C’Était de Gaulle de Alain Peyrefitte Èditions de Fallois. França, 1994, 3 vols.
Alain peyrefitte a eu, entre 1959 et 1969, quelque 300 entretiens en tête à tête avec le général de gaulle. Auxquels s’ajoutent les conseils des ministres, les conseils restreints, les rencontres avec des chefs d’etat ou de gouvernement étrangers. pendant toute cette période, il a pris des notes au jour le jour, avec l’accord du général. ces notes, ce sont essentiellement les propos tenus parle général, scrupuleusement recueillis, dans l’intention de les soustraire à l’oubli, en respectant non seulement leur teneur, mais aussi le style et le ton des dialogues. La transcription fidèle de ces notes, classées thématiquement pour la publication, produit un effet saisissant : le lecteur voit surgir, et retrouve dans toute l’intensité de sa présence le personnage exceptionnel que fut de gaulle. peyrefitte nous introduit dans l’intimité du général que nous écoutons penser tout haut. c’est un de gaulle en liberté, qui va beaucoup plus loin que dans ses textes officiels et s’exprime avec une familiarité et une franchise surprenantes. Par la richesse et la diversité des révélations qu’il apporte, et le portrait intellectuel et moral qui s’en dégage, ce volume constitue un témoignage capital sur celui qui compte parmi les derniers héros et les grands mythes de l’histoire nationale.
Catherine de Medicis de Jean Orieux Flammarion. França, 1986, 826 págs. B.
Qui était Catherine de Médicis (1519-1589), celle que l’on a appelée la “reine noire” ? Elle est moins noire que ses éternels voiles de deuil et moins noire que la réputation qui lui a été faite au XIXe siècle par certains romantiques. Mère de trois rois, François II, Charles IX et Henri III, elle a régné en fait sous leur nom pendant trente ans, durant la plus terrible et la plus magnifique période de l’histoire moderne. Terrible parce qu’assombrie par les guerres de religion, magnifique parce qu’éclairée par la Renaissance, Catherine incarne son siècle. La petite-fille de Laurent le Magnifique, en épousant en 1533 Henri d’Orléans, deuxième fils de François Ier, a apporté à la France l’irremplaçable civilisation de sa patrie. Florence : un savoir-vivre, des arts, des plaisirs jusque-là inconnus. Cela, c’est le côté fastueux – et ruineux – de la reine-mère. Il ne cache pas son génie politique très particulier : un machiavélisme raisonné par son amour de la paix et inspiré par une intelligence supérieure, une foi inébranlable en la grandeur de la monarchie et de la France. On lui a reproché sa violence, c’est ce qu’elle avait le plus en horreur, comme la guerre : elle préférait la diplomatie. Au fond, ses seules erreurs ont été ses faiblesses pour ses enfants : elle les a trop aimés, ils ne le méritaient pas. Voilà son crime de chef d’État. Elle en mourut de douleur, comme un grand roi.
Júlio Dinis de João Gaspar Simões
Círculo de Leitores. Lisboa, 1979, 165 págs. E. Il.
Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim G. G. Coelho, foi um escritor português do século XIX, médico de formação, cuja obra marca a transição do Romantismo para o Realismo. Destacou-se por retratar a vida burguesa e rural com simplicidade, otimismo e sentido social.
Nietzche de Christope Baroni Círculo de Leitores. Lisboa, 1977, 176 págs. E.
Friedrich Nietzsche foi um filósofo alemão do século XIX que criticou profundamente a cultura e a moral ocidentais. Defendeu que o declínio do Ocidente resulta da perda de vitalidade e da imposição de valores ilusórios, como a moral cristã, que enfraquecem o indivíduo.
Último Salazarista: a Outra Face de Américo Thomaz de Orlando Raimundo Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2017, 286 págs. B. Il.
Américo Thomaz, o último Presidente da República do Estado Novo, é frequentemente recordado como uma figura patética: o caricato corta- -fitas do regime fundado por Salazar com o apoio dos militares que cometia gafes e falava com exasperante lentidão.
Bastará, porém, acompanhar a biografia que lhe traça Orlando Raimundo para perceber que essa é uma perspectiva manifestamente redutora e que o seu papel como facilitador das manobras da ditadura ao longo de quase quarenta anos de vida política teve consequências bastante mais nefastas do que as anedotas que sobre ele se contam fariam adivinhar.
