COMPANHEIROS DE ESTER DE LEMOS Edições Ática. Lisboa, 1962, 763 págs. B.
Romance de Ester de Lemos distinguido com o Prémio Eça de Queirós em 1960, atribuído pelo Secretariado Nacional de Informação. A obra, votada ao esquecimento apesar da sua qualidade literária, apresenta uma estrutura polifónica invulgar na ficção portuguesa da época. Ester de Lemos, filóloga e docente da Universidade de Lisboa, foi também deputada à Assembleia Nacional na IX Legislatura (1965-1969).
────────────────── Características do Exemplar 🖋️ Assinatura de posse de anterior proprietário.
💌 Dedicatória de manuscrita de oferta
Peso: 985g ──────────────────
Poesias Inéditas (1919-1930) de Fernando Pessoa Edições Ática. Lisboa, 1963, 202 págs. B.
«Repousaram mais alguns meses, após a saída do primeiro volume de «Poesias Inéditas» de Fernando Pessoa, os poemas vindos agora a lume. Sentimo-nos como que tocados pelo mistério de desvendar o mais secreto da intimidade de tão grande poeta. Temos ainda a convicção de alguma coisa havermos feito para o melhor conhecimento, pelo menos em extensão, da maior parte possível dos documentos poéticos do autor.» Jorge Nemésio
Desaparecido e outros Poemas de Carlos Queiroz Edições Ática. Lisboa, 1957, 143 págs. E.
Não se pode dizer deste livro o que é vulgar dizer-se, elogiosamente, de um primeiro livro, sobretudo de um jovem: — que é uma bela promessa. O livro de Carlos Queiroz não é uma promessa, porque é uma realização. Cumpriu, sem ter prometido, sem ter tido que prometer.
Assim se deveria fazer sempre, ou quase sempre. Pertence ao mais íntimo da probidade literária e artística o não se apresentar ao público sem ter plena consciência de que na obra apresentada está tudo quanto em nós haja de forte. Não escrevia Milton um soneto sem que o fizesse como se desse soneto dependesse toda a sua fama futura.
E que prazer o de se poder escrever isto sem que a amizade que tenho pelo poeta, que é muita, uma só palavra me dite; sem o que o gosto de incitar quem é jovem, e tenho esse gosto, me faça sublinhar uma só frase; de poder escrever isto sem mais entendimentos que com a justiça, sem mais combinações que com a verdade.” — em Textos de Crítica e de Intervenção, Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1980. – 223.
📕 3ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Vida de Jesus de Plínio Salgado. Editorial Ática. Lisboa, 1945, 735 págs. E.
“(…) Plínio Salgado, que em Vida de Jesus se apresenta ao público português, é um autêntico escritor, com o testemunho de uma vasta obra realizada, de ampla significação, profunda contextura, de luminoso poder artístico. Político, sociólogo, historiador, homem de acção e de espírito, é, porém, no pensador e no artista, que mais flagrantemente a sua natureza se revela. (…)
Poesias de António Patrício. Ática. Lisboa, 1942, 132 págs. E.
“A poesia [de António Patrício] reflecte a procura do absoluto no amor, a angústia sentimental insatisfeita, o impulso vital nietzschiano. Princípios do simbolismo, decadentismo e saudosismo podem ser encontrados nos seus poemas.”
Prosa de Álvaro de Campos. Edições Ática. Lisboa, 2012, 416 págs. B.
Álvaro de Campos, a personagem mais activa, interventiva e penetrante criada por Fernando Pessoa, foi a única que deixou uma prosa (até 2012 amplamente inédita) de uma dimensão idêntica à que se encontra no «Livro do Desassocego» (publicado em 1982). Daí que a publicação da «Prosa de Álvaro de Campos» se possa considerar um acontecimento editorial tão relevante quanto a primeira publicação do «Livro do Desassocego» há exactamente trinta anos. Afinal, a prosa tardia de Campos é contemporânea da prosa tardia do Livro e ambas foram escritas pelo mesmo autor quando este havia já atingido um raro domínio da sua arte. Para mais, foi o próprio Pessoa quem afirmou que o seu semiheterónimo Bernardo Soares se assemelhava em «muitas coisas» ao seu heterónimo Álvaro de Campos. Neste sentido, a presente edição da prosa reunida de Campos vem lembrar, mais uma vez, que Pessoa continua inédito, embora seja esta uma realidade que ainda hoje nos espanta, quer por não a imaginarmos possível, quer por a desconhecermos por completo.
Poesia I de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Edições Ática. Lisboa, 1975, 84 págs. B.
«Assim surgia uma língua, nova e límpida. Era o ano de 1944, Sophia publicava o primeiro livro, com o mais justo dos títulos: Poesia. Todos os livros seguintes poderiam receber o mesmo baptismo, o mesmo nome preciso: essa condição de poesia, que é feitura do poema, trabalho oficinal, mas também resgate entre ruínas e morte, renascimento da exaltação. Ou seja: agon, combate pela forma, combate contra as ruínas do mundo, surpresa final das mãos nunca vazias. Pois esta poesia nasce num lugar esgotado, deserto; e é apesar das ruínas que de tudo se ergue o poema. Forte, elemental, sim; mas jorrando do terror, de ruínas que não falam, de uma língua herdada já exangue.» (Pedro Eiras)
📕 3ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Estilos de Época na Literatura de Domício Proença Filho. Ática. São Paulo, 1981, 335 págs. B.
