que foram desferidos a D. Carlos de Bragança desde os primórdios da República.
Canto Fundo de Miranda Boavida. Ed. Autor. Castelo Branco, 2003, 155 págs. B.
Enfeitiçado desde criança pela magia do Fado (e do Flamenco e do Tango Argentino) e tendo por azimute a conquista de uma escrita pessoal que lhe revelasse o sentido da vida através da Arte, o Autor perseguiu desde sempre o tema do Amor tal como a Tradição musical do Povo a que pertence o enfrenta, constituindo este livro, até no título – CANTO FUNDO – um peculiar esboço da paixão latina, onde se vislumbra sempre o duelo entre a posse e a entrega, nesse vai-vém fatal de luas e marés que as antigas barcas, as guitarras e as violas ensinaram à nossa raça.
Portugal e as Colónias Portugueses de Fortunato de Almeida. Ed. Autor. Coimbra, 1920, 484 págs. E.
Com um apêndice sôbre a Historia da Geografia e uma nota bibliográfica sôbre a Geografia de Portugal e dos seus dominios. Segunda edição.
Comm grande número de gravuras intercaladas no texto e capítulos sobre a Geografia física, política e económica de Portugal, dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, Cabo Verde, Guiné, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Índia, Macau e Timor.
📝 Assinatura de posse.
❗Encadernação com falha da lombada. Sem capa de brochura
📝 Sublinhados a lápis
Histórias do Anoitecer de Joaquim Pacheco Neves. Tipografia A Portuense. Porto, 1966, 269 págs. B.
Livro de contos de Joaquim Pacheco Neves (Vila do Conde, 11 de junho de 1910 – 19 de janeiro de 1998). Médico, cronista, romancista, dramaturgo, memorialista e editor português, autor de uma vasta obra galardoada com vários prémios nacionais
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Pátria em Perigo de Cunha Leal Edição do Autor. Lisboa, 1962, 300 págs. B.
Volume integrado na colecção subordinada ao título genérico: «Coisas do tempo presente», dada à imprensa em edição do autor. “A nossa actual orientação governativa foi concebida e está sendo executada como se Portugal constituísse um compartimento estanque, insusceptível de permeabilidade às ideias exteriores, de modo que estas nem sequer por osmose pudessem penetrar no seu interior. Ora esta concepção já se demonstrou impraticável na época de Pina Manique quanto mais no período histórico da rádio, da televisão, da revolução bolchevista e das bombas atómica r termonuclear. (…)”.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
PARA UM DIÁLOGO COM O SR. CARDEAL PATRIARCA DE RAUL REGO Ed. Autor. Lisboa, 1968. 44 págs. B.
Histórico e polémico opúsculo em que o prestigiado jornalista e político Raul Rêgo (1913-2002) lança um corajoso repto ao Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Escrito em resposta à palestra radiofónica e televisiva do prelado intitulada «Na Hora do Diálogo», o texto ergue-se contra o silêncio cúmplice e a passividade da hierarquia da Igreja Católica perante as arbitrariedades e as indignidades sociais e políticas do regime ditatorial do Estado Novo. Uma obra marcante da resistência intelectual, que culminou na apreensão do livro pela P.I.D.E. e na subsequente prisão e interrogatório do seu autor.
────────────────────────────────── Características do Exemplar ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 95g
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Espaço de Sara Antónia Matos. Ed. Autor. Lisboa, 2009, 213 págs. B
Os quatros painéis da conferência foram subordinados aos subtítulos: Experimentar, Herdar, Ligar Prospectivar. Procurou-se questionar um espaço de tensões sem o qual o próprio conflito civilizacional não pode existir. Este reside precisamente nisso, na Construção do seu espaço, no seu projecto, vivência e representação.
Com o intuito de problematizar a operatividade de tais tensões, os diversos painéis versaram a dilatação e a permeabilidade do espaço das disciplinas artisticas, direcções possíveis para a estética e para o discurso sobre a arte, e ainda a relação da arte contemporânea com as heranças culturais e o património histórico. Acima de tudo, colocou-se em discussão como é que a prática artística contribui para a construção de um “lugar habitado”.
Retalhos de José de Macedo Fragateiro Ed. Autor. Santarém, 1935, 21 págs. B.
José Macedo Fragateiro, nascido no Alentejo a 7 de maio de 1918, fui um intelectual que sempre lutou pelos ideais da liberdade, postura que o levou à prisão.
A Questão Nacional de Carlos de Amorim. Ed Autor. Covilhã, 1927, 212 págs. B.
O titulo que dei a este volume-seleção de artigos cuja publicação me foi vivamente solicitada, desde os que junto de mim trabalham, até aos que na minha esteira seguem-consubs tancía toda uma ideia, toda uma multiplicidade de objectivos que eu quizera atingir, toda a aspiração duma alma que se concentra e, depois de feito um desapaixonado exame, é for çada a sintetisar o seu esforço, o seu raciocinio, em duas pala vras que digam, que traduzam e que fielmente interpretem o balanço dum trabalho que não é de hoje, nem de ontem, mas representa a consequente evolução de quem pretende atingir um único alvo:-A Verdade.
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