O Sagrado e o Profano: a Essência das Religiões de Mircea Eliade.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 234 págs. B. Colecção: Vida e Cultura | 62
O Sagrado e o Profano, de Mircea Eliade, ocupa-se da forma como o homem religioso se esforça por se manter num universo sagrado e da diferença entre a sua experiência de vida e a do homem privado de sentimentos religiosos, daquele que vive ou deseja viver num mundo dessacralizado.
Para a consciência moderna, a alimentação ou a sexualidade não são mais do que fenómenos orgânicos, qualquer que seja o número de tabus que os rodeia. Mas, para o primitivo e para algumas populações atuais, um tal ato é, ou pode tornar-se, um «sacramento», quer dizer, uma comunhão com o sagrado.
O sagrado e o profano constituem duas modalidades de ser no mundo, duas situações existenciais assumidas pelo homem ao longo da sua história. Estes modos não interessam apenas à história das religiões ou à sociologia. Em última instância, os modos de ser sagrado e profano dependem das diferentes posições que o homem ocupa no cosmos.
A Páscoa de S. Francisco de Ignace-Étienne Motte
Editorial Franciscana. Braga, 1972, 204 págs. B.
A obra analisa a “passagem” espiritual de São Francisco de Assis, ligando a sua vida de desprendimento, pobreza absoluta e penitência ao mistério pascal de Cristo. Longe de ser um tratado teológico académico, o livro foca-se na experiência vivida e no percurso místico do santo, que culmina no recebimento dos estigmas e no seu “Trânsito” (morte). Uma reflexão profunda sobre como Francisco transformou a dor e a renúncia na mais pura alegria evangélica.
Na Palestina no Tempo de Jesus de Daniel-Rops.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 530 págs. B. Colecção: A Vida Quotidiana | 17
A vida de um menino de Israel, no meio da sua família e dos imperativos da sociedade do país em que nasceu, e onde era esperada ardentemente a vinda do Messias, numa obra de sólida documentação e de leitura empolgante, da autoria de um dos mais ilustres escritores franceses de hoje
Maria de Nazaré de Mário de Oliveira
Afrontamento. Porto, s.d., 100 págs. B.
Nascido no meio de um pequeno Povo de Pobres e acolhido por ele como uma mensagem com sabor a boa nova, este livro não poderá agradar a toda a gente. Alguns quererão ver nele subversão de mau gosto e outras coisa sombrias, pois habituaram-se a confundir a Verdade com a sua própria concepção do Mundo e costumam também confundir a Paz – que deve resultar do estabelecimento da ordem social querida por Deus – com a concretização daquela ordem social que eles criaram, ou já herdaram e, agora, ciosamente conservam, só porque muito os favorece. É um livro que vai escandalizar muita gente! (Padre Mário de Oliveira).
João Paulo II: vinte e dois anos na História com Fátima presente de Joseph Ratzinger. Paulus Editora. Apelação, 2000, 92 págs. B. Il.
Todos conhecem João Paulo II: o seu rosto, o seu modo característico de se mover e de falar; a sua capacidade de se concentrar na oração, a sua alegria espontânea. Algumas das suas palavras gravaram-se de forma indelével na memória, a começar por aquele apelo apaixonado, com que se apresentou no início do seu pontificado: «Abram as portas a Cristo, não tenham medo d’Ele!». Ou ainda estas: «Não se pode viver para experimentar, não se pode amar para experimentar!» Em palavras como estas se condensa todo o seu pontificado
Jesus Cristo de Pascal Tipografia Gráfica de Coimbra. Coimbra, 1952, 174 págs. B. 𓂃🖊 Introdução de Duarte de Montalegre
Duarte de Montalegre foi o pseudónimo literário utilizado pelo distinto filólogo, investigador e bibliófilo português José Vitorino de Pina Martins (1920–2010)
Índice:
Mensagem Cristã de Pascal
Vida de Jesus Cristo
O Memorial
O Mistério de Jesus
Obras Exteriores
Escritos e Fragmentos de Pascal sobre a Graça
Nota sobre a Cristologia de Pascal
Breve História das Religiões de Ambrogio Donini Editora Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 1965, 363 págs. B.
A idéia fundamental do trabalho, o qual, mais do que um manual de história das religiões, constitui um verdadeiro ensaio metodológico elaborado de modo orgânico e fartamente documentado, é a de que a religião não deve sòmente ser estudada, nas suas várias manifestações históricas, como expressão da fraqueza e do sofrimento do homem diante do irracional e da opressão social, mas também como um protesto, muitas vezes bastante eficaz, contra êste estado de sujeição material e espiritual.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 🔢 Edição Numerada: 3325
Ética e Religião na Sociedade Tecnológica: Os jesuítas portugueses e a revista Brotéria (1985-2000)de Helena Jerónimo.
