Estratégias de Comunicação de Adriano Duarte Rodrigues.
Editorial Presença. Lisboa, 1989, 223 págs. B.
De que modo e por que razão a problemática comunicacional passou a ocupar um dos lugares centrais do nosso mundo? O autor tenta responder a esta pergunta e definir a comunicação como um processo ambivalente, tendo em conta a sua penetração na vida quotidiana. É neste contexto que propõe uma teoria sistemática dos media dentro da teoria dos campos sociais, definindo-se como um campo tendencialmente autónomo destinado a assegurar as estratégias expressivas do conjunto das instituições sociais e de onde resultam novas formas de sociabilidade.
Freud: Estudo Crítico da Psicanálise de Rudolph Allers. Livaria Tavares Martins. Porto, 1970, 339 págs. B.
Apresenta a psicanálise no seu conjunto: sofismas, axiomas, filosofia, teoria da sexualidade. Compara-a com a psicologia e a medicina. Sua relação com a religião. Por fim, a psicanálise na história do pensamento.
Índice:
Noções básicas da psicanálise
Os sofismas da psicanálise
Os axiomas da psicanálise
A filosofia da psicanálise
A teoria da sexualidade
A psicanálise e a psicologia
A psicanálise e a medicina
Filosofia e método
A psicanálise e a etnologia
Psicanálise e educação
Psicanálise e religião
O lugar da psicanálise na história do pensamento humano
Crítica da Modernidade de Alain Touraine.
Instituto Piaget. Lisboa, 1994, 470 págs. B.
Célebre sociólogo que, nesta sua obra fundamental, se distancia dos meandros tradicionais da sociologia para privilegiar o domínio da ética. Defende que a única forma de impedir a fragmentação da sociedade moderna é o reconhecimento da importância do indivíduo contra a lógica do mercado e do poder. Só um diálogo persistente e aberto entre a razão e o indivíduo poderá manter o caminho da liberdade.
✏️ Sublinhados e apontamentos a lápis ❗Carimbo e etiqueta de biblioteca.
Antropologia Ciência das Sociedades Primitivas? De J. Copans [et al.]
Edições 70. Lisboa, 1988, 240 págs. B.
Abandonadas por muitos etnólogos, as designações de Etnologia e Etnografia foram substituídas pela mais ambiciosa de Antropologia. «Ciência do homem» ou «tratado sobre o homem», apresenta-se explicitamente com o desígnio de ultrapassar os domínios tradicionalmente atribuídos às suas antecessoras: as sociedades primitivas rurais. Através de uma revolução teórica, aspira a criar um método de abordagem capaz de, futuramente, englobar todas as sociedades e não só as «primitivas», todas as ciências humanas e não só a «etnologia». Ambição desmedida ou vã ilusão? Os estudos deste volume – relações entre a etnologia e a antropologia; a análise de estruturas de parentesco; implicações do económico e do político (categorias que dizem respeito quer a sociedades ocidentais quer a «não ocidentais»); exposição do que a psicanálise deve à antropologia e vice-versa – representam uma tentativa não só para fundamentar a reivindicação do uso da nova designação, mas, e sobretudo, para libertar essa Antropologia do subtítulo «ciências das sociedades primitivas» e guindá-la à categoria de ciência global: a primeira «ciência do homem».
Sentimento de Si: O Corpo, a Emoção e a Neurobiologia da Consciência de António Damásio.
Publicações Europa-América. Mem Martins, 2000, 424 págs. B.
«Estou hoje convencido que a distinção entre emoção e sentimento, a que dou tanto valor em O Sentimento de Si, não foi apenas muito útil para entender a neurofisiologia destes distintos fenómenos mas é também indispensável para compreender o alcance biológico dos sentimentos e o facto de que a experiência mental — e não apenas o respetivo substrato neural — tem, em si mesma, um papel importante a desempenhar na regulação da vida. Sem a possibilidade da experiência mental dos estados do corpo que os sentimentos nos proporcionam, não nos seria possível concentrar a atenção em certos problemas e em certas opções de resposta de modo a aceitar ou formular as melhores alternativas e de forma a rejeitar as menos boas.»
Erro de Descartes: Emoção, Razão e Cérebro Humano de António Damásio. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1995, 309 págs. B.
