Roosevelt, Churchill e Salazar: A Luta Pelos Açores (1941-1945) de José Freire Antunes. Ediclube. Alfragide, 1995, 163 págs. B. Il.
Entre 1940 e 1943, os generais de Roosevelt, Hitler e Churchill elaboraram dezenas de planos para a ocupação dos Açores que, em 1941, era aparentemente inevitável. A importância estratégica do arquipélago quase levou à ruptura de pactos e tratados e chegou a provocar a concentração de tropas para proceder à sua ocupação em 48 horas. Entretanto, Salazar (a quem Churchill considerava “intolerável”) manobrava nas três frentes, de modo a salvaguardar a soberania do império português. Como conseguiu esquivar-se aos desígnios das grandes potências beligerantes? Por que não foram afinal invadidos e ocupados os Açores? Como se desenvolveu toda a complexa intriga que envolveu a neutralidade de Portugal na II Guerra Mundial? O relato detalhado, documentos inéditos e as mais inesperadas revelações deste episódio são apresentados neste novo e empolgante livro de José Freire Antunes, resultado das exaustivas investigações a que procedeu junto dos arquivos norte-americanos e em que a verdade histórica nos surpreende a cada momento.
Um Século de Fado de Ruben de Carvalho. Ediclube. Lisboa, 1999, 239 págs. E. Il.
“Para o leitor interessado genericamente na cultura portuguesa deste século, em particular, este trabalho revelar-lhe-á todo um processo complexo e multifacetado de evolução de um género poético-musical e de uma prática sociocultural cuja importância e cujo relevo deveriam hoje ser evidentes. Para o amador do fado, serão sobretudo inovadoras a panorâmica das raízes mais remotas do género e uma proposta por vezes polémica, mas sempre lúcida do seu enquadramento histórico nas sucessivas etapas da nossa história contemporânea…” Rui Vieira Nery
Histórias do Fado de Maria Guinot [et al.]
Ediclube. Lisboa, 1999, 375 págs. E. Il.
“Histórias do fado é exactamente o que o seu título descreve: histórias, algumas das muitas de que a História do Fado é feita. São histórias que tem a ver com as imagens, com versos, com desenhos, com fotografias, com poemas, com vida. […] do ponto de vista documental e iconográfico aqui fica a indicação de três elementos fundamentais: os cartazes do Fado, as pautas e letras impressas e, principalmente, a imprensa fadista e as suas décadas de publicação e activa intervenção”
Guitarra Portuguesa de Pedro Caldeira Cabral.
Ediclube. Lisboa, 1999, 400 págs. E. Il.
Primeira obra monográfica sobre as origens, evolução histórica, estudo organológico, afinações, técnica, notação e reportório da guitarra portuguesa, apresentada em luxuosa e esmerada edição, impressa sobre papel couché e, profusamente documentada a cores com centenas de belíssimas e nítidas fotografias, muitas das quais de plena página, reproduzindo variantes de guitarras, bem como, instrumentos seus antecessores e da mesma família. Em apêndice são impressas dezenas de partituras. O trabalho de Pedro Caldeira Cabral constitui uma notável fonte de informação sobre a evolução história da guitarra portuguesa, sem precedentes, que vem sublinhar toda a riqueza do desenvolvimento deste instrumento de sonoridade e reportório original, traçando igualmente o percurso de uma escola de guitarristas e fabricantes da guitarra que são realidades únicas na Europa
Fado Falado de Baptista-Bastos. Ediclube. Lisboa, 1999, 383 págs. E. Il.
O livro apresenta mais de duas dezenas de entrevistas com figuras proeminentes do mundo do fado, proporcionando uma visão única sobre este género musical tradicional português. Com histórias e fotografias cativantes, esta obra celebra cultura do fado.
Fado de Coimbra de José Niza.
Ediclube. Lisboa, 1999, 2 vols. E. Il.
Obra de divulgação cultural tratando da história dos cento e cinquenta anos do fado de Coimbra. Apresenta um minucioso rol de registos biográficos de poetas, compositores, executantes musicais e intérpretes da canção de Coimbra, acompanhados de importantes apontamentos sobre repúblicas, organismos académicos, grupos de fados, tertúlias e serenatas, efemérides, opiniões de entendidos sobre a guitarra portuguesa, entre outros.
Os Lusíadas de Luís de Camões. Ediclube. Lisboa, 1990, 2 vols. E.
A ação central da obra é a viagem de Vasco da Gama para a Índia. Dela se serve o poeta para nos oferecer a visão épica de toda a História de Portugal até à sua época, ora sendo ele o narrador, ora transferindo essa tarefa para figuras da viagem. Para outras figuras – as míticas – transfere os discursos que projetam a ação no futuro em forma profética.
Teresa Raquin de Emile Zola. Ediclube. Lisboa, 1991, 300 págs. E.
