POEMAS DE FERNANDO PESSOA Visão / Jornal de Letras. Paço de Arcos, 2006, 221 págs. B. 📃Selecção, Prefácio e Posfácio de Eduardo Lourenço
Antologia da poesia de Fernando Pessoa seleccionada, prefaciada e posfaciada por Eduardo Lourenço, um dos mais importantes ensaístas portugueses do século XX e autor de “Pessoa Revisitado”, obra marcante da crítica pessoana. A selecção reúne os poemas mais representativos do ortónimo e dos heterónimos, acompanhados de uma leitura crítica que situa Pessoa no centro da reflexão de Lourenço sobre a identidade e o destino português.
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Peso: 340g ──────────────────
COMO ORGANIZAR PORTUGAL DE FERNANDO PESSOA Babel. Lisboa, 2011, 21 págs. B.
Ensaio político de Fernando Pessoa, em que o autor reflecte sobre as causas da decadência portuguesa e propõe os princípios de uma teoria da organização social adequada a Portugal. Recorrendo ao exemplo da disciplina organizativa alemã revelada na Primeira Guerra Mundial, Pessoa critica os idealismos herdados da Revolução Francesa e defende uma concepção pragmática e hierárquica da organização do Estado.
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Peso: 70g ──────────────────
Poesias Inéditas (1919-1930) de Fernando Pessoa Edições Ática. Lisboa, 1963, 202 págs. B.
«Repousaram mais alguns meses, após a saída do primeiro volume de «Poesias Inéditas» de Fernando Pessoa, os poemas vindos agora a lume. Sentimo-nos como que tocados pelo mistério de desvendar o mais secreto da intimidade de tão grande poeta. Temos ainda a convicção de alguma coisa havermos feito para o melhor conhecimento, pelo menos em extensão, da maior parte possível dos documentos poéticos do autor.» Jorge Nemésio
Obras de Fernando Pessoa. Multilar. Lisboa, 1990, 10 vols. Dura.
A obra de Fernando Pessoa é marcada por uma extraordinária diversidade estilística e intelectual, expressa sobretudo através da criação de múltiplos heterónimos — como Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares —, cada um com uma voz, visão de mundo e estilo literário próprios. Explorando temas como a identidade, a fragmentação do eu, o misticismo, a modernidade e o desencanto, Pessoa produziu poesia lírica e filosófica, ensaios, textos políticos e reflexões metafísicas, tanto em português como em inglês e francês. A sua escrita oscila entre o simbolismo, o futurismo, o classicismo e uma sensibilidade profundamente introspectiva, fazendo dele uma das figuras mais complexas e inovadoras da literatura mundial.
Reunindo escritos publicados entre 1907 e 1935, este volume reúne uma seleção de ensaios, artigos e intervenções em jornais e revistas onde Pessoa reflete sobre a literatura, a crítica estética e o papel social do escritor. Com clareza e rigor, aborda temas como a nova poesia portuguesa, a crítica literária, o modernismo e a função do poeta na sociedade. Textos de Crítica e de Intervenção não é apenas um espelho do pensamento pessoano sobre arte e cultura, mas também um documento que revela o empenho de Fernando Pessoa na renovação estética e intelectual de Portugal
Apreciações Literárias: Bosquejos e Esquemas Críticos de Fernando Pessoa. Editora Estante. Aveiro, 1990, 203 págs. Mole.
Esta antologia compreende a maior e melhor parte dos ensaios e esbocetos críticos de Fernando Pessoa, dispersos por obras e publicações de diversa índole, algumas tão raras, que certos bosquejos e até dos mais valiosos, se conservaram até hoje no inteiro desconhecimento dos seus mais íntimos admiradores e discípulos
Cartas de Amor de Fernando Pessoa. Editorial Ática. Lisboa, 1978, 222 págs. B.
