Busca da Lisboa Árabe de Adalberto Alves. CTT Correios de Portugal. Lisboa, 2007, 214 págs. E.
A presença árabe do estuário do Tejo prolongou-se desde a conquista do Alandalus, cerca de 714, até 1147. Mas mesmo após a tomada de Lisboa por D. Afonso Henriques, uma considerável comunidade muçulmana permaneceu na cidade, até à sua expulsão, no ano de 1496. (…) Vestígios de índole diversa — a começar pelo seu próprio nome e pelos inúmeros topónimos de bairros mouros — atestam, ainda hoje, o tempo (longo) e o modo (profundo) de um convívio, nem sempre fácil, de enormes repercussões na história do País e designadamente na sua capital (…)”.— retirado da Introdução.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 🔢 Edição Numerada: 4405/7000.
Passaram cem anos sobre a morte de Eça de Queirós. Se ao comum dos mortais o tempo lhes apaga a memória, com este nosso ilustre antepassado sucede justamente o contrário: são hoje incontáveis os estudos da mais diversa índole sobre o escritor; as edições (e traduções)
das suas obras sucedem-se; a leitura dos seus romances continua a fazer as delícias de todas as gerações; é considerado pelos especialistas um dos maiores escritores portugueses de sempre. Para muitos, ele é mesmo primus inter pares.
Com os selos postais comemorativos do centenário da morte do grande escritor.
Por Esse Mar For de Francisco Cruz Neves. Correios e Telecomunicações de Portugal. Lisboa, 1998, 53 págs. E. Il.
«Por esse mar fora» é o início, num período de comemorações oficiais, de uma colecção com a qual os Correios pretendem contribuir para o enriquecimento de perspectivas sobre os Descobrimentos Portugueses. Ao selo, que na sua fragilidade encerra já um mundo de significações e leituras, junta-se a palavra e a ilustração como formas complementares e mutuamente enriquecedoras da abordagem de temas essenciais da nossa história de Quinhentos. Ao dobrar o Cabo da Boa Esperança, confirmando, pela prática da navegação, que os oceanos Atlântico e Índico comunicavam entre si, contrariando o que outros pensavam, Bartolomeu Dias contribuiu de forma notável para o progresso da Humanidade. Assinalando esse feito grandioso e arrojado, idêntica caravela refez, 500 anos passados, o acidentado É o relato jornalístico dessa aventura reposta nos nossos dias que constitui o essencial deste livro, escrito por quem nela participou como «tripulante». Desta forma, mais uma vez, os Correios, como instituição com nobres tradições no domínio da cultura, levam a muitos milhares de leitores e coleccionadores nacionais e estrangeiros os nossos valores, a nossa mundividência, a nossa História.
Um Passeio por Lisboa de António Alçada Baptista. Correios e Telecomunicações de Portugal. Lisboa, 1989, 46 págs. E. Il
Transportar e difundir a comunicação é de há muito missão dos Correios Portugueses, que, sensíveis ao ritmo e solicitações do quotidiano, vêm, como empresa, desenvolvendo um constante projecto de evolução tecnológica para que sentimentos, palavras e imagens cheguem rapidamente ao seu destino. O selo, resistindo à mutação constante do tempo, prossegue, estóico, o desempenho do seu duplo papel de correio da nossa palavra e mensageiro de símbolos e recordações que acabam por fazer voar a imaginação para junto das raízes da nossa identidade como indivíduos e como povo. Um Passeio por Lisboa é, afinal, mais uma forma de comunicar pela palavra e pela imagem com esta cidade, com o seu povo, nalgumas das suas facetas mais características e genuínas. Seguindo os passos de António Alçada Baptista, saboreamos as suas palavras e recordações que alguns dos nossos selos fizeram reviver. Obra gostosamente assumida, Um Passeio por Lisboa testemunha o empenhamento dos Correios e Telecomunicações de Portugal na diversificação de formas de comunicação e, sobretudo, na divulgação de manifestações tão ricas e diversas no contexto do nosso património cultural.
Vitorino Nemésio de António Valdemar. Correios Portugal. Lisboa, 2002, 152 págs. E. Il.
“Ficcionista, ensaísta, crítico, professor, comunicador, jornalista, académico, filósofo da cultura, cronista, biógrafo, mas, sobretudo, sempre e em tudo poeta (…) Ao assinalar o centenário do nascimento do Poeta com a emissão de um selo comemorativo e, agora, também com a edição de um livro sobre a sua vida e obra, desejam os CTT (…) contribuir para um melhor conhecimento ou, porventura, a descoberta de um dos maiores vultos da nossa cultura do século XX, e de sempre”.— retirado da Introdução.
Cuidada edição, com texto António Valdemar e design de Atelier B2 numa tiragem limitada, numerada e com os respectivos selos, versando a temática.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. Exemplar número 07577
“O cinquentenário do desaparecimento físico de Fernando Pessoa e o centenário do nascimento de Amadeo de Souza-Cardoso respetivamente em 1985 e 1986 com a emissão dos selos comemorativos são nesta obra o ponto de partida para uma viagem imaginária em que a dialogante modernidade da obra destes dois génios nos leva surpreendentemente à descoberta e ao aprofundamento da nossa realidade.
Edição cuidada, impressa em bom papel, ilustrada no texto com fotografias de Jorge de Barros, reproduzindo iconografia relacionada com Fernando Pessoa e pinturas de Amadeo de Sousa-Cardozo. Exemplar numerado e autenticado pelo editor, preservando os 36 selos comemorativos do cinquentenário do desaparecimento de Fernando Pessoa e o centenário do nascimento de Amadeo de Souza-Cardoso.
Ao longo de três anos, através da emissão “Fainça Portuguesa”, os Correios deram a conhecer a quantos utilizam os seus serviços, em especial aos milhares de colecionadores nacionais e estrangeiros, algumas das peças portuguesas mais representativas da arte ceramista. O livro que agora se edita, ao reunir todos os selos desta emissão, onde estão representadas as criações significativas da faiança portuguesa desde o séc. XVII até ao séc. XX, vem dar outra amplitude à dovulgação já então feita pelos quatro cantos do munda da concepção lusíada desta arte ornamental.
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