Toda e Qualquer Escrita: Estudos, Ensaios e Críticas de Literatura de João de Melo. Vega. Lisboa, s.d., 224 págs. B. Universidade | 23
TODA E QUALQUER ESCRITA (Estudos, ensaios e críticas de Literatura) é um livro que atravessa as cinco áreas fundamentais do trabalho ensaístico de João de Melo dos últimos anos: a Literatura Açoriana (Romanceiro e tradições orais, a produção literária insular 1960-1980, a novelística de Dias de Melo e a poesia de Nemésio); a análise estrutural da obra de consagrados escritores portugueses (José Cardoso Pires, Manuel da Fonseca, Augusto Abelaira); a questão sociolinguística da Língua como fenómeno social; a Literatura Francesa (do Barroco a Baudelaire) e, por fim, a Literatura Angolana (Castro Soromenho e Manuel dos Santos Lima). Na diversidade desta temática reside a intenção de suscitar o interesse dos leitores (estudantes, críticos, estudiosos em geral) para a relação da escrita do ensaio com a de criação literária. Com a especial novidade de retomar o estudo da cultura dos Açores, este livro preenche um espaço de conhecimento, de trabalho e de descoberta ainda pouco experimentado por muitos, além de prolongar a perspectiva, o conceito e o fundo teórico das novas correntes da crítica portuguesa.
Homem Suspenso de João de Melo.
Círculo de Leitores. Lisboa, 1996, 217 págs. E.
Em O Homem Suspenso apresenta uma apaixonante análise e reflexão sobre a identidade portuguesa, construindo e desconstruindo os valores e hábitos identitários portugueses, quer através da descrição dos longos passeios numa Lisboa que tem tanto de bela e imponente como de paradoxalmente anacrónica, quer nas considerações ponderadas do seu narrador. O Homem Suspenso é indiscutivelmente um romance essencial na carreira de João de Melo, e uma obra obrigatória em qualquer biblioteca.
Gente Feliz com Lágrimas de João de Melo. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1988, 486 págs. B.
Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Meu Mundo Não é Deste Reino de João de Melo. Assírio & Alvim. Lisboa, 1983 págs. B.
Esta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore (em português arcaizante) e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia em que se viu a outra face do sol, a morte e ressurreição de João Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha, progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.
Esta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore (em português arcaizante) e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia em que se viu a outra face do sol, a morte e ressurreição de João Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha, progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.
Os Anos da Guerra de João de Melo. Círculo de Leitores. Lisboa, 1988, 2 vols. E.
Conta com o trabalho de vários escritores, jornalistas, entre outras personalidades do nosso meio cultural.
O início da Guerra Colonial ocorreu no limiar da década de 60, ou seja, a partir do momento em que os povos africanos, revoltando-se contra os colonos portugueses, enfrentam o ocupante e passam a reivindicar em todas as frentes a sua libertação colectiva e a independência nacional.
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