Realidade e Ficção de Bertrand Russell.
Publicações Europa-América. Lisboa, 1965, 338 págs. B.
«Realidade e Ficção» reúne textos essenciais de Bertrand Russell, oferecendo uma visão da sua evolução intelectual. Inclui ensaios sobre autores que o marcaram na juventude, reflexões sobre política e educação, análises de mitos e sonhos e discursos sobre paz e guerra, destacando o seu empenho pacifista. É uma obra actual, combativa e reveladora do humor e do espírito crítico do autor.
Pensamento e Comunicação de Bertrand Russell. Brasília Editora. Porto, 1971, 264 págs. B.
“Este volume é único. Não pode considerar-se uma colecção de cartas familiares entre uma individualidade proeminente e os seus iguais, mas única, porque possui um apelo universal, dando-nos conhecimento profundo sobre a personalidade e inteligência de um dos maiores pensadores de todos os tempos, frente àqueles com quem durante tanto tempo se correspondeu.
Considerando a sua vida, incrivel, activa e ocupada, a sua implicação em causas salientes, a sua produção prodigiosa de livros, ensaios e discursos, a sua correspondência com as principais figuras literárias, científicas e políticas do século, é espantoso como Russell ainda teve tempo de encontrar energia e possibilidade de se corresponder com milhares de indivíduos anónimos.
Sempre aconselhando, reflectindo, filosofando, verifica-se o interesse de Bertrand Russell por toda a humanidade e por cada um, individualmente. Não permaneceu isolado, como α maior parte dos seus confrades. Foi acessível a toda a gente e
aos problemas por eles levantados. Como resultado, fez ruir uma barreira com o seu extraordinário poder de comunicação.
Neste livro encontramos o seu pensamento acerca de variados assuntos como Religião e Moral, Filosofia, Paz e Política, etc. Verificamos também que nem todas as cartas que Russell recebia eram de admiração e apoio. Muitas eram de hostilidade e outras de uma simplicidade extrema, perguntando algo sobre os hábitos e gostos pessoais de personalidade tão eminente como a de Russell.” por Zulmira Elaíla
Conquista da Felicidade de Bertrand Russell. Guimarães Editores. Lisboa, 1966, 210 págs. B.
«A Conquista da Felicidade é uma fascinante cápsula do tempo, uma mistura que inclui observações eternas que são tão claras para nós hoje como foram para os primeiros leitores, e problemas e atitudes antiquados que pelos padrões da atualidade são ofensivos quando não são engraçados. Uma boa maneira de ler este livro é considerá-lo um telescópio temporal que nos permite ver quão longe chegámos. O próprio Russell merece algum crédito por mudar a nossa imaginação moral das ortodoxias obsoletas para um lugar melhor, mas aqui encontramos uma viagem em curso, pois ele está ainda absorto em preconceitos que lhe toldam a visão. Talvez a conclusão moral a tirar deste confronto seja que provavelmente devemos esperar que os nossos netos se sintam tão incomodados com algumas das nossas atitudes como nós nos sentimos com algumas de Russell.»
“Desejo propor à considerção favorável do leitor uma doutrina que receio poder parecer tremendamente paradoxal e subversiva. Ei-la: é indesejável acreditar numa proposição quando não há a menor base para supô-la verdadeira. Naturalmente devo admitir que, se essa opinião se generalizasse, transformaria completamente nossa vida social e o nosso sistema político; como atualmente ambos são…
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