Fogo na Noite Escura de Fernando Namora. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1967, 449 págs. B.
«E nessas tradições e circunstancias que se insere Fogo na Noite Escura, sujeito as restrições a que obrigam um espaço e um tempo romanescos coerentes — sem esquecer os cuidados, artifícios e disfarces que a existência da Censura impunha, para evitar a apreensão do livro, reduzindo muitos acontecimentos e analises a simples alusões. Mesmo assim, Fogo na Noite Escura foi ameaçado de proibição, ameaça essa concretizada, alias, muitos anos depois, embora transitoriamente. A localização do romance na Coimbra dos últimos anos da década de 30, no meio estudantil e a sua margem, dá-lhe as fronteiras da antiga Alta, arrasada pouco depois pelo camartelo salazarista.»
«Fogo na Noite Escura conserva uma atualidade histórica flagrante […] e uma dimensão existencial muito mais profunda do que aquela que se lhe poderia supor no momento em que surge (1943). É esta a prova a que só resistem as obras amalgamadas com verdade humana e arte: as sucessivas leituras através dos tempos e, principalmente, através da perspetiva dada pelas obras posteriores do seu autor.»
Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a…
História comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu, levando com ela os sonhos bons e maus que representava. História também de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. Baseada num conto popular mexicano, A Pérola constitui uma…
Biblioteca Cosmos | 97 7ª Secção – Problemas do Nosso Tempo – 14 Produção e Indústria Animal na Civilização Humana. Parasitismo, definição e alguns aspectos; Ciclos Evolutivos; Artrópodos, vermes e protozoários parasitas; Importância económica e social do parasitismo; Campanha anti-parasitária.
Entre 2000 e 2005, o autor colaborou na revista SOS Saúde, onde tentou responder às questões que verdadeiramente interessam aos Portugueses. A saber: O sexo dá felicidade? A felicidade dá dinheiro? O dinheiro dá saúde?
PEREIRA, Maria José. SELECÇÕES de B.D. nº 18 (2ª Série). Electroliber. Sacavém, 2000, 82 págs. Mole.
Neste número primeiro de uma Primavera anunciada que, para os bedéfilos, nunca chega verdadeiramente antes de meados de Maio, altura em que se inicia a ronda dos Salões e Festivais de BD, com Lisboa e Sobreda à cabeça -, estreia-se o novo Blueberry, criação máxima de JEAN GIRAUD, um artista cuja multifacetada.
Gente de Dublin de James Joyce. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 272 págs. B.
Em Gente de Dublin, Joyce desenha o espectro completo das suas raízes irlandesas e, dando meticulosa atenção aos pormenores, cria o retrato intimamente observado de uma cidade e das suas gentes numa época de grandes mudanças sociais e políticas.
Esta é uma obra-prima imprescindível não só para quem quiser compreender a vida na capital irlandesa na viragem do século mas também para quem pretender conhecer melhor o autor e a sua obra.
Contos Orientais de Marguerite Yourcenar. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986, 145 págs. B.
Invulgares, oníricos, com elementos que vão do sobrenatural ao mito e àlenda, estes contos vão beber a inspiração ao Oriente para daí abrirem as suas asas e conseguirem o que apenas a grande literatura consegue: abarcar o mundo, tocar a universalidade. Um pintor assombrado pelas imagens que cria, um herói traído, uma mãe que cuida do filho recém-nascido após a sua própria morte, uma deusa infeliz…Com uma linguagem sublime capaz de desvelar os mais secretos significados, Yourcenar aponta directamente ao âmago da natureza humana e a noções tão fundamentais como a vida e a morte.
Contos de Andersen de Hans Christian Andersen. Relógio d’ Água. Lisboa, s.d., 96 págs. B.
Incluí: O Rouxinol, O Patinho Feio, O Valente Soldadinho, O Homem da Neve, A Ondina, Os Cisnes Bravos, A Rainha da Neve.
Hans Christian Andersen foi um autor dinamarquês. Embora seja um escritor prolífico de peças, relatos de viagem, romances e poemas, ele é mais lembrado por seus contos de fadas literários.
