Os Melhores Contos de Kafka
Editora Arcádia. Lisboa, 1966, 207 págs. B. 𓂃🖊 Prefácio: Armando Ventura Ferreira
Antologia dos contos essenciais de Kafka: A Metamorfose; A Sentença; O Médico de Aldeia; Chacais e Árabes; O novo advogado; Diante da Lei; A Mensagem Imperial; Símbolos; O vizinho; Fábula Curta; O Abutre; O Piloto; O Caçador Gracus; Primeiro Desgosto; Na Colónia Penal; Comunicação a uma Academia.
Semiótica do Romance de Julia Kristeva
Arcádia Editora. Lisboa, 1977, 99 págs. B.
Ensaio de Julia Kristeva (n. 1941), filósofa e crítica literária búlgaro-francesa, uma das grandes teóricas do pós-estruturalismo. A Semiótica do Romance analisa o texto romanesco à luz da semiótica, da psicanálise e da intertextualidade — conceito que a própria Kristeva cunhou. Uma obra de referência para os estudos literários e a teoria da literatura.
Florbela: a Vida e a Obra de Agustina Bessa-Luís.
Editora Arcádia. Lisboa, 1979, 261 págs. Mole.
Importante biografia sobre um dos mais queridos nomes da poesia portuguesa. Volume integrado na colecção «A Obra e o Homem», documentado com fotografias e uma antologia Segunda edição, conforme a primeira publicada em 1979.
Imaginação Simbólica de Gilbert Durand Arcádia. Lisboa, 1979, 137 págs. B. Colecção: Paralelo | 2
A Imaginação Simbólica, de 1964, é uma apologia do símbolo, figura poética e onírica que nos conduz infinitamente além do sensível, por oposição à clara demarcação de sentido dos restantes signos.
Trata-se de recuperar uma forma perdida de nos relacionarmos com as imagens e as palavras, uma que nos liberta da experiência do mundo empobrecida pelo positivismo e do pensamento domesticado pela lógica e o criticismo, cingido ao conceito e ao preceito, de laços cortados com o indizível.
Como mediação entre a sensibilidade e a transcendência, a tarefa da arte é superar a desvalorização operada pela profusão massificada de signos, o ornamentismo e o entretenimento.
Histórias para Crianças de João Costa [Sel.]
Arcádia Editora. Lisboa, 1970, 271 págs. E. Il. 👨🏻🎨 Ilustrações de Martin Avillez 🔢 Edição Numerada: 323/800
Este volume especial de «Histórias para Crianças» faz parte de uma tiragem de 900 exemplares numerados e contém originais de Almeida Garrett, Charles Cros, Charles Perrault, Alphonse Allais, Emile Zola, Jakob e Wilhelm Grimm, Tristan Bernard, Pauline Séraphin, Jean De La Fontaine, Bocage, Condessa de Ségur, Trindade Coelho, Leão Tolstoi, Hans Christian Andersen, Anatole France, Charles Dickens, Alphonse Daudet, Mark Twain e Lewis Carrol. A selecção e apresentação dos contos é de João Costa.
A Revolução Francesa de A. Mandred
Editora Arcádia. Lisboa, 1963, 379 págs. B. Biblioteca Arcádia de Bolso | 34
A Revolução Francesa foi um período de intensa agitação política e social iniciado em 1789, marcado pela crise económica, desigualdades sociais e contestação ao poder absolutista. Derrubou o Antigo Regime e levou à abolição da monarquia, à implantação da República e a várias fases de instabilidade, incluindo o Terror. O processo terminou com a ascensão de Napoleão Bonaparte, deixando um impacto duradouro na Europa
Portugal e o Futuro de António de Spínola
Editora Arcádia. Lisboa, 184, 243 págs. B.
Escrito por um dos mais prestigiados generais das Forças Armadas, combatente em Angola e comandante-chefe na Guiné, o livro teve o papel de uma bomba de profundidade contra a política africana do regime. Nele o autor defende a tese de que as guerras coloniais, que duravam desde 1961, não tinham solução militar. E que era necessário que a Nação debatesse o problema.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Antes Que o Galo Cante de Cesare Pavese Editora Arcádia. Lisboa, 1959, 287 págs. E.