Entre muitos episódios em que participou e que condicionaram a história portuguesa do século xx, a sua intervenção foi determinante quando traiu o general Botelho Moniz, fazendo abortar o golpe que iria derrubar Salazar, e no momento em que obrigou Marcello Caetano a assumir o compromisso solene de não abrir mão das Colónias. Como nos diz o autor do presente volume, «na procissão dos devotos do salazarismo [Thomaz] esteve sempre na linha da frente, a segurar o andor».
Deste modo, justifica-se amplamente dar a conhecer essa outra face de Américo Thomaz e revelar dados menos conhecidos deste Presidente da República que – pasme-se – era um adepto da monarquia. Até para evitar que a tragédia possa dar lugar à farsa.
O Piloto de Casablanca de José António Barreiros Oficina do Livros. Lisboa, 2023, 223 págs. B.
Durante a Segunda Guerra Mundial, quando voar era uma aventura arriscada, a ligação aérea entre Lisboa, Tânger e Casablanca, celebrizada num dos mais emblemáticos filmes de Hollywood, com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, era exclusivamente assegurada por Portugal, enquanto país neutro no conflito. O piloto que fazia essa rota, por vezes em condições de grande perigo, chamava-se José Cabral e era um comandante de marinha, corajoso e audaz. Graças a esta figura notável da aviação naval, com contactos nos serviços secretos britânicos e norte-americanos, refugiados de guerra salvaram-se da ameaça nazi e diplomatas e militares das forças Aliadas cumpriram missões na operação de desembarque no Norte de África, o princípio do fim do III Reich.
Cabral viria a ser galardoado com a mais alta distinção concedida pelos EUA a militares estrangeiros, mas cairia no esquecimento no país onde nasceu. Resgatando a sua memória, José António Barreiros recorda a vida, a bravura e as missões clandestinas deste herói português.
Eu na Rússia e na China de Curzio Malaparte Círculo de Leitores. Lisboa, 1976, 211 págs. E.
Um testemunho singular sobre as experiências de Malaparte na Rússia e na China, retratando realidades políticas e sociais de duas culturas distintas durante um período de grandes transformações. A obra oferece uma visão crítica sobre a vida sob regimes totalitários e a busca pela identidade.
Diários de Motocicleta de Ernesto Guevara
Editora Objectiva. Carnaxide, 2011, 248 págs. B. Il.
Em 1952 Ernesto Guevara e o seu amigo Alberto Granado embarcaram numa viagem pela América do Sul, da Argentina ao Peru. Juntos percorreram aproximadamente 12 000 quilómetros em terras sul-americanas, munidos apenas do essencial e da sua motocicleta. Ernesto Guevara – que viria a ficar conhecido como Che Guevara – era então um jovem desejoso de conhecer o mundo. Diários de Motocicleta conta a história dessa viagem, num relato vívido e empolgante, ilustrado com fotografias inéditas tiradas pelo próprio Enesto Guevara. Conta ainda com um terno prefácio de Aleida Guevara, que oferece uma perspectiva diferente do pai, distinta da do ícone em que se veio a tornar.
Diário de Che Guevara Círculo de Leitores. Lisboa, 1976, 193 págs. E.
O “Diário de Che Guevara” relata os últimos dias de Ernesto “Che” Guevara na Bolívia, entre 7 de novembro de 1966 e outubro de 1967. Documenta a tentativa de expansão da guerrilha na América Latina, descrevendo marchas, combate e o quotidiano na selva. A obra, contendo reflexões íntimas, termina pouco antes da sua execução.
Che: Ernesto Guevara, uma lenda do século de Pierre Kalfon Círculo de Leitores. Lisboa, 1997, 570 págs. E. Il.
Graças a dezenas de testemunhos directos e à análise rigorosa de fontes inéditas, Pierre Kalfon conseguiu produzir uma biografia que já se impôs como obra de referência indispensável, para quem quiser conhecer de facto um dos protagonistas políticos mais generosos do século XX. E, talvez, o mais amado: Che Guevara
Galerie de Femmes Célèbres de Sainte-Beuve Garnier Frères. França, s.d., 470 págs. E. Il.
