Durou o tempo de uma Dinastia inteira a conquista da Independência de Portugal.
Efectivamente, foi determinante a grande obra de D. Afonso Henriques, não só em suas façanhas guerreiras como também nas vitórias políticas que conseguiu para fundar a Pátria Portuguesa. Todavia, mostrou-se da maior importância o papel desempenhado pelos Reis, seus sucessores, para manter e fomentar o desenvolvimento geral, entre os séculos XII e XIV. Na parte final desta primeira época, é exactamente a Independência de Portugal que se consolida na Guerra contra Castela, sobretudo no retumbante triunfo da batalha de Aljubarrota.
Quando chegou o princípio do século XV, Portugal era um país que se encontrava em boas condições para se abalançar a uma grande aventura. Assim começou uma época de glória, o tempo da Expansão Marítima. Em muitas viagens por Oceanos desconhecidos, os navegadores portugueses fizeram os Descobrimentos com suas caravelas e naus que foram até aos confins do Planeta. Desvendaram terras e gentes, realizaram comércio e ergueram fortalezas por toda a parte. No século XVI, Portugal detinha um vasto Império com domínios do Oriente ao Ocidente.
A turma das gémeas recebe um novo aluno que vem transferido de outra escola. Chama-se Eduardo, é giríssimo e tem talentos especiais, como por exemplo o de fabricar castelos com papel mastigado.
Também montou uma rádio pirata no sótão, de onde emite programas-surpresa que incluem entrevistas e imitação de vozes. Quando convida o grupo para visitar o estúdio sintoniza por acaso uma conversa em que se fala de um tesouro escondido há duzentos anos num monumento de Lisboa. Mas qual, se há tantos monumentos em Lisboa? A resposta está num enigma difícil de decifrar e que a quadrilha dos AL também ouviu.
A caça ao tesouro leva-os a passar uma noite trancados na Torre de Belém e a dar um mergulho nas águas geladas e lodosas do Tejo.
«Pode ser que a mãe tenha pedido a esse pássaro para ir ter contigo à tua sala, para te fazer companhia…
A ideia era boa demais, mas tão apetecível que não resisti a perguntar:
– Achas que a Mãe, agora, pode falar com os pássaros, Clara?…
– Porque é que não há-de poder? Ela não está no Céu? Os pássaros não andam por lá também? Então?!
Os olhos encheram-se-me de lágrimas da mais pura alegria.»
Da cumplicidade entre duas irmãs e da sua capacidade para enfrentar a mais difícil situação das suas vidas se faz este livro escrito com a mestria e a sensbilidade a que nos habituou Maria Teresa Maia Gonzalez.
Os livros de Teresa Gonzalez têm a particularidade de poderem ser lidos tanto pelos jovens como pelos pais. O Guarda da Praia é mais um dos seus sucessos.
Artur e os Minimeus de Luc Besson. Edições ASA. Porto, 2006, 192 págs. B.
Artur vive no campo com a avó. Apesar de se sentir abandonado pelos pais, que raramente o vão visitar, vive feliz no seu mundo de brincadeiras. Alfred, o pachorrento cão de guarda, é o seu companheiro inseparável. Mas um dia, a vida tranquila de Artur é abalada pela ameaça implacável de um homem poderoso, que quer ficar com a casa da avó. Sem quaisquer escrúpulos, consegue intimar a velha senhora a abandonar a casa em 48 horas, caso não consiga pagar uma antiga dívida.
Mas há um tesouro, escondido algures no jardim, que os poderia salvar. No entanto, só o avô, que desapareceu misteriosamente há quase quatro anos, conhece o seu paradeiro. O nosso herói decide entrar em acção e sozinho, descobre um segredo fantástico que o pode conduzir ao avô – a “chave” para passar para o mundo dos Minineus – e parte para uma aventura inesquecível.
Artur e a Cidade Proibida de Luc Besson. Edições ASA. Porto, 2006, 159 págs. B.