O Erro de Descartes conduz o leitor a uma viagem de descoberta desde a história de Phineas Gage, o famoso caso oitocentista de alteração comportamental após lesão cerebral, até à recriação moderna do cérebro de Gage; e das dúvidas de um neurologista sobre uma hipótese testável relacionada com as emoções e o seu papel fundamental no comportamento racional humano. Com base nas suas experiências em doentes neurológicos afectados por lesões cerebrais, António Damásio demonstra como a ausência de emoções pode prejudicar a racionalidade. Ao explicar como a emoção contribui para a razão e para o comportamento social adaptativo, Damásio oferece-nos também uma nova perspetiva do que as emoções e os sentimentos realmente são: uma perceção direta dos nossos próprios estados físicos, um elo entre o corpo e as suas regulações que visam a sobrevivência, por um lado, e a consciência, por outro. Tão profundo no seu humanismo como no aspeto científico, O Erro de Descartes leva-nos a concluir que os organismos humanos estão dotados, desde que nascem, de uma apaixonada inclinação para fazerem escolhas que a mente social utiliza para criar comportamentos racionais. Escrito com clareza e elegância, este livro provocou animadas discussões e mudou para sempre a visão que temos da relação entre mente e corpo.
Dicionário das Crises e das Alternativas de Boaventura de Sousa Santos [Pref.] Livraria Almedina. Coimbra, 2012, 218 págs. B.
«(…) As notícias vêm recheadas de palavras, conceitos, eventos, números,acrónimos que não são do conhecimento comum e que, noutra altura, seriam ignorados e tidos como falta de sensibilidade dos redatores ante leitores, ouvintes ou espectadores que têm mais que fazer do que estudar notícias ou perder tempo a decifrar comentadores. Agora, porém, é diferente, uma vez que o que se noticia hoje pode transformar-se amanhã em perda de salário ou de pensão, em aumento do preço dos medicamentos ou dos transportes, em ter de tirar o filho das atividades extraescolares ou de cortar na alimentação. As notícias de hoje são o dia anterior de um quotidiano cada vez mais difícil, de uma vida familiar cada vez mais penosa, de horizontes e expectativas de vida cada vez mais incertos e até ameaçadores. As notícias são hoje a expressão da nossa impotência perante o futuro e, mesmo quando parecem tomar o nosso partido, suscitar a nossa revolta, apontar alternativas, fazem-no de uma maneira pouco convincente ou pouco clara (…)
Seis Estudos de Psicologia de Jean Piaget. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1976, 216 págs. B.
Não é hoje necessário apresentar Jean Piaget ao público português, nem referir a importância do trabalho de um homem unanimemente reconhecido como um dos grandes psicólogos do nosso tempo. Equiparado a Freud pelos muitos horizontes que a sua obra veio rasgar, sobretudo no âmbito do estudo da inteligência infantil e da educação das crianças. Seis Estudos de Psicologia traçam um resumo do pensamento de Piaget e constituem uma vigorosa introdução à sua concepção genética estruturalista. Os textos apresentados proporcionam o essencial das descobertas de Piaget no domínio da psicologia da criança e abordam alguns dos problemas centrais da pesquisa do autor, nomeadamente os do pensamento, da linguagem e da afectividade.
O que é a psicologia? É um campo de pesquisa por vezes definido como a ciência do espírito, outras como a ciência do comportamento. Interessa-se pelo que os organismos fazem e como e porque o fazem. Porque uivam os lobos para a lua e os filhos se rebelam contra os pais; porque cantam os pássaros e voam as mariposas na direcção da chama; porque nos lembramos de como montar uma bicicleta, vinte anos após a última experiência; porque falam, amam e guerreiam os homens. Tudo isto são comportamentos e a psicologia é a ciência que os estuda a todos.
Conquista da Felicidade de Bertrand Russell. Guimarães Editores. Lisboa, 1966, 210 págs. B.
