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  • O Silêncio dos Livros de George Steiner

    Silêncio dos Livros, O

    George Steiner

    6,00 

    O Silêncio dos Livros de George Steiner
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2025, 77 págs. B.

    Temos tendência para esquecer que os livros, eminentemente vulneráveis, podem ser suprimidos ou destruídos. Têm a sua história, como todas as outras produções humanas, uma história cujos primórdios contêm, em gérmen, a possibilidade, a eventualidade de um fim.

     

    George Steiner sublinha assim a permanência incessantemente ameaçada e a fragilidade da escrita, interessando-se paradoxalmente por aqueles que quiseram – ou querem – o fim do livro. A sua abordagem entusiástica da leitura une-se aqui a uma crítica radical das novas formas de ilusão, de intolerância e de barbárie produzidas no seio de uma sociedade dita esclarecida.

     

    Esta fragilidade, responde Michel Crépu, não nos remeterá para um sentido íntimo da finitude que nos é transmitido precisamente pela experiência da leitura? Esta estranha e doce tristeza que se encontra no âmago de todos os livros como uma luz de sombra.

    A nossa época está prestes a esquecer-se disto. Nunca os verdadeiros livros foram tão silenciosos.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Poesia do Pensamento de George Steiner

    Poesia do Pensamento, A

    George Steiner

    8,00 

    A Poesia do Pensamento: do Helenismo a Celan de George Steiner
    Relógio d’ Água Editores. Lisboa, 2012, 222 págs. B.

    Em A Poesia do Pensamento, George Steiner apresenta-nos uma profunda análise da relação entre a filosofia ocidental e a sua linguagem.
    De forma precisa e pormenorizada, Steiner analisa mais de dois milénios de cultura ocidental, entrelaçando filosofia e literatura. O resultado evidencia que em toda a filosofia existe literatura oculta.
    Steiner acredita que «o génio poético do pensamento abstracto se ilumina, se torna audível. O próprio raciocínio analítico tem o seu ritmo percussivo. Torna-se ode. Haverá melhor expressão dos andamentos finais da Fenomenologia de Hegel do que o non, rien de rien de Edith Piaf, uma dupla negação que Hegel teria apreciado? Este ensaio é uma tentativa de escutar melhor», um esforço do autor para integrar tudo o que até hoje escreveu sobre cultura.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.