Radiografia Militar de Manuel Barão da Cunha. Editorial O Século. Lisboa, 1975, 574 págs. B.
Manuel Barão da Cunha nasceu em Lisboa, em 1938. Licenciou-se em Ciências Militares (Cavalaria, 1.º classificado) e em Ciências Sociais e Políticas (distinção), tirou o curso geral do Estado-Maior do Exército e chegou a 1.º dan de Judo Kodokan. Comandou um pelotão de reconhecimento do Grupo de Dragões de Angola, como guarda avançada da 3.ª coluna na operação Viriato, em 1961; foi instrutor do 1.º curso de Rangers, no Centro de Instrução de Operações Especiais; e comandou uma companhia de Cavalaria na Guiné, que recebeu 11 cruzes de guerra e cinco prémios Governador da Guiné. Tendo sido considerado deficiente das Forças Armadas com 46% de incapacidade, passou a trabalhar na Função Pública e em autarquias, tendo recebido duas medalhas de ouro de mérito, por parte da Câmara Municipal de Oeiras (CMO), por onde se reformou, como assessor principal. Coordena, em regime de voluntariado, desde 2009, o programa Fim do Império, que envolve a CMO, a Liga dos Combatentes e a Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM) e integra três tertúlias mensais (Oeiras, Lisboa e Porto), tendo já realizado 123 encontros, e uma coleção literária, com 21 títulos e alguns no prelo. Tem vários livros publicados sobre essa e outras temáticas, como autor e organizador.
Afrika Korps de M. J. Macksey.
Editorial O Século. Lisboa, s.d., 163 págs. B.
Em Fevereiro de 1941 a situação OʻSECULO no Norte de África parecia negra para o «Eixo», seguindo-se derrota após derrota infligida ao exército italiano por uma pequena força de tanques inglesa. Dois meses depois tudo se tinha alterado-os ingleses recuam na confusão e o «Eixo»>> leva a melhor até às fronteiras do Egipto. Como aconteceu tal coisa?
O Que Eu Vi em Tóquio de Joseph C. Grew. Editorial Século. Lisboa, 1943, 272 págs. B.
Joseph Clark Grew serviu como embai xador norte-americano no Japão desde Fevereiro de 1932 até o ataque a Pearl Harbour. Para o diplomata norte-americano cujo livro teve em toda a parte um êxito compreensível, dada a importância e a natureza das revelações que encerra, o ataque a Pearl Harbour e a guerra contra os Estados Unidos constituem a conclusão inevitável de um longo processo em que antes da nação americana intervieram a Rússia e a China, ambas vencidas pelo Japão e despojadas da influência que exerciam na zona do Pacífico. Segundo o seu depoimento a guerra entre os Estados Unidos e o Japão tem todas as características de uma guerra de libertação dos povos astáticos e só poderá ter por epílogo a vitória total dos americanos sem quaisquer compromissos com os seus adversários tradicionais.
A Noite em Bombaim de Louis Bromfield. Editorial Século. s.d. 366 págs. B.
Louis Bromfield, um escritor norte-americano, nasceu a 27 de dezembro de 1896 numa quinta em Mansfield, Ohio. Estudou no Instituto Agrícola de Cornell entre 1914 e 1915. Em 1916, ingressou na Universidade de Columbia como aluno de Jornalismo.
Recebeu uma licenciatura honorária militar dessa instituição em 1920. Durante a Primeira Grande Guerra, alistou-se no Corpo de Ambulâncias norte-americano, integrado no Exército francês, pouco após a declaração de guerra dos Estados Unidos à Alemanha.
Serviu de 1917 a 1919 e foi condecorado pelos seus esforços.
Há pouco mais de um ano, Jean Egen publicava em Le Monde Diplomatique uma reportagem sobre Os Jesuítas na Hora da Contestação, que provocou as mais violentas controvérsias e que deu ao seu autor merecido renome e grande repercussão Internacional, especialmente nos meios religiosos e diplomáticos da Europa. Estudo neutral, que ao relatar factos não usa de nenhum fanatismo mas os aviva da necessária emotividade, o trabalho de Jean Egen constitui, na íntegra, o n. 4 da coleção A PAR DO TEMPO, lançada pela Editorial O Seculo. Demorando-se um pouco mais na análise à personalidade do Padre Arrupe, geral da Ordem, que entrevistou, o autor faz o retrato daquele que comanda hoje um exército de 30 mil jesuítas, espalhados por todo o mundo. Jean Egen procura responder, em suma, a perguntas tais como: o espírito contestatário que sopra na Igreja, insinuou-se na Companhia de Jesus. Alguns Jesuítas tomaram posições mais ou menos contrárias à obediência. Outros abandonaram a Ordem. Outros, ainda, foram expulsos. Haverá, realmente, motivos para alarme? Interrogado pelo cronista de Le Monde Diplomatique, o padre Arrupe argumenta: «A política não é o nosso mister. A nossa missão é religiosa. E essa missão dá-nos o direlto de intervir, onde quer que nos encontremos, ante uma situação Injusta ou desumana. Els, pois, uma afirmação do geral da Ordem, onde até a Contestação pode caber… Isso é o que Jean Egen se esforça por esclarecer através da sua interessante peregrinagem entre os Jesuítas da hora presente.
O Drama de Nuremberg de Carlos Ferrão. Editorial O Século. Lisboa, s.d., 327 págs. B.
Durante mais de dez meses, na sala das sessões do Tribunal de Nuremberg foram julgados vinte e quatro indivíduos que o mundo se habituou a conhecer pela designação de ´grandes criminosos de guerra` . Esta era a aparência por detrás da qual se ocultava uma realidade profunda de cujo verdadeiro significado nem todos se aperceberam de imediato. Mais do que os crimes praticados por duas dúzias de responsáveis foi o próprio crime de guerra que esteve a ser julgado e foi condenado em Nurmberg.
A Arma da Vitória de E. R. Stettinius Jr.. Editorial O Século. Lisboa, s.d., 419. E.
As Nações Unidas estavam, de novo em Marcha. A fortaleza da Europa começava a desmantelar-se. O meu pensamento voou para um certo dia, três anos antes. Quando não havíamos ainda compreendido que a defesa das nações que combatiam o Eixo era vital para a nossa própria defesa. Quando não éramos ainda as Nações Unidas. A Bélgica acabava de se render. Os ingleses encontravam-se encurralados na Flandres. A França caía. Havia o perigo iminente dos Estados Unidos virem e e achar-se sós contra um mundo hostil
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