Manual de Investigação em Ciências Sociais de Raymond Quivy
Gradiva Publicações. Lisboa, 1992, 275 págs. B. Colecção: Trajectos | 17
Precisa de efectuar uma investigação em ciências sociais? Não tem experiência no campo? De que forma organizar o seu trabalho em termos práticos? Em primeiro lugar, como isolar a questão de partida que, com a ajuda do trabalho exploratório (leituras, entrevistas ), lhe permitirá definir a problemática da sua pesquisa? Seguidamente, como construir um modelo de análise, recolher e seleccionar os dados pertinentes e examinar as informações? Por fim, como concluir a pesquisa apresentando os conhecimentos teóricos em que se baseou? Concebido por especialistas, este livro responde a todas estas perguntas e, com o auxílio de exemplos concretos, orientá-lo-á eficazmente na decomposição das etapas da sua investigação, fornecendo um panorama completo das técnicas e métodos disponíveis, propondo numerosos trabalhos de aplicação e descrevendo uma investigação na sua totalidade. Será de extrema utilidade para estudantes, assistentes sociais, professores e todos os que desejem empreender uma investigação em ciências sociais.
Geografia e Civilização: Temas Portugueses de Orlando Ribeiro
Livros Horizonte. Lisboa, 1992, 158 págs. B.
Obra constituída por três estudos com os seguintes títulos: A civilização do Granito no Norte de Portugal (elementos para o seu estudo); A civilização do barro no sul de Portugal (aspectos e sugestões) e Açoteias de Olhão e Telhados de Tavira (influências orientais na arquitectura urbana).
Erasmo da Cristandade de Roland H. Bainton Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1988, 385 págs. B.
Edição portuguesa do original de Roland H. Bainton ERASMUS OF CHRISTENDOM, primitivamente publicado em 1969 pela Princeton University Press, com prefácio de Costa Ramalho e tradução de Regina Costa Ramalho.
Do índice: O Período monástico na Holanda; Escolástica e Eloquência: Paris; Neoplatonismo e Piedade. Inglaterra. Holanda; O Enehiridion; Itália: O Elogio da Loucura; O flagelo de Príncipes e Prelados; A Eloquência de Deus. Basileia: a Bíblia; Sob o Fogo: Lutero; O Pior Século; Nenhum Refúgio; O Homem culto; Uma voz que clama no Deserto.
Pela Sociologia de Alain Touraine Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1982, 212 pags. B. Colecção: Universidade Aberta | 73
Ao longo dos seis ensaios que integram o presente livro (O objecto da sociologia; Dez ideias para uma sociologia; Sistemas e conflitos; Relações e conflitos sociais na sociedade pós-industrial; Identidade social e movimentos sociais; O momento da sociologia), Alain Touraine propõe-se analisar a situação e o papel dos estudos sociológicos nas sociedades nossas contemporâneas e ao mesmo tempo definir, por entre o apelo das ideologias e as pressões dos poderes estabelecidos, o lugar que compete aos sociólogos.
Interpretação dos Sonhos de Freud. Relógio d’ Água. Lisboa, 2009, 459 págs. B.
A primeira edição de A Interpretação dos Sonhos (Die Traumdeutung) foi publicada em Novembro de 1899. Esta obra inaugurou a teoria da análise do sonho, cuja actividade Freud descrevia como «a estrada real para o conhecimento dos processos mentais do inconsciente»:
«Nas páginas que se seguem, apresentarei a prova de que há uma técnica psicológica que permite interpretar os sonhos, e de que pela aplicação desse processo todos os sonhos surgirão como uma configuração psicológica significante, que podemos inserir num lugar específico nas actividades psíquicas da vigília. Além disso, tentarei elucidar os processos que subjazem à estranheza e à obscuridade dos nossos sonhos, e deduzir desses processos a natureza das forças psíquicas cujo conflito ou cooperação são por eles responsáveis. Feito isto, darei a minha investigação por terminada, pois terá atingido o ponto em que o problema do sonho se entronca em problemas mais gerais, cuja resolução exige o recurso a materiais de índole diferente.»
