• Despedida (1895-1899) de António Nobre

    Despedida (1895-1899)

    António Nobre

    6,00 

    Despedida (1895-1899) de António Nobre.
    Lello & Irmão Editores. Porto, 1985, 218 págs. B.
    Colecção: Biblioteca Iniciação Literária | 71
    𓂃🖊Prefácio: José Ferreira de Sampaio (Bruno)

    Destas linhas que acima ficam se depreende que jamais lograram os versos que saem agora a lume o ser corrigidos por seu autor. Se imperfeições aqui ou ali acaso os maculem, acate-se o legítimo escrúpulo que não se atreveu a sujeitar o texto a alheia revisão minuciosa. Ele foi recebido como uma herança de coração; com inquieto sobressalto, julgou-se sacrílego que ela não fosse assaz respeitada

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Júlio César de William Shakespeare

    Júlio César

    William Shakespeare

    6,00 

    Júlio César de William Shakespeare.
    Lello & Irmão Editores. Porto, 1988, 207 págs. B.

    Júlio César quer o poder numa Cidade que sabe estar minada pela podridão, pela intriga, pela alienação. A Tragédia de Júlio César, título com que a peça nos aparece na sua primeira edição, é a tragédia de quem assume o poder sabendo que não pode ser justo quem governa um mundo injusto, e assim se condena à morte. Por ambição, como dizem os honestos? Não importa. Quem quiser reinar num mundo injusto terá de ser tirano. E por ser tirano será abatido. E sendo abatido dará lugar a nova tirania, mais injusta do que a sua, numa Cidade que o terá abatido menos para se purificar que para esconjurar uma culpa que é incapaz de reconhecer. Mais do que a tragédia de um homem ou a tragédia do poder, A Tragédia de Júlio César é a tragédia da própria Cidade, da própria vida política de todos os seus cidadãos. Júlio César é a tragédia de Roma. E Roma é a Cidade, é a vida em comum dos homens.

    📖 Exemplar por abrir

    Peso: 220

  • Madame Bovary de Flaubert

    Madame Bovary

    Flaubert

    7,50 

    Madame Bovary de Flaubert.
    Lello & Irmão. Porto, s.d., 308 págs. E.

    Se há tragédia em que podemos atribuir a culpa à literatura é a da Madame Bovary. Menina-mulher iludida pelos romances que devorou, luta pelo sonho e pela felicidade, quebrando todas as convenções sociais da sua época.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Arco de Sant'Ana de Garrett

    Arco de Sant’Ana

    Garrett

    5,00 

    Arco de Sant’Ana de Garrett.
    Lello & Irmão. Porto, s.d., 271 págs. B.
    Colecção Lusitânia

    Segundo palavras do próprio Garrett, foi enquanto esteve aquartelado no Convento dos Grilos, durante o cerco do Porto, que começou a escrever O Arco de Sant’Ana.

    A intriga, baseada num trecho da Crónica de D. Pedro I, de Fernão Lopes, decorre no Porto medieval, evocando a vida social e política do burgo, agitada pelos motins do povo. Este era representado pelos mesteirais, conduzidos pelo jovem Vasco e apoiados pelo rei D. Pedro, numa luta contra a oligarquia política, encarnada pelo bispo e seus acólitos, em especial Pêro Cão, cobrador de impostos.

    Garrett recriou no século XIV os conflitos políticos e religiosos da sociedade do seu tempo, nomeadamente a reacção cabralista, apoiada pela Igreja, que visava dissolver o liberalismo e restaurar o poderio eclesiástico.

     

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Corja de Camilo Castelo Branco

    Corja, A

    Camilo Castelo Branco

    5,00 

    A Corja de Camilo Castelo Branco.
    Lello & Irmão Editores. Porto, s.d., 314 págs. E.

    Onde se assiste à ascensão social da família Macário – e se vê que, pela sordidez dos sentimentos e pela ignorância crassa que o distingue, o grupo social em que essa família ingressa é aquilo a que com inteira propriedade se pode chamar A Corja.

    Uma obra cruelmente sarcástica onde Camilo parece comprazer-se em tirar, com o seu talento, vingança da burguesia para quem escreve, atirando-lhe à cara a verdade num vómito de desespero.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Egypto, O

    Egypto, O

    Eça de Queiroz

    7,50 

    Egypto de Eça de Queiroz.
    Livraria Lello & Irmão Editores. Porto, 1945, 352 págs. B.

