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  • Andam Fauno Pelos Bosques de Aquilino Ribeiro

    Andam Fauno Pelos Bosques

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    Andam Fauno Pelos Bosques de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1983, 272 págs. E.
    Colecção: Romances Completos de Aquilino Ribeiro | 3

    Em Andam Faunos pelos Bosques verifica-se a obra erudita de Aquilino, polvilhada de sabedoria com reflexões antiquíssimas, nunca concluídas, sempre por resolver. Fala-nos do belo e do divino. Mas também nos fala da relação entre o homem e o desconhecido, campo verde onde pastam as ovelhas da fé e onde, ao contrário do habitual, pastam também pastores. Retrata magistralmente um conjunto de sacerdotes da douta igreja, sacudindo-os e analisando-lhes as vidas e a fé. São eles, os padres, que carregam o peso da narrativa. É através deles que Aquilino nos conta a história, passada nas serras da Beira e parcialmente na cidade de Viseu, de um conjunto de estranhas ocorrências. Chegara à Terra o Inefável, que viria plantar a sua semente pura nos ventres das mais belas mulheres.
    Aparece então a teoria clássica que ressuscita a imagem do fauno. Aparece depois a católica teoria demoníaca. O duelo entre as duas “escolas”, defendidas cada qual por um punhado de padres, acaba saldado por uma intervenção de um outro padre num discurso absolutamente formidável que constitui uma das mais claras e racionais definições de fé…

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  • Jardim das Tormentas de Aquilino Ribeiro

    Jardim das Tormentas

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    Jardim das Tormentas de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1984, 227 págs. E.

    «Tinha Deus aposentado Adão e Eva no Jardim das Delícias, onde viviam como os mais desabusados regalões. O homem era esbelto e sólido, embora nunca houvesse exercitado os tendões da marcha, nem apurado os bíceps a colher o antílope no laço; ela um lambisco de primeira, esgalgada e especiosa, a quem os cabelos vestiam de oiro à maravilha, sem pensar na folha de parra para a nudez, num cinábrio para a boca, que de seu sinal era rubicunda. Não sabiam de onde eram, nem como estavam ali, nem tão pouco se importavam de saber, acharam-se dentro do horto uma boa manhã, e todas as demais manhãs, na plenitude de um gozo inapreciável, porque nunca espinho, sol mais destemperado ou hora amarga lhes ensinara que aquilo era o sumo bem. Se alguma coisa soubessem desejar, o seu Senhor provê-los-ia instantânea e abundantemente como o mais solícito mordomo; mas nem desejos nem cobiças, nem necessidades picavam os seus corações inocentes; não admiravam, porque tudo era admirável; júbilos, ternuras, esperanças não sentiam que Deus gerara a vida, mas ainda não concebera a morte. No céu, sempre azul, o sol trazia o dia, levava o dia, sem que sombras ou raios mais vivos ferissem as suas pupilas bem-aventuradas. Eram uns felizes felizardos, usufrutuários dum regalo tão sem balizas que não o sabiam avaliar, mas em que criam de boa fé porque assim lhes fora dito. De beatitude tão absorta, apenas um aviso de Deus os distraía, se a isso se chama distrair, numa punção doce, mais leve que a sombra dum reflexo de cuidado.»

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  • Três Mulheres de Sansão, As

    Três Mulheres de Sansão, As

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    As Três Mulheres de Sansão de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1984, 173 págs. E.
    Colecção: Novelas e Contos Completos de Aquilino Ribeiro | 4

    Constituído por duas novelas, a primeira que dá título ao livro, conta-nos a biografia amorosa do Hércules biblíco, juiz de Israel e vencedor dos Filisteus, afinal vencido por demasiado amar o amor sem asas. Retrata três figuras de mulher que se recortam na sombra gigantesca do vulto de Sansão e formam um tríptico compensar de forma a mulher não ficar diminuída.

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  • Malhadinhas de Aquilino Ribeiro

    Malhadinhas

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    Malhadinhas de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1984, 239 págs. E.
    Colecção: Novelas e Contos Completos de Aquilino Ribeiro | 8

    Inicialmente incluído em Estrada de Santiago (1922), O Malhadinhas acabaria por se tornar numa das mais conhecidas obras de Aquilino Ribeiro quando foi publicado em volume autónomo em 1958 (o autor acrescentar-lhe-ia a novela Mina de Diamantes). Em forma de monólogo, a obra conta-nos a história de um almocreve, o Malhadinhas, um serrano rústico, grosseiro e matreiro, que não tem quaisquer problemas em usar a «faquinha» que traz à cintura para corrigir o que entende por injusto. Defendendo-se à navalhada e golpes de pau (e por vezes a tiro) dos inimigos com que se vai deparando ao longo dos caminhos e da vida, Malhadinhas presenteia-nos com uma série de episódios picarescos, num tom coloquial repleto de expressões idiomáticas, trazendo-nos o retrato de um Portugal esquecido.

