O Trigo e o Joio de Fernando Namora
Publicações Europa-América. Mem Martins, 1972, 332 págs. B. 𓂃🖊Prefácio Jorge Amado
“O Trigo e o Joio” é, por definição, um romance de “ambiência rural”, com toda uma problemática prementemente social, relacionada com o homem do campo, as suas dificuldades e problemas de sobrevivência, onde cria ou reinventa figuras humanas eminentemente populares, como Barbaças, Loas, Joana e Vieirinha, que se afirmam como um retrato angustiante e dramático de uma profunda dimensão humanística.
“O Trigo e o Joio” é, ao mesmo tempo, um romance das gentes do Alentejo, das suas vilas, dos seus campos e das suas vidas, duras e difíceis. O romance da terra portuguesa.
Minas de San Francisco de Fernando Namora Publicações Europa-América. Mem Martins, 1971, 359 págs. E.
“Minas de San Francisco é o livro da esperança – a esperança que acompanha o homem mesmo nas horas de desânimo, que o obriga a erguer-se a cada queda, que o incita nos caminhos do futuro. A acção localiza-se numa região agreste do nosso país e decorre no tempo da última conflagração mundial. Tempo e local, porém, são amplamente transcendidos pela força dos sentimentos em jogo, pelo recorte físico e psicológico das personagens em presença, pela realidade e actualidade dos problemas explanados. Esta é a história do drama vivido por essas centenas de homens, que, abandonando o cultivo da terra, procuram no volfrâmio a redenção a que aspiram e diariamente se lhes nega. Um fresco de grandiosas proporções, foi assinalado pela crítica italiana como «uma obra-prima de arte e humanismo.”
Resposta a Matilde de Fernando Namora Publicações Europa-América. Mem Martins, 1989, 214 págs. B.
«Duas grandes linhas de força estruturaram o discurso ficcional da maior e mais importante das narrativas de Fernando Namora […] no seu novo livro: a abordagem dos eventos excepcionais, aqueles que só na vida se encontram, que não são típicos, logo postos de lado, pela selecção realista; e a quebra assumida da ilusão romanesca.» URBANO TAVARES RODRIGUES
Domingo à Tarde de Fernando Namora Livraria Bertrand. Amadora, 1978, 255 págs. B.
Jorge é um médico irascível, cínico e desagradável até surgir Clarisse, uma leucémica. A partir daí, tudo se modifica. Uma história exemplar de amor e de morte, que nos mostra como somos forçados a reprimir impulsos vorazes. Um grande escritor e um grande romance.
Marketing (1959-1969) de Fernando Namora.
Publicações Europa-América. Mem Martins, 1969, 185 págs. B.
Marketing é a segunda incursão de Fernando Namora no campo da poesia — a primeira tinha sido feita com As Frias madrugadas — e marca um momento decisivo na trajectória artística do grande escritor. A tal ponto é nova e inovadora a sua dimensão, que bem podemos dizer que estamos perante um novo Fernando Namora, encarando de frente a confusa problemática do mundo moderno, com todo o seu ritual de dramático, ridículo, de alienações e de vedetismo. Marketing é, portanto, um livro sibilino e sarcástico que tem nos seus poemas, de funda intenção satírica, mais uma faceta de Fernando Namora.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Diálogo em Setembro de Fernando Namora Publicações Europa-América. Lisboa, 1969, 546 págs. B.
«Ocorrem-nos estas […] considerações após a leitura do muito excelente e surpreendente livro que é Diálogo em Setembro. A brilhante crónica que ele é pode considerar-se como um espécie de visita póstuma a esse palácio de Grande Cultura […] por que tantos anos, em vão, todos ansiámos. »O que surpreende em Diálogo em Setembro é a extensão e perfeito domínio de uma técnica, mas tudo isto é afinal bem exterior à «aventura» que na obra tem lugar e, sobretudo, àquela que a obra mesma representa. »[…] Uma psicanálise de Portugal e do comportamento português, que confere a esta obra raro e inegável interesse. […] Fernando Namora oferece-nos um espelho incomum para nos vermos. Debrucemo-nos nele.» Eduardo Lourenço
Sino da Montanha: Cadernos de um Escritor de Fernando Namora. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1968, 297 págs. E.
