• Xerazade e os Outros

    Xerazade e os Outros

    Fernanda Botelho

    4,00 

    Xerazade e os Outros de Fernanda Botelho.
    Editores Associados. Lisboa, s.d., 205 págs. Mole.

    O romance português atinge, com «Xerazade e Os Outros, de Fernanda Botelho, um nível universal. Segurança, lucidez e inteligência assistem a uma análise rigorosa de caracteres e conflitos, que a autora leva a pontos quase nunca atingidos, entre nós. Os homens e as mulheres que atravessam o seu livro, gente oriunda de meios diversos, vivem a angústia e as dúvidas de um tempo conturbado, cujas raízes se prendem ao após-guerra de 1945. Fernanda Botelho organiza, em palco geome- tricamente equilibrado, um jogo» terrível e revelador: o das relações humanas, que desmonta e desmistifica, de modo impiedoso. Onde começa e acaba a verdade de cada pessoa? Onde começa e acaba a liberdade de cada pessoa? Quando é que o encontro acontece para lá do preconceito, já em plena simplicidade e autenticidade? A técnica novelística de Fernanda Botelho deve considerar-se, ainda, corajosamente revolucionária e originalíssima. Em mais do que um plano, Fernanda Botelho abre novos caminhos ao romance português.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Ângulo Raso, O

    Ângulo Raso, O

    Fernanda Botelho

    7,00 

    Ângulo Raso de Fernanda Botelho.
    Livraria Bertrand. Amadora, s.d., 335 págs. B.

    «Fernanda Botelho tem trinta e um anos à data da primeira publicação de O Ângulo Raso, e neste romance já estão as linhas que a sua obra sempre perseguirá. Voltemos ainda ao motivo da geometria, lembrando o poema de abertura de As Coordenadas Líricas, de 1951: (…) A geométrica forma de meus passos procura um mar redondo. Levo comigo, dentro dos meus braços, oculto, todo o mundo. Sozinha já não vou. Apenas fujo às negras emboscadas. Em cada esfera desenho o meu refúgio – as minhas coordenadas. O percurso vital é representado no poema nos termos que descrevem o sistema horizontal de coordenadas geométricas do hemisfério superior – o vértice de que partem as linhas, ao desenhar um semicírculo, sãs as dos cento e oitenta graus do ângulo raso. Neste romance, Fernanda Botelho ilustra essa dupla dimensão: o observador pode mudar de nome mas ocupa sempre a posição central por efeito do trabalho sem mácula sobre a voz narrativa. O arco desenhado figura o movimento mental e a trama da história. Tudo parece regular na forma geométrica, mas não pode descartar-se que o mar redondo continua a ser buscado pelos passos do sujeito errante, vendo-se ao espelho da memória que se abate sobre o presente. Longe de simbolizar a paz, o ângulo raso não cessa de inquietar.»

    📕 2ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Calendário Privado

    Calendário Privado

    Fernanda Botelho

    7,50 

    Calendário Privado de Fernanda Botelho.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1973, 267 págs. B.

    «A obra impressiona, perfeita na sua construção, elaborada e reflectida até ao essencial, na preparação dos ambientes pelo jogo das personagens a pensar e a agir.

    Tem um carácter de objectividade romanesca e de penetração psico- lógica, isento de considerações directas da autora, que, discretamente, faz dizer, faz memorar, segundo um processo de registo, em que a cronologia se desenvolve pela oportunidade dos estados de alma e não pela ordem da sucessão no tempo.» Francisco da Cunha Leão

    📝 Assinatura de posse.

  • Gata e a Fábula, A

    Gata e a Fábula, A

    Fernanda Botelho

    6,00 

    A Gata e a Fábula de Fernanda Botelho.
    Livraria Bertrand. 1973. 327 págs. B.

    O caso de A Gata e a Fábula implica ainda o regresso a uma obra que tem no seu cerne a própria revisitação das origens, do mundo da infância das suas personagens, representantes, aquando da sua publicação, de uma geração que então se afirmava e questionava no suspenso mundo do pós-guerra português – tal como uma nova geração de escritores que então procurava novos caminhos para a nossa literatura. […]Talvez uma das características fundamentais de todo o percurso de Fernanda Botelho seja a forma como a sua obra sempre conseguiu escapar a rótulos e a apreciações convencionais, revelando uma integridade inexcedível na sua constante e pessoalíssima busca por uma expressão justa da condição humana nesse Portugal da segunda metade do século XX. Reflectindo o carácter inovador da sua escrita, a reacção crítica aos seus romances foi sempre plural, ainda que virtualmente unânime a considerar a autora um talento excepcional no panorama da literatura portuguesa contemporânea. Na sua crítica original a A Gata e a Fábula, Gaspar Simões, com efeito, salientaria a forma como Fernanda Botelho, desde o seu primeiro livro, se apresentara “com os pés bem assentes na terra e os olhos bem abertos para uma condição social da mulher que de maneira alguma se compadece com idealizações”.

    📝 Assinatura de posse.