Túnica de Lloyd Douglas
Editorial Minerva. Lisboa, 1964, 4 vols.
Marcellus Gallio, tribuno romano e filho de um influente senador, vê a sua vida mudar após vencer Calígula num leilão de escravos e ser enviado para Jerusalém como retaliação. Acompanhado do fiel Demetrius, presencia a entrada triunfal de Jesus e, mais tarde, é encarregado da sua crucificação. Ao ganhar o Manto de Cristo num jogo de dados, passa a ser perseguido por visões e tormentos que abalam a sua razão, o seu destino e o amor que partilha com Diana.
Dom Quixote de Miguel de Cervantes Editoral Minerva. Lisboa, s.d., 4 vols. B.
A imortal história do Cavaleiro da Triste Figura, que acompanhado pelo seu fiel escudeiro, Sancho Pança, avança por montes e vales, lutando contra moinhos de vento e cavaleiros imaginários em nome da justiça. Retrato do anti-herói, Dom Quixote, o fidalgo enlouquecido, representa a capacidade de transformação do homem em busca dos seus ideais.
Este grande livro é muito mais do que um romance de cavalaria. Pelo contrário, ao satirizar os romances de cavalaria em voga ao longo dos séculos XVI e XVII, o Dom Quixote afirma-se como o clássico fundador do romance moderno. O humor, as digressões e reflexões, a oralidade nas falas e a metalinguagem marcaram o fim da Idade Média na literatura.
Repleto de aventuras e situações fantásticas, este tem sido considerado um livro inesquecível para sucessivas gerações de leitores.
Este livro reúne os dois volumes que constituem o Dom Quixote de la Mancha, publicados em 1605 e 1615. Conta ainda com uma introdução da professora Maria Fernanda de Abreu.
Dilúvio de Henryk Sienkiewicz Editorial Minerva. Lisboa, s.d., 4 vols. B.
Em meados do século XVII, apenas cinco anos após os cavaleiros da República Polaco-Lituana terem expulsado os invasores cossacos que os ameaçavam pelo leste, surge no horizonte uma nova e muito mais perigosa ameaça: as tropas suecas estão a entrar pela fronteira norte do país.
Ana Karenina de Leão Tolstoi Editorial Minerva. Lisboa, s.d., 3 vols. B.
Ana Karenina parece ter tudo – beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Vronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura.
Em contraste com esta história de amor e autodestruição, encontramos Konstantin Levin, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida
Consciência Zero de Italo Svevo. Editorial Minerva. Lisboa, s.d., 355 págs. B.
Criado originalmente como instrumento de apoio a um tratamento psicanalítico, o burguês e bon vivant quase-sessentão Zeno Cosini, de Trieste, exibe todas as suas fragilidades, falcatruas e desvios, dos menores aos maiores, em acções, omissões e sentimentos.
Vício do fumo, infidelidade conjugal permanente, ciúme doentio, inveja, hipocrisia, fingimento, cinismo, imposturas, medo da velhice, fúria, indiferença para com a família… A lista de “pecados” de Zeno é extensa – como são ilimitados os sonhos e as fantasias que a alimentam.
Mas também é grande o sofrimento que emana dessa espécie de diário, perante as agruras de uma vida dupla, do ócio improdutivo, da orfandade relativamente precoce, da doença e da dor, da morte, do amor não-correspondido. De um desejo de felicidade cuja satisfação se mostra, afinal, inatingível.
Convém que as crianças se alimentem de fábulas ao mesmo tempo que sugam o leite… Não há outro meio de acostumar desde muito cedo à sabedoria e à virtude. Em vez de sermos obrigados a corrigir os nossos hábitos, melhor será conseguir torná-los bons enquanto são indiferentes ao bem e ao mal.
LAWRENCE assistira sem remorso à morte de Jim Penso por ele provocada. Agora que se vingara, tudo se extinguira, à parte a amargura persistente. Nutria a esperança de que uma temporada em Ustica contribuiria para lhe restituir a tranquilidade de espírito que procurava. Prometera a Susie umas férias naquela ilha, porém ela suicidara-se e David Lawrence dirigira-se só para um lugar que, no fundo, apenas lhe poderia avivar recordações penosas.
Somente depois de se encontrar em Ustica, averiguou que fora parar ao local escolhido pelas autoridades sicilianas para exílio dos componentes mais perigosos da Mafia, entre os quais figurava Angelo Morasco, indivíduo temido por todos, não obstante a sua idade avançada.
Em vez do sossego que buscara, Lawrence deparou com uma atmosfera de ódio e intriga, sob a aparência paradisíaca da ilha; e a sua permanência converteu-se num verdadeiro pesadelo que culminou com uma erupção vulcânica, através da qual Ustica pareceu querer vincar a fúria que a dominava.
A Mãe de Pearl S. Buck. Editorial Minerva. Lisboa, 1974, 262 págs. B.
Nesta obra, Pearl S. Buck descreve de um modo quase pictórico a vida simples e rude do povo Chinês, numa época que é pouco conhecida. A narrativa vívida e pormenorizada permite que o leitor capte toda a simplicidade e intensidade dos tempos descritos em A Mãe.
Ao penetrar no espírito da camponesa, Pearl S. Buck dá a conhecer os sentimentos mais profundos da mente e do coração de uma mulher e de uma mãe. Fá-lo de uma maneira comovente, enérgica e mesmo violenta. A personagem, sem qualquer dúvida estoica, assume uma grandeza excecional pela forma como encara e ultrapassa os obstáculos que a vida lhe coloca. Uma vida longa, árdua e solitária.
África de Sofia Brás Monteiro. Minerva. 2007, 171 págs. B.
Este livro testemunha esse carácter e é o culminar de um projecto que decidiu abraçar aventurando-se pelo berço da humanidade e pelos imensos espaços livres e naturais: Africa. É um projecto que encerra cinco anos de recolha reverente de imagens de várias regiões onde a natureza ainda se mantém, como que por distracção da força destruidora do Homem, no seu estado selvagem e pujante: O Serengueti, Ngorongoro, Massai Mara, Samburu, o Lago Nakuro, o Lago Manyara e Easy, Amboseli, Kilimanjaro, O Gorongosa…
Folheá-lo é encetar uma viagem de luxo por aqueles espaços misticos, é adivinhar uma harmonia desconhecida, é surpreender três dimensões claramente distintas mas complementares e indissociáveis: a humana, a paisagística e a da vida selvagem. Em qualquer delas se sente imediatamente a cumplicidade, a ternura e a comunhão que estabeleceu com aqueles povos e com aquelas terras, pressentindo-se sempre a atenção respeitosa com que desenvolveu este trabalho.
Julgamento Sumário de Francisco Alves da Costa. Editorial Minerva. Coimbra, 1956, 60 págs. B.
«É noite. Eu vou, sòzinho, olhando o firmamento E prestando atenção às ondas agitadas, Enquanto o vendaval, que sopra nas ramadas, Passa com rapidez e morre num lamento.»
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