    Nesta viagem inaugural da abertura do Canal do Suez – Eça de Queiroz com o poderoso sentido de observação que o caracterizou, aguçado pela novidade mítica do Oriente (…) iniciou na sua carreira literária uma imediata revolução que o faz passar da prosa lírica dos primeiros folhetins, (…) para uma visão mais concreta da realidade. Esta viagem inclui além do Egipto e Terra Santa, o Líbano e a Síria (…) matéria com particular incidência para as suas obras futuras, de que destacamos A Relíquia e Correspondência de Fradique Mendes.

    As primeiras XXVII págs. são ocupadas com a introdução de José Maria d’Eça de Queiroz, filho do autor. Inclui retrato de Eça impresso à parte.

    📕 4ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.
    Lombada cansada.

  • Um Ano na Corte de João Andrade Corvo

    Ano na Corte, Um

    João Andrade Corvo

    7,00 

    Um Ano na Corte de João Andrade Corvo.
    Lello & Irmão Editores. Lisboa, 1981, 2 vols. Mole

    “Um Ano na Corte” é um romance histórico escrito por João de Andrade Corvo, publicado originalmente em dois volumes entre 1850 e 1851 na Revista Universal Lisbonense. A obra insere-se numa fase inicial do romance histórico português e é significativa pelo modo como cruza a ficção com episódios e personagens reais do século XVII, nomeadamente o conturbado final do reinado de D. Afonso VI.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Eusébio Macário / A Corja

    Eusébio Macário / A Corja

    Camilo Castelo Branco

    15,00 

    Eusébio Macário / A Corja de Camilo Castelo Branco.
    Lello & Irmão Editores. Porto, 1975, 290 págs. E.

    Uma paródia do romance naturalista que, em certos momentos, ultrapassa os próprios modelos que pretendia parodiar.

    Um Camilo diferente, em que a sublimidade das paixões e a fidelidade abnegada desaparecem para dar lugar à boçalidade e à grosseria de personagens, intencionalmente tornados repugnantes pela bestialidade de que se revestem.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
    👨🏻‍🎨 Ilustrações de Rui Palma Carlos.

  • Memórias e Crítica Literária de Júlio Brandão

    Memórias e Crítica Literária

    Júlio Brandão

    7,00 

    Memórias e Crítica Literária de Júlio Brandão.
    Lello Editores. Porto, 1999, 168 págs. B.

    “A obra de arte precisa de ser vivida profundamente e devagar. Criar beleza, duma maneira genérica, é arrancar de nós mesmos, aos pedaços, a vida interior e misteriosa, que se transfunda em sangue e em génio nas páginas que devem ser duradoiras.”

    JÚLIO BRANDÃO

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Cidade e as Serras, A

    Cidade e as Serras, A

    Eça de Queiroz

    7,50 

    A Cidade e as Serras de Eça de Queiroz.
    Lello & Irmão – Editores. Porto, 1945, 307 págs. E.

    Nesta obra, Eça sugere o tema clássico do elogio da “aurea mediocritas”, quando mostra que nem é o fausto, nem o conforto, nem a ciência que fazem o homem feliz, mas sim uma vida calma, simples e natural.

    A descrição que faz da vida do campo é mais uma forma de idealização à maneira de Júlio Dinis. Revela-se um extraordinário paisagista. As descrições de A Cidade e as Serras concretizam o pensamento de Fradique Mendes: “a arte é um resumo da Natureza feito pela imaginação”.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Selo da Roda, O

    Selo da Roda, O

    Pedro Ivo

    6,00 

    Romance de intenção moralizadora, esta obra denuncia a roda dos expostos, instituição criticada pelo narrador em tom exaltado. A história acompanha Fernanda, filha de um amor proibido entre famílias rivais, que cresce marcada pelo estigma do abandono. Após várias provações, reencontra a felicidade, mas nunca se liberta totalmente do passado. As intervenções do narrador envolvem o leitor e reforçam a mensagem social.

  • Obra Poética de Alfredo Brochado

    Obra Poética

    Alfredo Brochado

    7,50 

    Obra Poética de Alfredo Brochado.
    Lello Editores. Porto, 1998, 171 págs. B.

    “…no âmbito da mesma receptividade hermenêutica poderemos captar a incoactiva especificação saudosista do magma neo-romântico em que o lirismo de Alfredo Brochado reconverte a abundante e fácil herança decadentista e o parco e problemático legado simbolista.”
    JOSÉ CARLOS SEABRA PEREIRA Da “Introdução”

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    JOSÉ CARLOS SEABRA PEREIRA Da “Introdução”

  • Hamlet de William Shakespeare

    Hamlet

    William Shakespeare

    7,00 

    Hamlet de William Shakespeare.
    Livraria Lello & Irmão. Porto, s.d., 316 págs. B.