Uma nova faceta do grande escritor é-nos revelada nesta obra. Aqui, Namora assume a personalidade literária do autor que se confessa, que discute consigo próprio e com os outros, enquanto nos vai retratando gentes e terras com a independência, a honestidade e a mestria que caracterizam toda a sua obra. Um livro que lhe permitirá saborear momentos únicos da melhor literatura portuguesa.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Um Sino na Montanha: Cadernos de um Escritor de Fernando Namora. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1968, 297 págs. B.
Uma nova faceta do grande escritor é-nos revelada nesta obra. Aqui, Namora assume a personalidade literária do autor que se confessa, que discute consigo próprio e com os outros, enquanto nos vai retratando gentes e terras com a independência, a honestidade e a mestria que caracterizam toda a sua obra. Um livro que lhe permitirá saborear momentos únicos da melhor literatura portuguesa.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Dirigida por Manuel do Nascimento, Colecção Novela, que “nasce como um protesto contra a maior parte das publicações baratas que enxameiam o mercado do livro. Baixo preço foi tomado como sinónimo de falta de qualidade, com a agravante de se atirarem às costas do público todas as responsabilidades, afirmando que ‘ele’, essa entidade vaga, não quer outra coisa. Acompanharão cada um dos pequenos volumes de ‘Colecção Novela’ uma pequena biografia do seu autor e uma bibliografia, prestando-se a uma séria iniciação literária.
Clandestinos de Fernando Namora. Círculo de Leitores. Lisboa, 1980, 272 págs. E.
Memória da Resistência através de jornadas que empolgam, descida ao labirinto interior do protagonista num movimento para o regresso ao compromisso político, registo do quotidiano burguês entre vulgaridade, luxo, melancolia, análise também dos círculos oposicionistas sem atos nem horizontes ou, em contraste, num jovem, com o irredutível das opções metamórficas, Os Clandestinos, 1972, pela compleição romanesca – ideoleto, personagens (Vasco e Jacinta desde logo), efabulação, mestria compositiva -, por uma singularidade da escrita a renovar-se, é uma obra no topo do percurso de Fernando Namora e da literatura portuguesa legada aos leitores contemporâneos.
A fazenda dos Paulos definha a olhos vistos entre o pinhal ermo e a lagoa de Corrocovo. O gado, o vinho e o milho mal chegam para encher os armazéns locais, quando Mariano se vê hesitante em mecanizar a lavoura. Se ao menos Hilário, seu filho, desse provas do seu interesse pela manutenção da casa, a antiga premonição de ruína da família avistar-se-ia longe. A fome e a miséria grassam assim na terra estéril da aldeia, mas nada travará o avanço da lógica de mercado e concorrência, que tudo arrasta.
Uma obra em que Fernando Namora revela todas as suas capacidades de verdadeiro romancista para escrever sobre o amor, a morte e os pequenos nadas da vida humana. Por muitos considerada como a obra-prima deste autor. Um brilhante romance psicológico.
Jorge é um médico irascível, cínico e desagradável até surgir Clarisse, uma leucémica. A partir daí, tudo se modifica. Uma história exemplar de amor e de morte, que nos mostra como somos forçados a reprimir impulsos vorazes. Um grande escritor e um grande romance.
Com Sentados na Relva (1986), integrado nos “Cadernos de Um Escritor”, Fernando Namora reata o diálogo com o leitor, interrompido em 1975. Toda a sua obra de não-ficção é um depoimento incontornável sobre a nossa época, sobre parte do século XX português. Sentados na Relva é um testemunho das inquietações, um relato das vivências –…
Retalhos da Vida de Um Médico é um conjunto de crónicas fundamentalmente acerca da vivência de Fernando Namora na sua atividade profissional enquanto médico de província. Retalhos da Vida de Um Médico foi adaptado ao cinema por Artur Ramos.
Romance universal, O Trigo e o Joio é, ao mesmo tempo, um romance das gentes do Alentejo, das suas vilas, dos seus campos e das suas vidas, duras e difíceis. O romance da terra portuguesa. De um escritor que rompeu as barreiras da língua e ultrapassou todas as fronteiras.
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