AS TORRES MILENARES DE URBANO TAVARES RODRIGUES Livraria Bertrand. Amadora, 1975, 174 págs. B.
Única obra teatral de Urbano Tavares Rodrigues, publicada pela primeira vez ainda durante o Estado Novo. Partindo de uma situação de absurdo, a invasão extraterrestre do planeta Terra, a peça explora as reacções psicológicas de um grupo de burgueses confrontados com a proximidade da morte. A psicologia colectiva da multidão cede progressivamente lugar a um exame de consciência individual, revelador da natureza de cada uma das personagens.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 175g ──────────────────
Desperta e Canta de Clifford Odets
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1965, 139 págs. B.
No Bronx, em Nova Iorque, a família Berger vive unida sob o mesmo tecto, enfrentando dificuldades económicas e constantes tensões familiares. Enquanto os pais tentam influenciar e manipular a vida amorosa dos filhos para concretizarem os seus próprios interesses, os mais jovens lutam por seguir os seus sonhos e conquistar a independência. Entre conflitos, ambições e desilusões, desenrola-se um retrato intenso das relações familiares e da procura de um futuro melhor.
Vida e Morte de El-Rei Ricardo II de William Shakespeare.
Lello & Irmão Editores. Porto, 1978, 190 págs. B.
A tragédia retrata a queda de Ricardo II, um rei fraco que perde o trono inglês para o seu primo, Henrique Bolingbroke. Focado no direito divino, no orgulho e na transição de poder, o drama culmina na abdicação forçada de Ricardo, na sua prisão e no seu trágico assassinato.
Teatro de Molière
Amigos do Livro Editores. Lisboa, s.d., 284 págs. E. Il.
Em O Avaro – O Tartufo – O Burguês Gentil Homem – Mulheres Sábias, Molière reúne algumas das suas comédias mais emblemáticas, onde expõe com ironia os vícios e as pretensões da sociedade do seu tempo.
Em O Avaro, a obsessão pelo dinheiro domina todas as relações humanas, revelando o ridículo e a miséria moral de quem vive apenas para acumular. O Tartufo denuncia a hipocrisia religiosa através de uma figura manipuladora que se infiltra numa família para seu próprio proveito. Já em O Burguês Gentil-Homem, a ânsia de ascensão social é alvo de sátira, mostrando o absurdo de quem tenta imitar a nobreza sem compreender os seus códigos. Por fim, Mulheres Sábias critica o pedantismo intelectual e as modas culturais levadas ao extremo.
Com humor refinado e crítica incisiva, Molière constrói um conjunto de peças intemporais que continuam a expor, com clareza desconcertante, as fraquezas humanas.
Teatro Grego de Ésquilo [et al] Amigos do Livro. Lisboa, s.d., 326 págs. E. Il.
O Teatro Grego reúne obras de Ésquilo, Sófocles, Eurípides e Aristófanes, fundadores da tradição dramática ocidental. Nascido em Atenas no século V a.C., durante as festas em honra de Diónisos, o teatro grego combinava música, dança e poesia para explorar temas universais como o destino, a justiça e a condição humana.
Inclui tragédias como Prometeu Acorrentado e Os Sete Contra Tebas de Ésquilo, Antígona de Sófocles, Medeia e Andrómaca de Eurípides, e a comédia As Vespas de Aristófanes.
Teatro de João da Câmara. Portugália Editora. Lisboa, 1958, 245 págs. E.
Dramaturgo por excelência da saudade e da renúncia, do amor e da fé, da terra e da bondade, as suas peças reflectem exuberantemente a sua singular e estranha personalidade. – in Posfácio de Jorge de Faria
Inclui as peças:
Os Velhos, Casamento e Mortallha, O Beijo da Morte.
Júlio César de William Shakespeare.
Lello & Irmão Editores. Porto, 1988, 207 págs. B.
