Contos de José Rodrigues Miguéis de Margarida Barahona
Editorial Comunicação. Lisboa, 1981, 192 págs. B. Colecção: Textos Literários | 24
José Rodrigues Miguéis (1901-1980) foi um escritor português multifacetado, ligado à Seara Nova e ativo como romancista, contista e cronista. Formado em Direito e Ciências Pedagógicas, destacou-se pelo pensamento crítico e intervenção cívica. Em conflito com o Estado Novo, exilou-se nos EUA, onde continuou a escrever. A sua obra, de forte dimensão social e psicológica, é marcante na literatura portuguesa do século XX.
Poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen de Silvina Rodrigues Lopes. Editorial Comunicação. Lisboa, 1990, 111 págs. B.
«Poesia, mistério repassado de claridade» (Eduardo Lourença), «um dos testemunhos mais belos da consciência exigente de um artista que assume corajosamente a sua missão de poeta» (Maria de Lourdes Belchior).
Sophia é uma voz incontornável da nossa contemporaneidade.
Os Pobres de Raúl Brandão. Editorial Comunicação. Lisboa, 1984, 285 págs. B.
O romance “Os Pobres” é um dos títulos principais na obra de Raul Brandão e um dos mais marcantes da Literatura Portuguesa.
Conjugando a influência de Dostoievski com o Modernismo, nesta obra, com uma escrita poética e filosófica, e na qual Raul Brandão rompe com a tradição, o Autor dá-nos mais um retrato da condição humana, tema de todas as grandes obras literárias.
A revolta nasceu românticae exaltadamente utópica, muitas vezes fulanizada, mas sempre segura e firme:
“Fomos todos assim, naquela encantada e quase fantástica Coimbra de há uns anos. Um sopro romántico, cálido, mas balsamico, fazia rebentar tumultuariamente as nossas primaveras em borbotões» (Antero de Quental). Com esta exaltação e violência, neste «tumulto mental», os representantes da moderna geração ansiavam por intervir na vida nacional.
Este é o texto mais coeso de Fernando Pessoa, aquele em que poética e circunstância histórica, passada ou resolvida até nós, se harmonizam numa mensagem específica, simultaneamente ambigua e definida, que Silvina Rodrigues Lopes aqui explora estudando-lhe a arquitectura e os símbolos, o diálogo com Os Lusiadas e o visionarismo profético do «Quinto Império».
Auto da Índia de Gil Vicente por Manuel Simões. Editorial Comunicação. Lisboa, 1991, 74 págs. B.
Uma das obras mais importantes do nosso mais importante dramaturgo de que se salienta o carácter inovador e que é minuciosamente comentada através de um valioso conjunto de notas aliando a função de esclarecimento linguístico e textual à de análise literária.
Apresentamos neste volume os poemas mais importantes de Álvaro de Campos, que a introdução situa de um ponto de vista histórico, poético e heteronimico, de modo a determinar as linhas de força mais específicas desta construção lirica – que podemos ver ainda prolongadas em alguns textos de prosa da mesma personalidade aqui também incluidos.
Quem Tem Farelos? de Gil Vicente de Vanda Anastácio. Editorial Comunicação. Lisboa, 1985, 90 págs. B.
A farsa Quem Tem Farelos? merece nesta edição um cuidado exame crítico que parte do necessário apolo documental, beneficiando de um estudo descritivo em que os tipos, a estrutura e certas relações intertextuais são analisados de forma atenta e empenhada.
Imagens da Obra do Padre Manuel Bernardes de Lucília Gonçalves Pires. Editorial Comunicação. Lisboa, 1978, 145 págs. B.
Uma antologia diferente do Padre Manuel Bernardes: novos textos em foco, cuidadosamente anotados e comentados, mostram que a obra de Bernardes tem como ponto fulcral a angústia pro- vocada pela incerteza da salvação»; temática, crítica social e ligação ao barroco são os aspectos estudados na apresentação críticas.
Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett de Alberto Carvalho. Editorial Comunicação. Lisboa, 1979, 225 págs. B.
Obra fundamental na prosa portuguesa, as Viagens são criteriosamente apresentadas, nesta antologia, em função do enquadramento na estética romântica, dando-se a maior atenção à sua articulação narrativa, ao seu diálogo com o tempo e a especificidades de escrita de sentido determinado. Bibliografia e cronologia estabelecidas com rigor completam o ensaio que constitui a apresentação crítica.
Carlos de Oliveira, um dos mais importantes escritores do nosso século xx, vê aqui a sua poesia tratada com um rigor de análise e uma preocupação de situação histórica que não excluem a sua consideração fascinada. Desenvolvidas linhas de leitura ajudam o leitor a percepcionar os mecanismos de composição de um trabalho poético representativo da melhor das nossas modernidades.
Lírica do Luís de Camões de Maria Vitalina Leal de Matos. Editorial Comunicação. Lisboa, 1979, 200 págs. B.
Não se trata de mais uma antologia da lírica camoniana; trata-se de uma selecção que, não esquecendo os textos mais belos e famosos da produção lírica de Camões, integra ainda outros poe- mas menos conhecidos que darão uma visão mais correcta e aprofundada da obra do autor. Uma cuidada introdução estuda a dialéctica temática da lírica, centrada nos núcleos de significação do amor e do destino, situando-se com justeza no ambiente poético do Renascimento.
A obra-prima do teatro português merece aqui um estudo atento que relaciona o texto com as concepções dramáticas de Almeida Garrett e, muito particularmente, com as que se revelam na «Memória ao Conservatório Real». A sua interpretação especificamente literária é-nos dada numa leitura analítica que clarifica perante o leitor a organização discursiva da peça.
Auto da Feira de Gil Vicente de Artur Ribeiro Gonçalves.
Editorial Comunicação. Lisboa, 1984, 89 págs. B.
Reflectir sobre a significação do Auto da Feira no âmbito da crise da Igreja Romana do século XVI e entender a sua composição literária em função de uma convergência dos géneros dramáticos da época, eis o que nos é proposto nesta edição de Gil Vicente através da leitura de um dos seus autos fundamentais.
Poesia da Presença de Maria Teresa Arsénio Nunes. Editorial Comunicação. Lisboa, 1982, 168 págs. B.
Muito discutida, «entalada entre o brilho ruidoso do movimento do Orpheu e a violência de combate do neo-realismo, a geração da Presença deve ser considerada, acima de todas as polémicas, como elaboradora pertinaz de alguns dos caminhos que insensivelmente vão dando forma à literatura actual. Este volume ocupa-se da prática poética dos autores que lhe estão mais intimamente ligados.
Guerras de Alecrim e Mangerona de António José da Silva de Maria de Lourdes A. Ferraz. Editorial Comunicação. Lisboa, 1980, 173 págs. B.
No panorama pobre do teatro português, dominado por dois ou três grandes nomes, avulta a figura de António José da Silva, cujas Guerras do Alecrim e Mangerona agora se apresentam em cuidada e acessível edição. A introdução crítica encara com particular atenção a sua actividade de autor dramático num contexto sociocultural que de modo nenhum lhe é indiferente, estudando a dimensão crítica da peça como veio de aproveitamento literário que lhe comunica um sentido determinado.
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