“É um livro sério e original (…). E quando dizemos sério, estamos encarecendo nele o que julgamos essencial numa obra didática: a inteira honestidade de propósitos e de execução, a preocupação de atingir a meta sem hesitações ou desvios, a fundamentação ampla e segura.”
Espírito da Obra de Nuno Sampaio. Edições Ática. Lisboa, 1961, 188 págs.B.
Nos ensaios que figuram neste pequeno volume, colectânea de trabalhos publicados em di- versas revistas de cultura, a maioria profunda- mente remodelados, um ou outro levemente retocado, abordam-se autores tão notáveis e tão difíceis como Tolstoi, Proust, Joyce, Kafka, Constant, Claudel, e quatro dos nossos mais ilus- tres poetas contemporâneos. Cada um deles merecia e exigia um tratado; não podem, por- tanto, sair engrandecidos das escassas páginas que thes foram consagradas. Nestas breves tentativas de interpretação, que são também páginas de homenagem, procurou-se apenas jnão se trair o espírito de obras suficientemente valiosas para reclamarem do crítio uma atitude de lealdades.
Indice
O Tempo na «Guerra e Paz de Tolstoi
Fontes étnicas de Proust
Ulisses, de James Joyce temas e perspectivas
O inconsciente e o absurdo na obra de Kafka
Reflexões sobre a obra de Benjamim Constant
A obra poética de Paul Claudel
A frustração na obra poética de Mário de Sá-Carneiro
O tema da complexidade nas «Poesias» de Álvaro de Campos
A evolução da poesia de Sofia de Mello-Breyner Andresen
A poesia de Eugénio de Andrade
Poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen. Edições Ática. Lisboa, 1959, 87 págs. E.
«Assim surgia uma língua, nova e límpida. Era o ano de 1944, Sophia publicava o primeiro livro, com o mais justo dos títulos: Poesia. Todos os livros seguintes poderiam receber o mesmo baptismo, o mesmo nome preciso: essa condição de poesia, que é feitura do poema, trabalho oficinal, mas também resgate entre ruínas e morte, renascimento da exaltação. Ou seja: agon, combate pela forma, combate contra as ruínas do mundo, surpresa final das mãos nunca vazias. Pois esta poesia nasce num lugar esgotado, deserto; e é apesar das ruínas que de tudo se ergue o poema. Forte, elemental, sim; mas jorrando do terror, de ruínas que não falam, de uma língua herdada já exangue.» (Pedro Eiras)
📕 2ª Edição.
✍🏻 Exemplar rubricado pela autora.
❗Encadernado. Não conserva a capa de brochra
Dia do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen Edições Ática. Lisboa, 1961, 95 págs. E.
Este é o segundo livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado em 1947. Aqui, como de resto em muita da sua obra, a poeta busca a perfeição, a pureza e a harmonia, utilizando alguns lugares recorrentes como o mar, a praia, a casa e o jardim. Visitando a infância, onde aprendeu a ouvir as vozes das coisas, o mar é aqui uma fonte de purificação e um lugar onde tudo adquire sentido. Como escreveu Gastão Cruz, sobre esta obra: «Uma tensão dialéctica percorre “Dia do Mar”: o poeta divide-se entre a sensação de viver intensamente o milagre do mundo […] e a consciência da impossibilidade duma vivência plena dessa maravilha, realmente apenas reservada aos deuses.»
📕 2ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Em Vez de Asas Tenho Braços de Maria do Carmo Abecassis. Editorial Ática. Lisboa, 1973, 226 págs. B.
Maria do Carmo Abecassis é uma poetisa moçambicana, nascida em Lourenço Marques (atual Maputo), Moçambique. É autora da coletânea de poemas “Em vez de asas tenho braços”, publicada em 1973. A sua escrita, em língua portuguesa, destaca-se pela sensibilidade e força imagética.
Diário de Sebastião da Gama.
Edições Ática. Lisboa, 1967, 344 págs. B.
Este Diário, que Sebastião da Gama deixou manuscrito, é o registo quotidiano das suas experiências de estagiário do Ensino Técnico, e seria, não se sabe até que altura, o programa da sua carreira de professor, se a Morte lhe não houvesse tão prematuramente posto termo.
Reunindo escritos publicados entre 1907 e 1935, este volume reúne uma seleção de ensaios, artigos e intervenções em jornais e revistas onde Pessoa reflete sobre a literatura, a crítica estética e o papel social do escritor. Com clareza e rigor, aborda temas como a nova poesia portuguesa, a crítica literária, o modernismo e a função do poeta na sociedade. Textos de Crítica e de Intervenção não é apenas um espelho do pensamento pessoano sobre arte e cultura, mas também um documento que revela o empenho de Fernando Pessoa na renovação estética e intelectual de Portugal
Babel em Redondilhas de Luís de Camões [et al.] Edições Ática. Lisboa, 2010, 75 págs. Mole.
No limiar do seu trabalho editorial, Babel entendeu editar estas três obras, não obstante todas as diferenças que separam o seu próprio conceito daquela outra Babel que os nossos clássicos abordaram a partir de uma diferente gama de preocupações. Com efeito, a salvação do homem, hoje, está na construção da mais alta torre a partir da diversidade inumerável das línguas e obras de Babel
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