[Do I Capítulo de A Interpretação dos Sonhos]
Freud e a Psicanálise de Ludwig Marcuse. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 237 págs. B. Colecção Vida e Cultura | 73
Quando Freud disse: «O céu deixamo-lo nós aos anjos e aos pardais», não estava a produzir uma chalaça ou um insulto, mas apenas a manifestar, muito deliberadamente, que o seu centro de interesse e de pesquisa não tinha – nem queria ter – qualquer coincidência com uma explicação do homem por fora do homem, quando não contra o homem. O céu do teólogo, ou o do naturalista, era, para Freud, a alienação a evitar a todo o transe. Na verdade, nem o homem se explica pelo anjo, nem pelo pardal… Só uma «descida ao abismo», que o mesmo é dizer ao subconsciente e ao inconsciente humanos, poderá fazer, um dia, ascender o homem ao céu da desalienação, o céu mais terra que se possa conceber… Marcuse, o filósofo, medita, como ninguém, sobre Freud e o seu gigantesco empreendimento: o lançar das bases e da prática da psicanálise. Freud e a Psicanálise, um livro a ler e a reter!
Para Abrir as Ciências Sociais de Comissão Calouste Gulbenkian.
Publicações Europa-América. Mem Martins, 1996, 148 págs. B.
Considerando a situação contemporânea das ciências sociais – as relações entre as disciplinas e o relacionamento com as humanidades e as ciências da natureza – a Fundação Calouste Gulbenkian apoiou, em 1993, o estabelecimento da Comissão Gulbenkian para a Reestruturação das Ciências Sociais. A Comissão foi composta por um grupo internacional de eminentes investigadores – seis no domínio das ciências sociais, dois no das ciências da natureza e dois no das humanidades.
O Relatório começa por analisar a construção e evolução histórica das ciências Sociais, como formas de conhecimento, bem como as razões do processo de divisão em disciplinas específicas, relativamente bem estabelecidas, que decorreu entre finais do século XVIII e 1945. Seguidamente, aborda o modo como os acontecimentos, à escala mundial, vieram questionar, a partir de 1945, esta divisão intelectual do trabalho e se reiniciaram movimentações, com vista a transformar a estruturação organizacional criada no período anterior. O Relatório prossegue, então, na elucidação das questões intelectuais básicas, que têm sido o fulcro de intensas discussões na actualidade. Termina com uma reflexão sobre os modos de possível reestruturação inteligente das ciências sociais, à luz desta evolução e dos debates recentes.
Os Abismos da Psique de Freud.
Editores Associados. Lisboa, s.d., 249 págs. B. Livros Unibolso | 118
Coletânea de textos de Sigmund Freud, selecionados e introduzidos por Dina Dreyfus, que explora as profundezas do inconsciente, revelando desejos reprimidos, traumas e o complexo funcionamento da mente, um convite corajoso à autoanálise para desvendar os mistérios ocultos, como a formação do “eu”, o papel dos sonhos e os mecanismos de defesa, fundamental para entender o homem moderno.
Freud e a Psicanálise de Ludwig Marcuse. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 237 págs. B. Vida e Cultura | 73
Quando Freud disse: «O céu deixamo-lo nós aos anjos e aos pardais», não estava a produzir uma chalaça ou um insulto, mas apenas a manifestar, muito deliberadamente, que o seu centro de interesse e de pesquisa não tinha – nem queria ter – qualquer coincidência com uma explicação do homem por fora do homem, quando não contra o homem. O céu do teólogo, ou o do naturalista, era, para Freud, a alienação a evitar a todo o transe. Na verdade, nem o homem se explica pelo anjo, nem pelo pardal… Só uma «descida ao abismo», que o mesmo é dizer ao subconsciente e ao inconsciente humanos, poderá fazer, um dia, ascender o homem ao céu da desalienação, o céu mais terra que se possa conceber… Marcuse, o filósofo, medita, como ninguém, sobre Freud e o seu gigantesco empreendimento: o lançar das bases e da prática da psicanálise. Freud e a Psicanálise, um livro a ler e a reter!