Antes do mais, cumpre salientar que é ainda cedo para se fazer, com objectividade, rigor e imparcialidade, a História da Revolução do 25 de Abril de 1974. Ainda assim, tentaremos fazer um relato isento e indicar pistas para ulterior julgamento. Evitaremos, pois, os juízos de valor sobre os factos descritos e procuraremos limitar esse fenómeno…
20 Mulheres para o Século XX de Inês Pedrosa. Publicações D. Quixote. Lisboa, 2001, 277 págs. B.
O século XX marcou a entrada das mulheres na História e pôs fim à crença segundo a qual as mulheres “eram aquela metade de uma espécie de mamíferos que se destina aos nascimentos”. Ainda estamos a sentir o impacto desta mudança profunda, que abriu às mulheres o mundo do trabalho e do poder, aos o mundo dos afectos, e a ambos a nova aventura da intimidade. Foram felizmente muito mais de vinte mulheres que marcaram o mundo neste primeiro século de emancipação. Muitas outras podiam ter cabido neste número redondo, que serve apenas como marco dos dezanove anteriores séculos de silêncio.
Sophia de Mello Breyner Andersen / Hanna Arendt / Simone de Beauvoir / Agustina Bessa-Luís / Coco Chanel / Agatha Christie / Marie Curie / Bette Davis / Isadora Duncan / Frida Kahlo / Carson McCullers / Golda Meir / Marilyn Monroe / Eva Peròn / Maria João Pires / Paula Rego / Amália Rodrigues / Lou Andreas Salomé / Madre Teresa / Virginia Woolf
Este é o primeiro romance de Aquilino Ribeiro, que nos introduz progressivamente na personagem de Libório Barradas, um alter ego do autor, aqui em plena adolescência, devidamente acompanhada pelas mudanças físicas, psicológicas e sociais próprias daqueles que se encontram nessa fase da sua vida. Um romance de crescimento marcado pela descoberta do amor e pelo…
Ric Hochet de Duchateau e Tibet. Edições ASA. Porto, 2009, 96 págs. B.
A editora portuguesa Público, em parceria com a ASA, iniciou uma nova coleção, dedicada a antigos heróis da “banda desenhada” – como as histórias em quadrinhos são conhecidas por lá. Os personagens ficaram famosos ao ser publicados na extinta Revista Tintin (edição portuguesa), e são agora resgatados para uma colecção apropriadamente intitulada “Clássicos da Revista Tintin”
Obra com os albuns: Uma Armadilha para Ric Hochet | Ric Hochet contra “O Serpente”
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Obra com os albuns: Uma Armadilha para Ric Hochet | Ric Hochet contra “O Serpente”
Mobiliário do Século XVIII: França de Alessandra Ponte. Editorial Presença. Lisboa, 1990, 81 págs. B.
Colecção Artes e Estilos nº 7.
Ao dedicar esta obra ao estudo do mobiliário francês no século XVIII, Alessandra Ponte faz um percurso notável, dando um enquadramento histórico-social desde o início do século XVII. Época em que o fausto podia representar nobreza ou uma materialização da realeza (de que o palácio de Versalhes é emblemático), enquanto no século XVIII o objecto de luxo representa essencialmente um símbolo do poder económico. Onde antes estava o brasão ou a divisa encontra-se agora um espaço vazio; o emblema é simples elemento decorativo. É esta diferença que bem caracteriza a transição de uma sociedade seiscentista para uma sociedade setecentista. Assim, este livro estuda o estilo Luís XIV, o estilo Regência, o estilo Luís XV, o estilo de transição: início do gosto Neoclássico e o estilo Luís XVI. E são explicadas as técnicas de trabalho dos diversos materiais. Tudo isto apoiado por mais de noventa fotos de móveis e dos pormenores exemplares. Ainda neste livro encontramos um dicionário dos nomes mais conhecidos de «ebanistas» e marceneiros e das suas características. E ainda um pequeno glossário de vocábulos técnicos.
Gata em Noite de Chuva de Luís Campos. Europress. Lisboa, 1982, 174 págs. B.
“Gata em Noite de Chuva” é o produto irónico corajoso de quem dá o rosto e o nome português num meio como o nosso, em que só é bom o que parece ser estrangeiro. Luís Campos, com este trabalho sulfuroso e corrosivo, utiliza a ironia como segredo da sua obra. Aparentando uma escrita banal, descobre-se uma pluralidade controversa em que a ironia, no seu sentido mais profundo, é a demonstração de um talento despojado de sofisticação e da teatralização. Esta ironia é outra coisa que nada tem a ver com o sorriso fácil: é a tentativa de exprimir atitudes opostas, juízos desencontrados, sentimentos complexos.
Luís Campos, doutor em Ciências e professor universitário, tem uma vasta experiência como autor de obras policiais que assinou com pseudónimo (Frank Gold).
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