Júlio César quer o poder numa Cidade que sabe estar minada pela podridão, pela intriga, pela alienação. A Tragédia de Júlio César, título com que a peça nos aparece na sua primeira edição, é a tragédia de quem assume o poder sabendo que não pode ser justo quem governa um mundo injusto, e assim se condena à morte. Por ambição, como dizem os honestos? Não importa. Quem quiser reinar num mundo injusto terá de ser tirano. E por ser tirano será abatido. E sendo abatido dará lugar a nova tirania, mais injusta do que a sua, numa Cidade que o terá abatido menos para se purificar que para esconjurar uma culpa que é incapaz de reconhecer. Mais do que a tragédia de um homem ou a tragédia do poder, A Tragédia de Júlio César é a tragédia da própria Cidade, da própria vida política de todos os seus cidadãos. Júlio César é a tragédia de Roma. E Roma é a Cidade, é a vida em comum dos homens.
Hamlet de William Shakespeare. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1998, 272 págs. B. Livros de Bolso Europa-América | 312
Entre as brumas do castelo de Elsinore desenrola-se a tragédia de um homem contemplativo a quem a vida força à acção.
Dividido entre o desejo de agir e a inércia, separado do mundo não só pelo que sabe mas também por aquilo que pretende saber Hamlet tornou-se, juntamente com Fausto, D. João, Prometeu e muitos outros, uma das figuras mais fascinantes da literatura de todos os tempos.
Theatre de France (Tome I) de Olivier Quéant.
Plaisir de France. France, 1951, 198 págs. B. Il.
Suivant l’accueil que recevra cet ouvrage, nous déciderons d’en publier chaque année et même peut-être deux qui sait? d’en faire une revue périodique du théâtre français, comme il en existait naguère, comme il serait souhaitable qu’il en existât: une revue digne d’un théâtre lui-même digne du public.
Teatro de Graham Greene Editora Arcádia. Lisboa, s.d., 231 págs. B.
Incluí: O Viveiro e O Amante Benévolo.
Graham Greene (1904-1991), escritor inglês, foi jornalista, crítico de cinema, correspondente de guerra e trabalhou para os serviços secretos. Católico convertido em 1926, destacou-se com The Man Within. Alternou romances sérios e de entretenimento, escreveu argumentos como The Third Man (1949) e obras marcadas por viagens e experiências políticas, como The Power and the Glory (1940) e The Quiet American (1955). É autor de clássicos como The End of the Affair e The Human Factor.
Urbano Tavares Rodrigues afirma no seu dilatado e importante prefácio: “Esta peça, acusando uma trajectória impressionante do individualismo exasperado das anteriores para a comunhão social, é uma admirável afirmação – a de um provável grande dramaturgo de amanhã.”
Nora vive o sonho burguês do final do século XIX: casada com um quadro superior num banco, tem 3 filhos e vive uma vida desafogada. No entanto, esconde um segredo que, se descoberto, pode destruir este idílio e atirá-la para as mãos da justiça, condenando assim a família à desgraça. O terror anunciado chegará através de um homem sinistro, impondo uma revolução indesejada, mas inevitável, na vida e na consciência desta mulher.
Levada à cena pela primeira vez em 1879, Casa de Bonecas chocou a sociedade da época pela exploração realista que faz do lugar da mulher na sociedade e na família, e pela denúncia da falsa moralidade que lhe é imposta. A discussão em torno da ação transbordou dos palcos para os jornais e salões da época e confirmou Ibsen, obreiro de uma extraordinária modernização do teatro, como um dos dramaturgos mais influentes da literatura ocidental.
A peça de teatro “A Triste Viuvinha” do dramaturgo D. João da Câmara, desenrolasse em parte em Santa Luzia e rememora o período de 1820 a 1834, período do fim do Ancien Regime, de implantação do Liberalismo e de guerra civil, em que a população portuguesa vivenciou inúmeras repressões, violência e supressão das liberdades civis.
Que circunstância levam dois homens a revelarem o que de mais íntimo têm em si, que circunstâncias determinam que dois homens procurem ultrapassar os seus medos, procurarem libertar-se da solidão que os oprime…?
PERALTAS E SÉCIAS DE MARCELLINO MESQUITA A. Rodrigues Editores. Lisboa, 1911. 175 págs. E.
Obra de Marcelino Mesquita, um dos mais importantes dramaturgos portugueses do final do século XIX e início do século XX, descrito por Fialho de Almeida como portador de “um dos mais raros e fogosos temperamentos dramáticos” da literatura nacional.
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Peso: 235g
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