Adeus Princesa de Clara Pinto Correia Círculo de Leitores. Lisboa, 1988, 235 págs. E.
Numa vila alentejana uma rapariga do liceu, Mitó, é a principal suspeita da morte do seu namorado, um alemão da Base Aérea de Beja. Um jornalista e um fotógrafo de um jornal de Lisboa tentam, localmente, recolher informações, testemunhos e elementos sobre um caso que está longe de ser simples. Na verdade, cada um tem uma versão muito pessoal dos factos e os diversos pontos de vista revelam-se contraditórios. Os dois jornalistas acabam por ir inesperadamente ao encontro de uma história de amor e morte no coração do Alentejo. E se tudo isto parece estranhamente familiar e moderno, é porque o drama terrível que, em 1985, dizia estritamente respeito ao Alentejo se apoderou hoje do país inteiro.
Há um dia em que tudo muda sobre o mundo porque realizamos num olhar desconhecido, num gesto diferente, que agora temos na vida a nossa primeira melhor amiga. Aprendemos uma noção insuspeitada de prazer e de conforto, esperamo-las de manhâ, deitamo-nos juntas, abrimos-lhes as casas e os corações, sentamo-nos nas ca- mas em camisa de noite a fumar cigarros clandestinos quando a normalidade dorme e a falar de como é que se dá beijos, de vergonhas e de medos, de humilhações pro- fundas e dramas ingentes. Escrevemos cartas durante as férias, inventamos códigos, depois descobrimos a punha- lada da traição e a fantasia da revolta, já não és a aminha melhor amiga, não, agora sou a melhor amiga da outra.
Situado no universo confiante e criativo do Portugal dos anos 80, este livro abre-nos a porta para os segredos mais íntimos da vida privada das mulheres e fala, sobretudo, da amizade e lealdade entre as mulheres.
As personagens do Ponto Pé de Flor aprendem a noção insuspeitada do prazer, esperam-se, deitam-se juntas, livram-se de vergonhas, fantasiam revoltas contra a tradição e o desprezo masculino. E um dia percebem, através de um olhar desconhecido, de um gesto diferente, que tudo no mundo mudou.
A Pega Azul de Clara Pinto Correia. Parque Expo 98. Lisboa, 1996, 51 págs. B.
Nessas versões, a pega azul estava confinada ao território português até ao dia em que um marinheiro passarinheiro terá levado um casalinho dos seus pássaros de estimação até ao outro lado do mundo.
Adeus, Princesa de Clara Pinto Correia. Relógio d’ Água. Lisboa, s.d., 297 págs. B.
Numa vila alentejana uma rapariga do liceu, Mitó, é a principal suspeita da morte do seu namorado, um alemão da Base Aérea de Beja. Um jornalista e um fotógrafo de um jornal de Lisboa tentam, localmente, recolher informações, testemunhos e elementos sobre um caso que está longe de ser simples. Na verdade, cada um tem uma versão muito pessoal dos factos e os diversos pontos de vista revelam-se contraditórios. Os dois jornalistas acabam por ir inesperadamente ao encontro de uma história de amor e morte no coração do Alentejo. E se tudo isto parece estranhamente familiar e moderno, é porque o drama terrível que, em 1985, dizia estritamente respeito ao Alentejo se apoderou hoje do país inteiro.
Domingo de Ramos de Clara Pinto Correia. Círculo de Leitores. 1994. 247 págs. E.
Romance sobre a juventude da Revolução de Abril e a sua evolução.
Reflexões e memórias no reencontro entre dois adultos, após 20 anos, aquando do nascimento a Sofia de uma bebé em 25 abril de 1994 em que por coincidência o médico obstetra é o antigo amigo e apaixonado Mário Rosa.
A Arma dos Juízes de Clara Pinto Correia. Abril Controljonal. Lisboa, 2002, 409 págs. Mole.
Quase 20 anos passados sobre a publicação de Adeus, Princesa (talvez o maior êxito de Clara Pinto Correia, e que Jorge Paixão da Costa transpôs para o cinema), a autora transportou para os arredores de Lisboa nos dias de hoje os protagonistas daquele livro, as personagens de Bárbara Emília, Joaquim Peixoto e Sebastião Curto. O novo livro da escritora (e bióloga, e professora universitária, e colaboradora da revista Visão, e autora de programas televisivos), o 34º na sua bibliografia, passa-se nos subúrbios de uma cidade que cresceu de forma desordenada, cheia de prédios que mais parecem caixotes ou jaulas a que se regressa após um dia de trabalho, para passar a noite a olhar para outro caixote, a televisão, numa sociedade em que as pessoas não conseguem ser felizes nem sequer já têm o sonho da felicidade, e se viram para os medicamentos como escape mais fácil de uma vida que não sabem, ou não podem, construir. Como disse CPC em entrevista ao JL (6.3.02): “Se com o ‘Adeus, Princesa’ o pano social de fundo era o princípio do esfarelar do sonho comunista no Alentejo, agora será a degradação da qualidade de vida das pessoas e a degeneração completa dos sentidos todos.” E acrescenta: “ (Espero com este meu livro) pôr as pessoas a pensar em coisas sobre as quais elas tendem a andar distraídas.” A “Arma dos Juízes” é ao mesmo tempo um thriller policial, onde corre uma investigação, onde se fala da corrupção e do tráfico de influências, escrito num tom vivo e coloquial.
O Mistério dos Mistérios de Clara Pinto Correia. Relógio d’ Água. Lisboa, 1999, 205 págs. B.
Depois do sucesso de “O Ovário de Eva”, a bióloga e romancista Clara Pinto Correia, publica agora um livro sobre a ciência da reprodução humana. Uma escrita apaixonada, com um toque de humor, fazem de O MISTÉRIO DOS MISTÉRIOS um livro irresistível para leigos e especialistas.
Melhor dos Meus Erros de Clara Pinto Correia. Oficina do Livro. Lisboa, 2003, 290 págs. B.
Este livro recolhe as crónicas mais significativas e intemporais que Clara Pinto Correia escreveu para a revista Visão entre Outubro de 1999 e Fevereiro de 2003. Como cronista sentiu todos os dias, em cada semana, em cada novo texto, que não podia deixar de estar necessariamente a errar de alguma maneira, porque a realidade é sempre infinitamente mais complexa que o alcance do nosso olhar. Sendo erros, a autora quis acreditar que eram erros bons porque faziam companhia às pessoas, mantendo entre a cronista e os leitores um diálogo íntimo, apesar de nunca se terem cruzado. Dos erros que fez, gostava agora de oferecer os melhores.
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