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  • Balada da Neve de Augusto Gil

    Balada da Neve

    Augusto Gil

    7,00 

    Augusto Gil (Porto, 1873 – Lisboa, 1929) passou a infância na Guarda e estudou Direito em Coimbra, onde contactou com várias correntes literárias. Exerceu advocacia e foi diretor-geral das Belas-Artes.

    A sua poesia reflete influências do parnasianismo, simbolismo e realismo, com destaque para um lirismo tipicamente português, muitas vezes irónico. Foi exímio na quadra popular e tornou-se popular com Luar de Janeiro. Ladislau Patrício reuniu inéditos seus em 1942.

  • Gente de Palmo e Meio

    Gente de Palmo e Meio

    Augusto Gil

    7,50 

    Gente de Palmo e Meio de Augusto Gil.
    Portugália Editora. 1965. 141 págs. B.

    Maria, poisando as mãos esguias na balaustrada de granito, ficou a olhar absorta as águas múrmuras do mar.

    …E eu, homem de som e de ritmo, a quem a materialidade raramente enleva, contemplava maravilhado o talhe «primitivo» das suas mãos, duma brancura de magnólia aberta, e todas enredadas de veiazinhas azuis.

    E eu que, por uma estrofe sem mácula, daria de bom grado todos os sagrados mármores da Hélada, senti nesse instante quanto de milagroso haveria em domar a bruteza dum «bloco» de Paros até que o cinzel afeiçoasse nele a infinita candura daquelas mãozinhas débeis…

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    👨🏻‍🎨 Ilustrações de João da Câmara Leme

    E eu que, por uma estrofe sem mácula, daria de bom grado todos os sagrados mármores da Hélada, senti nesse instante quanto de milagroso haveria em domar a bruteza dum «bloco» de Paros até que o cinzel afeiçoasse nele a infinita candura daquelas mãozinhas débeis…