«ANTES QUE O GALO CANTE» parece-me um êxito perfeito, constituindo um exemplo de narração concreta e livre, o que me leva a pensar que se conseguiu um equilíbrio perfeito entre natureza e estilo, entre vontade e liberdade. O livro justifica todo o trabalho feito por Pavese na sua carreira. As modas passam, encantam por pouco tempo, e se Pavese fosse um escritor dedicado a exercícios de modas, o seu lugar seria muito modesto; porém, encontramo-nos perante um texto muito significativo, que explica as obras anteriores e propõe imagens novas». Carlo Bo
O Homem Contemporâneo: Progresso, Cultura, Política e Evolução de Romeu de Melo. Arcádia Editora. Lisboa, 1983, 159 págs. B.
Esta edição do Homem Contemporâneo resulta numa alteração muito importante do texto inicial. Além de ver-se reduzida, por um lado, em estudos sobre determinados autores (cuja contribuição para análise e interpretação do homem contemporâneo, se bem que fundamental, veio adquirindo, ao longo dos últimos anos, um carácter nitidamente documental e histórico) por outro lado, contém uma nota prefacial que faz a atualização do pensamento de Romeu de Melo, revelando implicações diferentes das da 1.ª edição.
Porteiro da Noite de Stephen Schneck. Editora Arcádia. Lisboa, s.d., 312 págs. Dura.
Neste seu livro, onde vigorosas metáforas se misturam a máximas já gastas, a chocarrice à ironia, Schneck afasta, como uma gargalhada, as pretensões dos convencionalismos, oferecendo-nos uma ultrajante paródia dia «vida em liberdade ociosa» que se toma a sério a si própria.
Podem Charmar-me Euridice de Orlando da Costa. Editora Arcádia. Lisboa, s.d., 232 págs. Dura.
PODEM CHAMAR-ME EURIDICE é uma história de amor, que se desenrola num melo universitário de Lisboa, anos atrás (O. da C. tem 35 anos e formou-se aos 24), num tempo de juventude, que tem subjacente como que a vocação imperiosa para o cumprimento de ideais de solidariedade humana e de lutas generosas. No entanto, o que neste livro nos absorve e nos transporta, é o drama de Cândida, essa moderna Eurídice subjugada à sua grande e trágica paixão amorosa, que nos é revelada pelo autor num pungente reverso do mito de Orfeu.
📕 1ª Edição.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Diário do Sr. Ypsilante de André Kedros Arcádia Editora. Lisboa, 1963, 395 págs. E.
«[…] é, mais do que um romance, uma crónica internacional desde os anos vinte até ao decénio passado – crónica que incide principalmente sobre a vida e as obras dos grandes homens de negócios europeus e americanos. […] O seu principal mérito consiste em pôr a nu os métodos e os verdadeiros motivos da alta finança e da política dos países que descreve […], vai desmascarando um mundo bem real, poderoso, que os eufemismos, a lisonja ou o silêncio normalmente escondem do homem comum.»
Longa Viagem de Jorge Semprun. Editora Arcádia. Lisboa, s.d., 315 págs. Dura.
A Longa Viagem, é um romance tipicamente dos nossos dias. Nele Semprun, escritor espanhol de língua francesa, faz viver o leitor a aventura de um combatente do maquis, preso pelos alemães durante a guerra de 39, quando a França, na mão dos Nazis, se debatia contra o opressor. O próprio herói de A Longa Viagem, espanhol foragido de Espanha, como o autor do romance, vive connosco, leitor, as horas cruciantes dessa jornada, que parece não acabar mais. Metido num vagão com mais cento e tantos homens, encurralados como gado, o jovem maquisard comparticipa e assiste ao mesmo tempo a tudo quanto se passa à sua volta e quanto decorre dentro dele pró-prio, e o romance é por assim dizer o filme ininterrupto de uma consciência que ora está no futuro, ora está no presente, ora está no passado.
Portugal e o Futuro: Análise da Conjuntura Nacional de António de Spínola.
Arcádia Editora. Lisboa, 1974, 243 págs. B.
A publicação deste livro, no qual António de Spínola defende uma solução política para a Guerra do Ultramar, passando pela independência das colónias com uma federação de Estados Lusíadas, causou um grande alvoroço no país, em vésperas da Revolução do 25 de Abril. Esta primeira edição esgotou em poucas horas e foram publicadas várias edições posteriores, tendo esgotado todas, dado a importância da tese defendida, num país que estava em guerra há 13 anos.
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