Última Ceia é a história, ao mesmo tempo irónica e melancólica, do modo como Serafim Grão-Vasco tentou debelar a mais grave crise da história do seu partido, a descrição de uma estranha cerimónia que reúne, por algum tempo, toda uma série de frades profanos, acolhidos por caridade num convento. Romance de uma época em que…
Guimarães Editores. Lisboa, 1983. 203 págs. B.Romance de Américo Guerreiro de Sousa, germanista e mais tarde doutorado em Oxford com uma tese sobre Eça de Queirós. Em tom reflexivo e irónico, a narrativa interroga a herança de uma família burguesa portuguesa, a sua capacidade de adaptação e sobrevivência ao longo de gerações, entre o cepticismo, a desenvoltura social e um desencanto que o próprio narrador reconhece face ao retrato traçado.
────────────────── Características do Exemplar
✍️ Assinatura de posse.
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Morte das Baleias de Américo Guerreiro de Sousa. O Jornal. Lisboa, 1988, 199 págs. B.
«A Morte das Baleias» leva ainda mais longe a ironia muito peculiar e o humor negro inconfundível de «Os Cornos de Cronos», em cuja linha se situa, nele reaparecendo algumas das suas personagens. Porém, neste novo romance de Américo Guerreiro de Sousa, abrem-se inesperados caminhos ficcionais e há uma esperança que desponta após, logo no início do livro, Alexandre se tentar suicidar, metendo-se dentro do frigorífico… A confirmação e o alargamento da capacidade inventiva e efabuladora de um escritor já distinguido com o Prémio do Círculo de Leitores.
Rei dos Lumes de Américo Guerreiro de Sousa. Guimarães. Lisboa, 1985, 258 págs. B.
Pedro, que nos seus dezoito anos vê no estado geral da escola a imagem dum pais à deriva, encontra Mário Seignobos, empregado bancário, com mulher e filha, um homem que soube desenvolver com a idade uma grande sensibilidade ao sofrimento humano. Deste encontro casual resulta um outro, com Ilda Lisboa, que é mulher sendo cidade, beleza oculta, morte e vida. Isolada num refúgio cheio de objectos com história, ela ressente-se da angústia deste tempo e deste mundo, procurando num espaço todo seu uma realidade imaginária, algum resto de esperança. Talvez o amor a possa ainda chamar à vida o amor, a matéria bruta de que todo o romance é feito. Mas o amor não passa duma miragem breve, e Ilda conhece-lhe a essência porque um dia lhe viu o rosto.
Cornos de Cronos de Américo Guerreiro de Sousa. Livraria Bertrand. Amadora, 1981, 171 págs. B.
Cremos que com Os Cornos de Cronos o leitor com preende algo do que se está a passar na nossa literatura. Elo fluente e enfático, atravessado de uma ironia certeira e de um sentido do humor muito particular, este livro de Américo Guerreiro de Sousa denuncia uma técnica de escrita extremamente desenvolta, numa gama variada e subtil de sentimentos e de ideias. Esta parábola de um português citadino dos nossos dias repetindo (aqui a ironia assume uma grande expressão dramática) O Retrato de Dorian Gray toca várias teclas com o mesmo desembaraço: a ternura, o amor, a desilusão, a esperança, a juventude, a velhice, a vida e a morte.
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