«A Conquista da Felicidade é uma fascinante cápsula do tempo, uma mistura que inclui observações eternas que são tão claras para nós hoje como foram para os primeiros leitores, e problemas e atitudes antiquados que pelos padrões da atualidade são ofensivos quando não são engraçados. Uma boa maneira de ler este livro é considerá-lo um telescópio temporal que nos permite ver quão longe chegámos. O próprio Russell merece algum crédito por mudar a nossa imaginação moral das ortodoxias obsoletas para um lugar melhor, mas aqui encontramos uma viagem em curso, pois ele está ainda absorto em preconceitos que lhe toldam a visão. Talvez a conclusão moral a tirar deste confronto seja que provavelmente devemos esperar que os nossos netos se sintam tão incomodados com algumas das nossas atitudes como nós nos sentimos com algumas de Russell.»
«… fazer uma tese é como exercitar a memória. Temos uma boa memória em velhos se a mantivemos em exercício desde muito jovens.» Dirigindo-se a todos os estudantes, do secundário ao universitário, que têm de apresentar e defender uma tese, Umberto Eco neste livro expõe, passo a passo, todos os procedimentos que devem ser seguidos para fazer uma tese em Ciências Humanas: a escolha do tema, a organização do tempo de trabalho, como conduzir uma investigação bibliográfica, o material selecionado e, por fim, a redação do trabalho. Um livro indispensável e sempre atual.
Arte Política e Liberdade de José Bacelar. Editorial Inquérito. Lisboa, 1941, 76 págs. B.
PARA o espírito livre ou seja: para aquele P espírito ao qual não foi feito o dom magnificente dum Absoluto, Absoluto que ele considerará coerentemente de raiz divina ou incoerentemente de raiz humana – não existe, ou não existe ainda, se quiserem, uma Verdade única: o que existe, de facto, são pontos de vista. E pontos de vista todos eles igualmente admissíveis, todos eles dignos de atenção, todos eles justos. Assim, que, na complicada construção dum edifício, o carpinteiro considere tudo sob o ponto de vista da carpintaria, o pedreiro sob o ponto de vista da alvenaria, o pintor sob o ponto de vista da pintura, são realidades contra as quais o espírito livre nada tem que dizer. Nada mais natural – e nada talvez mesmo mais necessário.
As Mulheres por Pierre Daco. Edições 70. Lisboa, 1973, 2 vols. B.
A Psicologia Moderna, colecção agora iniciada com a publicação do primeiro volume da obra já célebre de Pierre Daco, As Mulheres, foi concebida com a intenção de pôr ao alcance do maior número de leitores os conhecimentos indispensáveis a uma cultura de base da ciência psicológica.
Um rigoroso critério de selecção dos livros a publicar procurará dar uma perspectiva vasta e variada das conquistas desta ciència, e das disciplinas que a ela se reportam; deste modo, a obras de carácter de iniciação juntar-se-ão outras de interesse mais particular e espe cializado, embora sempre acessíveis a quem procure dotar-se de novos recursos de auto-conhecimento e análise.
Esboço geral das escolas de pensamento dominantes sobre o desenvolvimento cognitivo, com um enfoque especial em Piaget. São apresentadas as suas ideias assim como um leque de respostas críticas e alternativas. Peter Sutherland examina a aplicação destas escolas de pensamento ao ensino das crianças na escola pré-primária, básica e secundária. Cada capítulo inclui um resumo,…
Crianças Sobredotadas: Mitos e Realidades de Ellen Winner. Instituto Piaget. Lisboa, 1999, 383 págs. B.
As crianças sobredotadas são objecto de um certo número de ideias feitas voluntariamente contraditórias.(…) O mundo das crianças sobredotadas é mais complexo do que parece: por detrás do mito, fascinante e inquietante, a autora desta maravilhosa obra, revela-nos a realidade de uma infância, simultaneamente, prometedora e frágil.
Para proporcionarmos a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e aceder a informações do dispositivo. O consentimento permite-nos processar dados como o comportamento de navegação ou identificadores únicos neste sítio. Não consentir, ou retirar o consentimento, pode afectar negativamente certas funcionalidades.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efectuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações electrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico utilizado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, sem a colaboração voluntária do seu fornecedor de serviços de Internet, ou sem registos adicionais de terceiros, a informação armazenada ou recuperada apenas para este fim não permite, em geral, identificá-lo.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico necessário para criar perfis de utilizador, enviar publicidade ou rastrear o utilizador num ou em vários sítios para fins de marketing.