Portugal Depois da Revolução dos Capitães de Wilfred Burchett. Seara Nova. Lisboa, 1975, 317 págs. B.
O avião em que viajei de Paris para Lisboa no dia 28 de Abril de 1974, levava a bordo um sortido pouco habitual de passageiros: meia dúzia de intelectuais, duas os três pessoas que tanto podiam ser comerciantes como funcionários públicos e um grupo de gente humilde visivelmente contraída e preocupada.
Portugueses, sem a menor dúvida mas, para além disso, o quê? Exilados? Emigrantes? Re-fractários?
Prostitutas de Guerra Mercenários de Hoje de Wilfred Burchett. Ulmeiro. Lisboa, 1977, 364 págs. B. Il.
Os autores relatam a questão dos mercenários de várias nacionalidades, contratados pela FNLA de Holden Roberto em 1975 para ajudar no combate contra o MPLA e o corpo expedicionário cubano. Os mercenários, liderados por ‘Callen’, foram capturados no norte de Angola pela força conjunta FAPLA-Cubanos e depois o governo de Luanda organizou um julgamento com muita publicidade, onde foram condenados uns à pena capital e outros a pesadas penas de prisão.
“…Washington tende a vê-la através da limitada óptica do «anticomunismo»; os povos da Indochina vêem-na através da óptica da sua luta secular pela completa independência e o fim da dominação estrangeira. Acima de tudo, é esta diferença de perspectiva que torna difícil o acordo. Quer fosse a chegada de missionários do Ocidente em proselitismo, quer se tratasse das diversas missões de «auxílio» económico dos E.U.A., os povos da Indochina foram usados sob osmais variados e inocentes pretextos para a imposição do domínio estrangeiro…”
Obra da autoria do jornalista australiano, Wilfred Burchett, reconhecido pelas reportagens no Japão, após o ataque atómico a Hiroshima, e nas guerras da Coreia e Vietname. Neste livro, analisa a invasão do Camboja e do Laos pelas tropas Norte-Americanas.
Como é a vida na China? Em que consistiu a Revolução Cul- tural? Qual o sentido profundo das transformações por que tem passado aquele grande país? E como se traduziram elas em termos de qualidade de vida das populações? Que há de original na experiência chinesa de socialismo? Eis outras tan- tas perguntas a que…
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