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  • Filhas de Babilónia de Aquilino Ribeiro

    Filhas de Babilónia

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    Filhas de Babilónia de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1984, 224 págs. E.
    Colecção: Novelas e Contos Completos de Aquilino Ribeiro | 2

    Nas suas primeiras edições, o volume Filhas de Babilónia (1920) era composto por três novelas: “Os olhos deslumbrados”, “Maga das ruas” e “O derradeiro fauno”. A partir da terceira edição (1925), Aquilino Ribeiro introduz, todavia, uma série de alterações, dando origem ao surgimento de uma nova obra: o romance Andam Faunos pelos Bosques (1926), que empreendia uma profunda reescrita de “O Derradeiro Fauno”.

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  • Estrada de Santiago de Aquilino Ribeiro

    Estrada de Santiago

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    Estrada de Santiago de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1984, 225 págs. E.

    Este livro é composto por um conjunto de novelas da juventude de Aquilino Ribeiro, todas pautadas por grande fulgor criativo e profundamente marcadas pelas suas geografias primordiais. Na 1ª edição, datada de 1922, salientamos uma nova versão do Valeroso Milagre e a estreia do picaresco e embrionário Malhadinhas. Posteriormente, o almocreve autonomiza-se, cedendo o seu lugar na obra, desde 1956, à novela Domingo de Lázaro. A edição segue a configuração final da obra que foi, desde então, adotada pelo autor, após Explicação Necessária.

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  • Quando os Lobos UivamQuando os Lobos Uivam

    Quando os Lobos Uivam

    Aquilino Ribeiro

    6,00 

    Quando os Lobos Uivam de Aquilino Ribeiro.
    Bertrand Editora. Amadora, 1979, 410 págs. B.

    Serra dos Milhafres, finais dos anos 40, o Estado Novo resolve impor aos beirões uma nove lei: Os terrenos baldios que sempre tinham sido utilizados para bem comunitário e onde essa comunidade retirava parte vital do seu sustento, seriam agora “expropriados” e esses terrenos utilizados para plantar pinheiros. Assim, sem mais nem menos, o Estado chega e diz que, a partir daquele momento, acabou. Implanta-se um clima de medo nas gentes e é esse clima que Manuel Louvadeus, que havia emigrado para o Brasil anos antes, vem encontrar quando regressa à aldeia. Homem vivido e culto devido, segundo o próprio, aos muitos livros que por lá havia lido, Manuel tem uma visão para os dois lados e um sentido de justiça que rapidamente o fazem cair nas boas graças das gentes do povo. Toma então parte da sua gente, homens honestos e humildes que trabalham de Sol a Sol mas que não deixam de viver em condições miseráveis. A revolta acaba por suceder e entre mortos e feridos tudo acaba numa caçada aos homens por parte da polícia que leva muitos homens à prisão acusados de serem instigadores e cérebros da revolta. O Estado mostra então todo o seu esplendoroso poder. Aqui representado está a saga dos beirões na defesa dos terrenos baldios perante a ditadura do Estado Novo.

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  • A Casa Grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro

    Casa Grande de Romarigães, A

    Aquilino Ribeiro

    6,00 

    A Casa Grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1980, 438 págs. B.

    Quando deu início à escrita de A Casa Grande de Romarigães, Aquilino Ribeiro adiantou que não era sua ambição escrever um romance, mas uma monografia ou uma história romanceada. Felizmente, esse seu propósito inicial gorou-se e o que nos proporcionou foi um dos livros mais marcantes da literatura portuguesa do século XX e um dos romances históricos mais notáveis da europeia. A narrativa constrói-se a partir de manuscritos encontrados no restauro da casa que foi solar dos Meneses e Montenegros e conta-nos a história das sucessivas gerações que, para o bem e para o mal, a habitaram. Uma trama ficcional que começa no tempo dos Filipes, mas que se estende por inúmeros momentos marcantes da nossa História, nomeadamente a Guerra da Independência, as Invasões Francesas e a Guerra dos Dois Irmãos.

    📝 Assinatura de posse.

  • S. Banaboião: Anacoreta e Mártir de Aquilino Ribeiro

    S. Banaboião: Anacoreta e Mártir

    Aquilino Ribeiro

    6,00 

    S. Banaboião: Anacoreta e Mártir de Aquilino Ribeiro.
    Bertrand Editora. Lisboa, 1984, 239 págs. B.

    “(…) Do meu lavrar na areia aí vai mais um romance. Composto numa altura da vida em que é pecha olhar à retaguarda, quis escrever o seu nome de amigo verdadeiro e vizinho triunfal ao alto dêle como dum marco miliário. Haja de perdoar a modesta lembrança. Êste livro, com efeito, descarregado de qualquer princípio de ordem filosófica ou técnica, escrevio-o com a minha usual canetinha de cabo vermelho e encaixe de lata, despreconcebidamente (…) A minha preocupação foi dar o conflito do espiritual e do humano de modo concreto, qual dêles por baixo, qual dêles por cima. Não reputo, todavia, o S. Banaboião caído duma página da Folhinha romana. Talhei-o em pau rastiço com singeleza e lisura, como Alonzo Cano ao S. Bruno, salvo seja o manto versicolor que lhe esconde a fibra lenhosa (…)”

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Arcas Encoiradas de Aquilino RibeiroArcas Encoiradas de Aquilino Ribeiro

    Arcas Encoiradas

    Aquilino Ribeiro

    20,00 

    Arcas Encoiradas: Estudos, Opiniões, Fantasias de Aquilino Ribeiro.
    Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 290 págs. Mole.