Num apartamento sombrio na viela do Pont-Neuf, em Paris, Thérèse Raquin está presa a Camille, seu primo, num casamento sem amor. A monotonia conjugal é interrompida quando inicia um caso amoroso com Laurent, amigo do seu marido. Mas a paixão leva-os a cometer um crime que os perseguirá para sempre. Thérèse Raquin causou escândalo quando foi publicado, em 1867, e trouxe ao seu autor, com apenas vinte e sete anos, uma notoriedade que o acompanhou toda a vida. O romance de Zola é não só um retrato de adultério, loucura e vingança, mas também uma exploração dos aspetos mais sombrios da existência humana.
Novelas Exemplares de Miguel de Cervantes. Ediclube. Lisboa, 1991, 283 págs. E.
As Novelas Exemplares foram escritas por Miguel de Cervantes na sequência do sucesso obtido com a publicação da primeira parte do seu romance D. Quixote de la Mancha. São doze novelas curtas que seguem o modelo italiano e que também cativaram Aquilino na sequência da tradução que também já tinha feito do D. Quixote
Gente Singular de Manuel Teixeira Gomes. Ediclube. Amadora, 2007, 188 págs. E.
«Os dias corriam-me tão serenos, tão iguais, naquele ermo dos Pegos Verdes, que pouco a pouco o espírito se me tranquilizava e como um líquido repousado que deposita, por fim, no fundo do vaso, todas as impurezas que o embaciavam, passadas algumas semanas fazia-se-me no cérebro a limpidez necessária. […]
Em uma dessas temporadas de purificação, já quando pensava em a dar por finda para voltar às obrigações da vida social, uma tarde que o calor me levara ao preferido retiro da alfarrobeira, veio-me o tio Elisiário dizer que chegara ao convento uma senhora em minha busca.
— É uma verdadeira madama!…»
Fausto de Goethe.
Ediclube. Lisboa, 1991, 317 págs. E.
«A partir de Marlowe dá-se realmente a transformação das histórias de cordel do Doutor Fausto na história trágica do homem, ainda explicitamente historizado, do Renascimento, frente às limitações que quer e vai superar. O preço da “vontade de poder” desse primeiro Fausto literário é ainda o Inferno; mas a importância de Marlowe vem-lhe do facto de ele ter realizado uma obra de rotura. Com Goethe, dois séculos mais tarde, é a grande obra de síntese que surge: a história tradicional sofre uma inflexão e uma elaboração que a faz ascender ao lugar de “tragédia” do género humano (e com isso lhe retira desde logo a possibilidade de ser uma tragédia de carácter, como mandam as leis do género na sua forma moderna). Em Goethe, Fausto assume um recorte universal, alargam-se imenso as suas potencialidades significativas e ele passa a ter, na consciência colectiva ocidental (metonímica, e talvez abusivamente, tomada por universal), a dimensão simbólica própria dos mitos.»
Contos de Hoffmann. Ediclube. Lisboa, 1991, 321 págs. E.
Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann (1776–1822), conhecido como E. T. A. Hoffmann, foi um escritor, compositor e artista alemão, destacado no movimento romântico. Nascido em Königsberg, dedicou-se ao Direito, mas a sua paixão pelas artes levou-o a explorar a literatura, a música e as artes visuais. A sua obra literária, marcada por elementos fantásticos e góticos, influenciou autores como Edgar Allan Poe e inspirou compositores como Jacques Offenbach e Piotr Ilitch Tchaikovsky.
Contos de Anton Tchekov. Ediclube. Lisboa, 1991, 307 págs. E.
Anton Tchékov (1860-1904), nascido em Taganrog, Rússia, estudou Medicina em Moscovo e começou a escrever para sustentar a família. Publicou sua primeira narrativa em 1880 e estreou no teatro no final da década de 1880. Morou em Mélikhovo e visitou Tolstoi, que o influenciou. Por doença, mudou-se para Ialta, onde escreveu suas peças mais famosas: “A Gaivota”, “As Três Irmãs” e “O Cerejal”. Morreu em Badenweiler, sendo hoje um dos maiores escritores russos.
Livro da Selva de Rudyard Kipling. Ediclube. Lisboa, 1991, 284 págs. E.
Abandonada pelos pais no interior da selva indiana, uma criança morena e nua, ainda a dar os primeiros passos, é encontrada por uma alcateia – e logo esta se torna a sua alcateia. Mowgli, assim lhe chama a Mãe Loba, tornar-se-ia um dos seus lobitos e em breve aprenderia a conhecer todos os sussurros da erva, todo o sopro tépido da noite, todo o pio de mocho ou som de peixe no charco. O sábio urso Baloo e a pantera negra Bagheera, a poderosa jiboia Kaa e o ameaçador tigre Shere Khan são alguns dos fascinantes habitantes do mundo de perigos e deslumbramento, de excitação e de medos, de coragem e de amizade onde Mowgli irá crescer. Publicadas originalmente em revistas, estas inesquecíveis aventuras foram compiladas pela primeira vez em livro em 1894, numa edição que contou com ilustrações originais concebidas pelo pai do autor e que recuperamos nesta nova edição. Diversas vezes adaptado ao cinema O Livro da Selva é uma obra-prima da literatura juvenil, adotado pelo Escutismo como livro de referência e acarinhado por crianças e adultos de todo o mundo.
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