Vicent Van Gogh de Orlando Gouveia Pereira. INAPA. 1990, 233 págs. E. Il.
Esta original obra põe em confronto directo as palavras que Van Gogh escreveu com as imagens que pintou, desenhou e esboçou, numa cuidada selecção que retrata o artísta e o homem.
Delfim Maria de Sousa Maya, conhecido como Delfim Maya (Porto, 21 de dezembro de 1886 – Lisboa, 13 de março de 1978) foi um escultor português.
Autodidata, pertence à primeira geração de artistas modernistas portugueses. Escultor animalista, de observação aguda e estilo vibrante, o movimento é a característica marcante, inconfundível das suas obras. Experimentalista, Delfim Maya foi o primeiro artista português a construir esculturas em ferro e noutros metais.
Relembrar a vida e a imagem de D. Catarina de Bragança é o que se pretende nesta obra, a primeira biografia ilustrada editada sobre a soberana. Ao relatarmos a comovente história da vida de D. Catarina esperamos reavivar valores nobres que se associam ao seu carácter invulgar que muito poderão ser inspiradores para aqueles que encontram na vaidade e arrogância um meio de se evidenciarem no exercício da sua actividade pública ou comunitária. De facto, a simplicidade e a tolerância são hoje muitas vezes associadas a fraquez e vulnerabilidade. Contudo, foram justamente esta virtudes que fizeram de D. Catarina um verdadeira heroína da nossa História. Sobrevivente de uma das cortes mais tumultuosas da Europa do Século XVII, a rainha ultrapassou inúmeras crises graças à sua indulgência e bondade.
L’ Évêque Portuguese Costumes de Martim de Albuquerque. Inapa. 1993, 130 págs. Dura.
Dentro de semelhante ordem de ideias, a publicação de documentos de viajantes estrangeiros relativos a Portugal e aos Portugueses entende-se primordial. Com o livro de L’Évêque, Portuguese Costumes (publicado em Londres no ano de 1814 e dedicado a António de Araújo Azevedo, político, escritor e coleccionador bem conhecido, ministro de D. João VI e futuro Conde da Barca), livro em que o texto se une à alacridade e ao encanto da imagem, a Colecção de História da Cultura Portuguesa inicia, hoje, nova vertente. Mais uma, das muitas, das infinitas susceptíveis.
Edição fac-similada do exemplar da Biblioteca nacional. Ilustrado com 50 reproduções de gravuras dos trajos e costumes portugueses.
Mozart de André Tubeuf.
Inapa. 1991, 207 págs. Dura.
Um livro sobre Mozart? Porquê? Não basta a música dele? Sim: Dois séculos após a morte, a sua música fala à nossa sensibilidade com a mesma imediatidade, a mesma transparência. Para o nosso ouvido, ela é suficiente. Mas Mozart é também um mundo e este é o livro das imagens desse mundo.
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Ter-se-ia Eça de Queiroz comprazido com uma obra destas? Com vida devassada talvez não, mas respondo com segurança, afirmativamente, se estiver em causa a espécie de livro. A fotografia (assim como as incipientes formas de produção de imagens que iriam gerar cinema moderno) interessaram-no sobremaneira, sendo prova de tal atracção os testemunhos familiares. Pelo menos em determinado momento da sua vida. Como se, nos anos de maturidade, quisesse fixar a própria imagem, de familiares seus dos amigos, a fim de compensar a ausência dos primeiros anos. Possuía na sua residência de Neuilly, pelo menos numa delas, um gabinete de revelação de fotografias e, fossem as suas ou as do amigo Frazão, visconde de Alcaide, apressava-se em as remeter à mulher e filhos, aduzindo comentários nas cartas que as acompanhavam. Aliás, pelo menos numa obra ficcional, A Ilustre Casa de Ramires, a fotografia é citada:
«O velho riu, num riso lento e desdentado, mirando com gosto os sórdidos farrapos que lhe trapejavam nas canelas, mais denegridas secas que galhos de inverno: ‘Rotinhas, rotinhas… Mas o senhor Doutor Júlio diz que me ficam bem. O senhor Doutor Júlio, quando lá passo, sempre me tira o retrato na máquina. Ainda na semana passada… Até com uns pedaços de grilhões
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