    No âmbito dos estudos etnográficos de Aquilino Ribeiro sobre o Interior português, republica-se agora Arcas Encoiradas.

    «Ainda no quintalejo da planície, mormente na casa há mocinha louçã, ver-se-á luzir a de Alexandria, a dália, o crisântemo bastardo, o nome de despedidas do verão; na horta ser além da couve galega, do cebolinho, dos colondros quando muito medram a alosna, o aipo, a arruda, o alecrim, a alfazema, que entram no condimento das mezinhas com que é vezo seu ou era da sua medicar-se. Mas se a árvore de fruto está na do meio da leira porque a sombra prejudica ao cultivo, com razão dobrada não entra ali planta viva apenas para mimo dos olhos. Ama a terra amor entranhadamente egoísta e a ferocidade lobo insatisfeito. Não lhe toquem no talhadoiro águas; cuidado, a charrua do vizinho não desvie o marco um centímetro para a banda; que a cabra pobre não lhe roa as duas fêveras que se inclinam para o baldio; sem licença não pisem o que é e paga boa décima ao “cães da Fazenda”!»

    📕 1ª Edição.
    ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Portugueses das Sete Partidas de Aquilino Ribeiro

    Portugueses das Sete Partidas

    Aquilino Ribeiro

    30,00 

    Portugueses das Sete Partidas: Viajantes, Aventureiros e Trocatintas de Aquilino Ribeiro.
    Livraria Bertrand. Lisboa, 1951 [?], 362 págs. B.

    Livro constituído por interessantes capítulos: «João Bermudes, mestre-barbeiro e patriarca de Alexandria», «Um príncipe português da pele do Diabo», «Pyrrhus Lusitanus, judeu errante e pinga-amor», «A máscara de pirata de Fernão Mendes Pinto», «António de Andrade, escalador do Himalaia e descobridor do Tibete» e «Jeremelo, expedicionário daquém e dalém-África». Primeira edição, bastante invulgar.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Cinco Reis de Gente

    Cinco Reis de Gente

    Aquilino Ribeiro

    7,00 

    CInco Reis de Gente de Aquilino Ribeiro.
    Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 318 págs. B.

    O livro é uma memória dos primeiros anos de vida de autor no qual nos apresenta a sua Beira natal, nomeadamente Sernancelhe, que está bem presente na sua novelística, retratando de forma pitoresca e realista as suas paisagens e personagens. É uma narrativa que parte de episódios autobiográficos, onde as peripécias vividas em criança são recordadas e que constitui um documento de grande valor para a compreensão da educação e da escola portuguesa nos fins do século XIX.

    📝 Assinatura de posse.

  • Mónica de Aquilino Ribeiro

    Mónica

    Aquilino Ribeiro

    6,00 

    Mónica de Aquilino Ribeiro.
    Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 311 págs. B.

    «Da Costa do Castelo e Graça sentia-se como que a rajada sísmica no ato de varrer para a Baixa as agulhas estroncadas e os arcaboiços rotos das igrejas e palácios. Raro esta e aquela silhueta – as torres da Sé, as volutas brancas do Carmo, o corpanzil verde de D. José em cima do cavalo de que já se não via o pedestal, e os seus palacetes empoleirados nos altos do Torel – quebravam a impressão de assombro que se recebia na varanda ante a floresta de pedra das duas colinas.»

    📝 Assinatura de posse.
    Fita-cola na lombada.

  • Tombo no Inferno de Aquilino Ribeiro

    Tombo no Inferno

    Aquilino Ribeiro

    20,00 

    Desde que mestre Aquilino está publicando toda a sua obra, em edições revistas, por vezes com outro arrumo na composição de alguns volumes de contos, e ainda o renovo do trabalho frutuoso destes aventurados e pródigos anos da velhice, em que se contam porventura já dois ou três dos mais genuínos e vigorosos livros que…

  • Maria Benigna de Aquilino Ribeiro

    Maria Benigna

    Aquilino Ribeiro

    30,00 

    Maria Benigna de Aquilino Ribeiro.
    Livraria Bertrand. Lisboa, 1933, 285 págs.  B.

    O romance Maria Benigna é uma narrativa inusitada no conjunto da obra de Aquilino Ribeiro. Constituído por cartas e diários, o romance permite a reflexão acerca de vários assuntos, destacando-se a questão do espaço e do comportamento bovarista.

    📕 1ª Edição. 4º Milhar.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Via Sinuosa de Aquilino Ribeiro

    Via Sinuosa

    Aquilino Ribeiro

    7,50 

    Este é o primeiro romance de Aquilino Ribeiro, que nos introduz progressivamente na personagem de Libório Barradas, um alter ego do autor, aqui em plena adolescência, devidamente acompanhada pelas mudanças físicas, psicológicas e sociais próprias daqueles que se encontram nessa fase da sua vida. Um romance de crescimento marcado pela descoberta do amor e pelo…