Poesias
Mário Sá-Carneiro
8,00 €Poesias de Mário de Sá-Carneiro.
Editorial Ática. Lisboa, 1946, 190 págs. B.
Muito tenho já falado de poesia e, no entanto, ¿quando teria eu dito o essencial? Sempre que leio um poeta com a intenção de o estudar ou compreender, sinto que mais se arreiga em mim a convicção de que é impossível reduzir a categorias lógicas a essência da poesia. Pasmo até que seja possível aplicar raciocínio e lógica ao que por natureza é estranho ao raciocínio e à lógica. E isto não é ver dade só dos poetas modernos. É verdade de tôda a poesia. Bem certo é que na poesia moderna há divórcio entre a lógica e a expressão poética. Mas, de maneira geral, esse divórcio é comum a toda a poética: existe mesmo na poesia didáctica.
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