Realidade e Ficção de Bertrand Russell.
Publicações Europa-América. Lisboa, 1965, 338 págs. B.
«Realidade e Ficção» reúne textos essenciais de Bertrand Russell, oferecendo uma visão da sua evolução intelectual. Inclui ensaios sobre autores que o marcaram na juventude, reflexões sobre política e educação, análises de mitos e sonhos e discursos sobre paz e guerra, destacando o seu empenho pacifista. É uma obra actual, combativa e reveladora do humor e do espírito crítico do autor.
Razão de Gilles-Gaston Granger. Edições 70. Lisboa, 1985, 131 págs. B.
Gilles-Gaston Granger mostra, neste, denso e breve opúsculo, que a razãonão é uma grandeza estática e imóvel, mas uma conquista, sempre ameaçada de, por sua vez, se por ao serviço de forças que lhe são estranhas. Propõe um panorama magnífico dos conceitos de razão que habitaram a história da cultura ocidental e a tarefa de libertação que à mesma razão cabe no seio da nossa civilização mecânica.
Problemas de Estratificação Social de Roland Mousnier.
Edições Cosmos. Lisboa, 1968, 349 págs. B.
Na sua origem [da presente obra] está a pessoa do Prof. Roland Mousnier, justamente referido no rosto. Qual foi a finalidade de Mousnier ao promover, em 1966, em Paris, um encontro de alguns especialistas de história social? Muito simplesmente pôr à discussão alguns termos dessa mesma história social. O que não é a simples discussão de vocabulário, porque o vocabulário escorrega para a metodologia e para a teoria da história
Elementos de Semiologia de Roland Barthes.
Edições 70. Lisboa, 1989, 88 págs. B.
«O único objectivo dos Elementos aqui apresentados é destacar a linguística dos conceitos analíticos que a priori julgamos suficientemente gerais para permitirem iniciar a investigação semiológica. Reunindo-os, não conjecturamos se continuarão intactos no decurso da investigação; nem se a semiologia deve seguir sempre à letra o modelo linguístico». R. B.
Pela Sociologia de Alain Touraine. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1982, 212 págs. B.
Ao longo dos seis ensaios que integram o presente livro (O objecto da sociologia; Dez ideias para uma sociologia; Sistemas e conflitos; Relações e conflitos sociais na sociedade pós-industrial; Identidade social e movimentos sociais; O momento da sociologia), Alain Touraine propõe-se analisar a situação e o papel dos estudos sociológicos nas sociedades nossas contemporâneas e ao mesmo tempo definir, por entre o apelo das ideologias e as pressões dos poderes estabelecidos, o lugar que compete aos sociólogos.
A Teoria de Bernstein em Sociologia da Educação de Helena Barradas [et al.]
Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1986, 413 págs. B.
Apresenta-se neste livro o pensamento de um dos maiores teorizadores e investigadores no domínio da sociologia da educação, o pensamento de Basil Bernstein. A sua teoria, perspectiva muito própria de interesse particular em sociologia e linguística, mostra-se crucial para educadores pela poderosa potencialidade explicativa das situações de estabilidade e de mudança em educação. A procura de uma teoria de educação exige a integração de diferentes campos do conhecimento, constituindo a sociologia da educação um contributo de importância fundamental. Cremos que, neste campo, a teoria de Bernstein oferece amplas possibilidades e abertura na análise da educação. Teoria de reprodução cultural através da educação, cujos conceitos permitem uma análise não apenas ao nível macro-estrutural mas também ao nível micro-interaccional, ela cria-nos uma via de exploração e de reformulação dos problemas levantados pelo insucesso ao nível da sala de aula e da escola em geral.
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