«Por se tratar de uma primeira edição, respeitou-se escrupulosamente a grafia original (sem prejuízo, pois, de em edições ulteriores ela vir a ser actualizada); respeitou-se também o modo bem pouco uniforme como Fernando Pessoa datava as suas cartas; e entendeu-se ainda, quanto ás duas únicas que não trazem data – embora se mostre conjecturável a sua inserção no conjunto -, que o mais prudente seria, por agora, relegá-las para um apêndice, onde igualmente se arquiva uma carta que, não sendo especificamente dirigida à destinatária, esta última teve o cuidado de religiosamente a conservar também (…)» – Introdução.
A Nova Poesia Portuguesa de Fernando Pessoa. Editorial Inquérito. Lisboa, s.d., 119 págs. B. 🗂️ Colecção: Cadernos Culturais | 84
📃 Com prefácio de Álvaro Ribeiro
Edição da colecção «Cadernos Culturais», com prefácio de Álvaro Ribeiro, dos artigos que Fernando Pessoa publicou em 1912 na revista A Águia sobre a nova poesia portuguesa, considerada sociologicamente. Pessoa analisa aí o aparecimento de uma poesia portuguesa renovada, ligada ao movimento da Renascença Portuguesa e ao saudosismo de Teixeira de Pascoaes, nela procurando os sinais de uma nova fase espiritual e literária do país.
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✏️ Sublinhados a lápis. ──────────────────
Fausto: Tragédia Subjectiva de Fernando Pessoa. Editorial Presença. Lisboa, 1988, 222 págs. B.
«Apesar da sua polifonia característica, Fausto, o poema dramático de Pessoa, é um solilóquio que se desenrola no terror metafísico da solidão e da acção empenhada. A abstenção é loucura, mas é-o também a acção que exclui os gestos e as paixões humanos do santuário do eu privado. Em trechos profundamente influenciados por Schopenhauer, Pessoa identifica a salvação com o sono, um sono tão profundo que acaba, para além do inconsciente e da vaidade dos sonhos, por reduzir a silêncio o tumulto vão do pensamento. Uma dolorosa contradição insolúvel atormenta o mago de Pessoa. Persuadido da irrealidade do mundo, quer, apesar de tudo, decifrar os seus fenómenos (a “Vontade” e a “Representação” de Schopenhauer). O niilismo metafísico não pode negar o impulso no sentido do conhecimento. O monólogo dramático de Pessoa reitera, uma e outra vez, um horror de pesadelo: possuído por uma reflexão vã, mas imperiosa, Fausto sufoca no interior da sua própria alma. A indagação metafísica induz o enterramento em vida. (…)
Mais do que a própria filosofia, é a linguagem da literatura ou, mais precisamente, da filosofia tornada literatura, como em Kierkegaard ou Nietzsche, que articula a extremidade patológica, a vanglória compulsiva, do empreendimento e da vocação filosóficos. Tal é a intuição que o tema de Fausto encerra. Pessoa avança um passo mais longe do que Hegel e define a especulação metafísica como não sendo mais do que uma “ansiedade infinita”.»
“(…) Na verdade, como o demonstra este livro sobre a República Portugueza, e o evidenciou já no anterior Sobre Portugal e ainda o tornará mais patente o restante espólio que oportunamente será dado a lume, Pessoa escreveu continuamente acerca do seu País e dos problemas que este suscitava à sua busca de entendimento da sua própria inserção no processus nacional(…)”
Cartas de Fernando Pessoa a Armando Côrtes Rodrigues. Editorial Confluência. Lisboa, s.d., 92 págs. B.
Introdução de Joel Serrão. Capa da autoria de Carlos Ribeiro. Ilustrado com uma fotografia a preto e branco de Fernando Pessoa e reproduções de cartas.
“(…) A publicação destas cartas que, me parece, alguma luz lançam sôbre a difícil personalidade de Pessoa, obedece, pois, a um único fim: contribuir para um mais lato e mais profundo conhecimento do homem que se chamou Fernando Pessoa e para um talvez melhor conhecimento da obra que nos legou (…)”.— retirado da Explicação.
Pela primeira vez, as cartas de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz são apresentadas em edição conjunta. Uma edição conjunta é a forma mais adequada para apresentar uma correspondência, que pressupõe sempre um diálogo, uma interação, a existência concreta de dois interlocutores. Cada carta é, em si mesma, ou a resposta a outra carta ou pretexto…
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