Parmi les ouvrages du jour qu’on peut proposer en lecture aux jeunes personnes, rien n’est plus rare que d’en trouver qui réunissent au caractère de convenance et de moralité la véritable distinction et les qualités litté raires. Dans la vue de remplir cette double condition si désirable, nous avons pensé à faire un choix de Portraits de femmes dans les Causeries du Lundi, dont nous sommes les éditeurs-propriétaires. Nous avons, de concert avec l’auteur, fait ce choix le plus varié qu’il nous a été pos sible, en nous attachant aux noms les plus connus et qui réveillent des idées de vertu, de mérite, de convenance ou de grâce. De beaux portraits, dessinés et gravés par nos meilleurs artistes, mettent sous les yeux quelques-unes de ces physionomies de rangs divers et de tout âge. En un mot, nous n’avons rien négligé pour rendre ce volume digne et de celles qui en ont fourni la matière, et du public à qui nous l’offrons.
Suprêmes Visions d’ Orient de Pierre Loti. Calmann-Lévy Editeurs. Paris, 1921, 316 págs. E
No seu último livro, Pierre Loti revisita as suas derradeiras viagens a Constantinopla e Andrinopla, entre 1910 e 1913, num tom profundamente melancólico e contemplativo. Marcado pela consciência do fim — do verão, do Oriente e da própria vida — o autor evoca um mundo em desaparecimento, feito de minaretes brancos e cafés tranquilos, ameaçado pela modernidade europeia.
Assombrado pela passagem inexorável do tempo, Loti revela-se aqui no auge da sua maturidade literária, contrariando a imagem de mero cronista de exotismos felizes. Paralelamente, assume uma posição política firme, defendendo a causa turca e a preservação do Império Otomano, ainda que por vezes enverede por posições controversas.
Entre a nostalgia, o desencanto e a reflexão sobre o choque de civilizações, esta obra surge como um testemunho intenso e crepuscular de um escritor que observa, com lucidez e inquietação, o fim de uma era.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Quinze Portugueses Ilustres de Paulo Marques
Porto Editora. Porto, 2012, 302 págs. B.
Uma viagem ao longo de todo o século xx que aborda a vida de quinze grandes personalidades portuguesas e as suas importantes contribuições em áreas como a Literatura, a Educação, a Cultura, a Arte e a Política.
De Maria de Lourdes Pintasilgo a Francisco Sá Carneiro e Álvaro Cunhal, de Miguel Torga a Irene Lisboa e António Botto, relembrando figuras aparentemente votadas ao esquecimento como Maria Lamas e Elina Guimarães, Paulo Marques dá a conhecer aspetos menos explorados do percurso destes homens e mulheres que, como dizia Camões, se vão da lei da morte libertando, pela enorme contribuição que tiveram na História do nosso país.
Marcuse de André Nicolas Estúdios Cor. Lisboa, 1971, 231 págs. B. Colecção: Filósofos de Todos os Tempos | 5
A colecção “Fílósofos de Todos os Tempos” propõe ao estudante, ao professor, a todo o leitor interessado, um denso resumo de conhecimentos indispensáveis à compreensão de um grande filósofo. Esta colecção, que não se limita a uma época, a uma cultura, a uma escola de pensamento, apresenta o panorama das ideias, dos sistemas e das obras que constituem o tesouro da filosofia universal.
Grego de Antonina Valletin
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 300 págs. B. Il. Colecção: Vida e Cultura | 14
Domenico Theotocopuli nasceu em Cândia. E esse facto marca toda a sua arte, onde a herança cretense da pintura de ícones e de frescos, o arroubo religioso, se conjugam com os fulgores sedosos da sua experiência vene-ziana e com a descoberta do profundo e pungitivo misticismo espanhol. Em Toledo viveu o Greco, no coração dessa Castela trágica e ardente que, com tão estilizada transcendência, ele soube exprimir numa pintura de alma. É o elemento de mistério da sua arte, oposta ao lúcido racionalismo da Renascença Italiana, que a pena subtil e advertida de Antonina Vallentin conseguiu admiràvelmente captar neste livro tão rico de análise como de vida, de atmosfera e de cor.
Escuta Zé Ninguém de Wilhelm Reich Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1981, 111 págs. B.
Escrito no Verão de 1945, Escuta, Zé Ninguém! foi o resultado de tumultos e conflitos íntimos de um cientista e pensador profundamente inconformista. Lido por milhares de leitores ao longo de várias gerações Escuta, Zé Ninguém! É ainda hoje um livro de culto que pela sua actualidade continua a despertar grande interesse.
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