    A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca (The Tragedie of Hamlet, Prince of Denmarke na primeira edição em inglês), geralmente abreviada apenas como Hamlet, é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça, situada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, Hamlet, o rei, executado por Cláudio, seu irmão, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a rainha. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.

    📝 Assinatura de posse.

  • Obras de José Saramago

    Obras

    José Saramago

    70,00 

    Obras de José Saramago.
    Lello & Irmão Editores. Porto, 1991, 2 vols. E.

    Editada pela Lello & Irmão na década de 90, está obra de José Saramago, que reúne os títulos abaixo apresentados, foi impressa em papel bíblia, ostentando uma bela encadernação de capa dura com letras gravadas a ouro, num formato de 13 por 20 cm.

    Volume 1
    Poesia: Os Poemas Possíveis; Provavelmente Alegria; O Ano de 1993
    Teatro: A Noite; Que Farei com Este Livro?; A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
    Crónicas: Deste Mundo e do Outro; A Bagagem do Viajante; As Opiniões que o DL Teve; Os apontamentos.

    Volume 2:
    Viagens: Viagem a Portugal,
    Contos: Objecto Quase; O Ouvido
    Romances: Manual de Pintura e Caligrafia; Levantado do Chão.

    Volume 3
    Romances: Memorial do Convento; O Ano da Morte de Ricardo Reis; A Jangada de Pedra; História do Cerco de Lisboa.

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  • A Vida de Jesus: As Origens do Cristianismo de Ernesto Renan

    Vida de Jesus: As Origens do Cristianismo, A

    Ernesto Renan

    10,00 

    A Vida de Jesus: As Origens do Cristianismo de Ernesto Renan.
    Lello & Irmão – Editores. Porto, 1969, 418 págs. B.

    Um dos maiores escritores e historiadores franceses do século XIX, Ernest Renan investiu grande parte da sua vida na perseguição de um grande objectivo: a definição das origens do cristianismo. Uma obra que, quando concluída, atingiu os sete volumes. O primeiro deles é, precisamente, este A Vida de Jesus. Debatendo-se com a tradicional dificuldade em se munir de fontes credíveis (tendo em conta que muitas das fontes originais foram destruídas assim que Constantino assumiu as rédeas do Império Romano), Renan tenta ler nas entrelinhas. Procurando em alguns dos evangelhos menos conhecidos, vasculhando nos poeirentos legados do Império Romano, o historiador leva a efeito uma investigação ímpar e extremamente minuciosa, capaz de nos trazer uma luz totalmente inovadora sobra a personagem histórica de Jesus Cristo. É então que entra em campo o escritor: envolvendo-se na narrativa, Renan arrasta consigo; como se, a determinado momento, também nós tivéssemos calcorreado os caminhos da Galileia, pescado nas margens do lago Tiberíades ou assistido em directo ao Sermão da Montanha. Acima de tudo, rejeitando a divinização de Jesus (posto que se trata de uma questão do foro da fé e não propriamente da história), Ernest Renan apresenta-nos um Jesus humano: um homem repleto de ideais que contratavam com muitos dos valores dominantes no seu tempo.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Prosas Bárbaras de Eça de Queirós

    Prosas Bárbaras

    Eça de Queirós

    7,50 

    Prosas Bárbaras de Eça de Queirós.
    Livraria Lello & Irmão Editores. Porto, 1938, 238. E.
    𓂃🖊 Introdução de Jayme Batalha Reis.

    Volume póstumo que reúne textos publicados em folhetim nos jornais Gazeta de Portugal e Revolução de setembro, durante a década de 60, com uma notável “Introdução” da autoria de Jaime Batalha Reis, em que este evoca o começo da sua amizade com Eça de Queirós e as condições em que foram redigidos os textos incluídos no volume, pertencentes à primeira fase de criação estética de Eça, muito influenciada por leituras românticas de Heine, Hoffman, Baudelaire, Nerval, Poe, “e, envolvendo tudo poderosamente, Vítor Hugo”.

    O ecletismo das influências patenteia-se na heterogeneidade dos textos em questão – sublinhada, aliás, pela “Sinfonia de abertura” – predominantemente narrativos (“Entre a neve”), embora com incursões líricas (“Notas marginais”), memorialistas (“Uma carta a Carlos Mayer”) e ensaísticas (ibidem), onde predomina o romantismo satânico e fantástico (“Os mortos”, “Misticismo humorístico”, “O milhafre”, “O Diabo”). O último texto da recolha, “A morte de Jesus”, distingue-se dos outros por datar de 1870 e ser, portanto, posterior à viagem do autor pelo Egito e pela Terra Santa, introduzindo um tema que reaparecerá em “O suave milagre” e no romance A Relíquia.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.