Editorial Notícias. Lisboa, 2002, 248 págs. B.
Ao longo do século XX, os jesuítas portugueses acompanharam a divulgação e o debate científico por intermédio dos artigos publicados na Brotéria. Nas últimas décadas, a revista tem vindo a revelar uma crescente preocupação e tematização das relações entre técnica/ética e ciência/religião, constituindo um dos núcleos fundamentais sobre este tipo de reflexão e posicionamento. Interpretar alguns dos artigos e autores centrais permite clarificar a leitura desta ordem religiosa sobre os assuntos enunciados e constitui uma importante fonte para a análise sociológica de uma reflexão que aborda e se situa na ciência a partir de uma perspectiva religiosa.
Seita: Que dizer? Que fazer? De Jean Vernette
Círculo de Leitores. Lisboa, 1995, 225 págs. E.
Há cerca de vinte anos que tenho vindo a publicar um certo número de obras sobre as seitas e os novos movimentos religiosos. Ora, várias dessas obras, após sucessivas reedições, estão hoje esgotadas’. Tornava-se necessário apresentar uma síntese renovada que, tendo em conta a evolução do fenómeno global da nova religiosidade, ao mesmo tempo retomasse e actualizasse as nossas primeiras análises.
Santo Agostinho de Luis Bertrand
Livraria Apostolado da Imprensa. Porto, 1952, 317 págs. B.
Santo Agostinho (354–430) foi filósofo e teólogo cristão. Após uma juventude inquieta, converteu-se ao cristianismo e tornou-se bispo de Hipona. Defendeu a relação entre fé e razão, o livre-arbítrio e a ideia de que o mal é ausência do bem.
Caminhos de Fátima: o Caminho do Tejo de Alexandre Manuel
Editorial Notícias. Lisboa, 2004, 143 págs. E. Il. 📸Fotografia de Alexandre Homem Cardoso
Diz-se que muitos caminhos levam à fé. O Caminho do Tejo, percurso pedonal que liga Lisboa ao Santuário de Fátima, parece ser um deles. Ao longo de cinco jornadas, este álbum conduz-nos, pela pena de Alexandre Manuel e câmara de António Homem Cardoso, pelo principal roteiro da fé lusitana, mostrando-nos um vastíssimo património cultural e natural desconhecido da maioria dos portugueses, até chegar a esse «imenso cais» que é Fátima, onde «se refugia a parte mais misteriosa e sofrida, crente e inocente da alma portuguesa».
As Duas Paixões de S. Paulo de Nuno de Montemor
União Gráfica. Lisboa, s.d., 389 págs. B.
Nuno de Montemor, pseudónimo de Joaquim Augusto Álvares de Almeida (1881-1964), foi padre católico, poeta, romancista e dramaturgo português. Capelão militar na Primeira Grande Guerra, contactou em França com vários intelectuais. Fundou o Lactário Dr. Proença, em Braga, para apoiar crianças pobres. A sua vasta obra, marcada pela defesa da Fé Católica e do tradicionalismo, alcançou grande êxito editorial e foi traduzida em várias línguas.
As Aparições de Fátima de Costa Brochado
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 169 págs. B.
Obra narrativa que relata os eventos ocorridos na Cova da Iria em 1917. O livro descreve os encontros dos três pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta com Nossa Senhora, focando-se na mensagem religiosa, as visões e a repercussão social e religiosa dos acontecimentos em Portugal.
O autor já havia abordado esta temática na obra “Fátima à Luz da História”, edição entretanto esgotada. Desafiado pelos editores, escreveu agora uma obra mais sumária sobre as Aparições.
O Santo Padre Cruz de M. Joana Mendes Leal Livraria Apostolado da Imprensa. Porto, 1976, 686 págs. B.
Neste processo psicológico-religioso, de que resultou a obra magnífica, o primeiro tempo foi de devoção, logo seguido de movimento de apostolado. Mas para realizar este apostolado não bastou a devoção. Foi necessário enriquecê-la de séria e aturada reflexão, e de informação abundante, clara e precisa. Para tanto, a distinta Autora houve necessidade de consultar a ampla biografia já exis tente, sobre o Senhor Padre Cruz; apesar de se terem rasgado ou extraviado montões de correspondência, teve de folhear incontáveis cartas dirigidas ao servo de Deus, e tantos outros numerosos cartões que ele escreveu a muitos dos que lhe pediam uma palavra de consolação e de bênção; de percorrer caminhos que ele percorrera, na intenção de sentir e viver as impressões e emoções que ele próprio vivera; de falar, para colher notícias, documentos e informes, com pessoas das mais variadas condições sociais, umas da intimidade do apóstolo, outras que só com ele conviveram em encontros fugidios, talvez considerados fortuitos, mas na realidade providenciais.
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