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  • Bolor

    Bolor

    Augusto Abelaira

    6,00 

    Bolor de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Lisboa, 1978, 169 págs. B.

    Augusto Abelaira escapará sempre a qualquer classificação que lhe queiramos atribuir já que a sua invulgar criatividade o projecta para além de géneros, correntes, geração ou outro contexto em que tentemos perscrutá–lo. “Bolor”, datado de 1968, tem no entanto sido considerado um dos livros que marcaram a passagem à pós–modernidade na literatura portuguesa. O que é indiscutível, é que este título tanto vem confirmar a maturação literária do seu autor como o seu empenhamento em agir sobre um modelo de sociedade que tenta ainda aprisionar os comportamentos dentro de valores que já pouco ou nada têm a ver com aquilo que mudou no quotidiano e na consciência das pessoas. Neste romance, sem perder a transparência da sua escrita, Abelaira inventa uma nova configuração ficcional, subtilmente mais capaz de deixar expandir–se a sua ânsia de aprofundar o questionamento do real. Sob forma diarística, Humberto, Maria dos Remédios e Aleixo são misteriosamente e à vez autores deste romance, que tem tanto de realista como de lúdico, tanto de ironicamente céptico como de passional e provocante, expondo a desagregação de um casamento pela acção subversiva do terceiro pólo deste (afinal) triângulo amoroso.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Anfitrião Outra Vez

    Anfitrião Outra Vez

    Augusto Abelaira

    10,00 

    Anfitrião Outra Vez de Augusto Abelaira.
    Moraes Editores. Lisboa, 1980, 81 págs. Mole

    A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA ao promover o concurso para 12 peças de teatro teve, como finalidade cultural incentivar a produção deste género literário, algum tanto esquecido pelos escritores portugueses.

    Concedendo o seu patrocínio à edição daquelas peças, tornou consequentemente mais acessíveis os respectivos preços de venda, logo possibilitando a sua maior difusão.

    A MORAES ao publicá-las tem o duplo prazer de se associar a esta iniciativa da SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA e de com ela inaugurar uma nova série -a que chamou PALCO – de cuja continuidade está segura.

    📕 1ª Edição.

  • Enseada Amena

    Enseada Amena

    Augusto Abelaira

    6,00 

    Enseada Amena de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, s.d., 304 págs. B.

    «Enseada Amena» foi publicado pela 1ª vez em 1966, e fazia parte dessa confluência de águas que vinham a juntar-se para formar um renovador e caudaloso curso nas correntes da literatura portuguesa. Era uma outra idade literária que se abria, sendo radicalmente outra, os códigos literários e a própria “ordem moral” subjacente a muito do que a antecedera. Era uma nova visão do mundo que tomava forma e Abelaira foi dos escritores que mais longe levou essa poderosa renovação. «Enseada Amena» é um livro de época e cujo alcance vai muito além do quadro social que lhe serve de referência e que o transcende num sentido do que é, antes de mais, essencialmente humano. Lê-lo resulta fascinante não só pela apuradíssima técnica narrativa, como pelos temas que nos são afinal tão próximos, mas ainda e sobretudo pela delicadeza e inteligência que são uma espécie de marca pessoal do seu autor.

    📕 2ª Edição.

  • Sem Tecto Entre Ruinas de Augusto Abelaira

    Sem Tecto Entre Ruinas

    Augusto Abelaira

    7,50 

    Havia ali jornais expostos numa banca e então li, já não me recordo das palavras exactas: «O presidente do Conselho português, doutor Oliveira Salazar, gravemente doente.» Durante anos procurei imaginar este dia, adivinhar todas as reacções, as minhas e as dos outros, mas a notícia agora não me causava nem sombra de emoção. Sim, toda…

  • Desertores, Os

    Desertores, Os

    Augusto Abelaira

    6,00 

    Os Desertores de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1971, 235 págs. B.

    Em Os Desertores, Abelaira mostra-nos as vidas e aventuras de um grupo de jovens amigos que entre as preocupações quotidianas e a inquietação da procura da felicidade e do amor acabam por desertar, isto é, por se render à rotina, desistir das suas expectativas iniciais ou conformar-se com o status quo.

    📝 Assinatura de posse.

  • Boas Intenções

    Boas Intenções

    Augusto Abelaira

    6,00 

    As Boas Intenções de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1978, 272 págs. B.

    Encontramos de novo neste livro de Augusto Abelaira a agilidade dos conceitos, a graça fluente dos diálogos, a subtileza que avultavam já nas suas obras anteriores, e se nos deparam logo com o título -quem sabe se triste, se impertinente deste romance que decorre nas vésperas da implantação da República. Assistimos à aventura espiritual de três jovens e de outros, menos jovens – à procura do sentido da vida e da acção, quer através de uma verdade interior egoisticamente conseguida, quer através de uma alienação lúcida -talvez até demasiado lúcida a favor da comunidade. Estas páginas de invulgar sagacidade exploram, com um sorriso amargo, os pequenos mecanismos da História, os motivos, ambições e esperanças de cada um, o papel subterrâneo da vaidade, do egoísmo e das nossas ilusões, bem como o valor pragmático da intervenção do indivíduo na marcha do mundo. A esperança sempre duvidosa” num futuro melhor embater contra as inúmeras fraquezas humanas, e também contra o fracasso íntimo das personagens, expresso sem ênfase, mas com a tibieza e o desencanto característicos de vidas onde falharam todas as intenções) as boas e as outras.

    Romance de uma época de crise, esta obra onde por vezes se discute a utilidade da acção, misturada com o acaso para construir a História estrutura-se de um modo muito original e de grande sedução: nela aliam-se o passado, o presente e o futuro, em breves trechos que se respondem uns aos outros, num perpétuo fenómeno de eco que dá às tentativas dos heróis um sentido novo e ines perado de relatividade. Diz uma frase célebre que a som brado futuro se projecta no presente»: é o que parece demonstrar este romance de espelhos, em que se reflecte, de modo perturbante, uma realidade movediça numa perspectiva interior sempre flutuante. Um encanto profundo e estranho depreende-se desta obra perturbadora, terna e cruel, que nega e afirma ao mesmo tempo, mas cujo pessimismo, consequência de um certo presente histórico, não se fecha à esperança de um futuro mais fecundo.

    📕 2ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Quatro Paredes Nuas de Augusto Abelaira

    Quatro Paredes Nuas

    Augusto Abelaira

    10,00 

    Quatro Paredes Nuas de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1972, 202 págs. B.

    Único livro de contos de Augusto Abelaira, Quatro Paredes Nuas, ilustra a reiterada afirmação de Abelaira segundo a qual um autor escreve sempre o mesmo romance.

     

    As sete narrativas aqui reunidas fazem eco dos seus livros anteriores, não só pela repetição do nome de personagens e de alguns motivos, como por terem com eles uma clara afinidade temática e de estilo de escrita.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

    As sete narrativas aqui reunidas fazem eco dos seus livros anteriores, não só pela repetição do nome de personagens e de alguns motivos, como por terem com eles uma clara afinidade temática e de estilo de escrita.