Artur, Selénia e Betameche prosseguem corajosamente a sua viagem pelas Sete Terras com o objectivo de chegar à Cidade Proibida e aí encontrar o avô de Artur, desaparecido há quase quatro anos. Só ele sabe em que parte do jardim se encontra escondido o tesouro que poderá salvar a sua casa e o fabuloso mundo dos Minimeus.
No coração da Necrópole os nossos heróis vivem as mais extraordinárias aventuras, enfrentando corajosamente o maléfico Maltazard que tudo faz para os impedir de alcançar os seus objectivos.
Tanto o mundo de Artur como o de Selénia estão em perigo de desaparecer e só eles os poderão salvar. Mas, para Artur, que se apaixona perdidamente pela princesa, há muito mais em jogo: a conquista do coração de Selénia…
Amarguinha tem um Irmão de Tiago Rebelo.
Editorial Presença. Lisboa, 2005, 39 págs. E
Chamava-se Amarguinha porque não gostava de doces. Martinho era o seu grande amigo, companheiro de todas as brincadeiras e conversas. Mas chega um dia em que as duas crianças têm de separar-se; será que esta amizade tão especial vai resistir à distância? Um livro emocionante, uma verdadeira lição sobre a amizade.
Agosto Que Nunca Esqueci de António Mota. Edinter Jovem. Lisboa, 1998, 171 págs. E.
Um retrato da emigração dos anos sessenta. Agosto na aldeia, tempo de romarias e casamentos. Tempo de revelações, tempo de surpresa que nem todos receberão bem, mas também tempo de reparar os afectos que se julgavam perdidos. Gente que vive e convive com os dramas e as alegrias da vida.
António Sérgio, além de ensaísta e pedagogo, destacou-se na literatura infantil, defendendo uma educação ativa e autónoma. Participou na “Renascença Portuguesa” e, apesar do foco no pensamento crítico e na reforma pedagógica, dedicou-se também à tradução e edição escolar de obras infantis. A sua visão humanista e racionalista marcou a sua produção, incluindo textos voltados…
Quando iam juntar-se ao pai, engenheiro na base atómica de Mururoa. Gil e Jerónimo têm, em pleno Pacífico, um acidente de avião. São eles os únicos sobreviventes e conseguem atingir a nado uma pequena ilha do arquipélago Salomão, onde extraordinárias aventuras os esperam. É que a ilha é habitada por fósseis vivos que resistiram, uns aos tempos préhistóricos, outros à última guerra mundial. Esta narrativa palpipante, que simultáneamente nos transporta a uma actualidade febril e a milhões de arios atrás, é a primeira de uma série que se intitulará As Aventuras de Gil e Jerónimo».
Através das brumas do Norte, marinheiros dinamarqueses reeditam a viagem de Erik, o Vermelho, e dos seus viquingues, que, no alvorecer da Idade Média, foram os primeiros a descobrir a Gronelândia e as costas americanas. Mas é por um tesouro que os homens do Stbornholm são atraídos. O vento de Umanak, vento da loucura, sopra…
Sandokan, o Tigre da Malásia, enamorou-se de Lady Mariana, sobrinha de Lorde Guillonk, capitão de Sua Majestade a rainha Vitória. A conquista da sua amada será uma tarefa muito difícil, recheada de perigos no mar e em terra. Mas, amparado pela incomparável fidelidade do seu amigo, o português Eanes, e de todos os seus companheiros,…
D. João I e Guimarães de Rosa Maria Saavedra. Campo das Letras. Porto, 2008, 72 págs. E.
D. João I e Guimarãesé um livro que pretende sensibilizar e cativar os jovens para o ? conhecimento da História de Portugal. mais concretamente, do reinado de D. João I e da ligação deste monarca a Guimarães.
Foi durante a crise de 1383-1385 que D. João ficou particularmente ligado a esta Vila, palco de vários episódios marcantes para a História de Portugal.
A tomada da Vila de Baixo, seguida da conquista da Vila de Cima e o voto do rei a Santa Maria da Oliveira, com a consequente romagem a Guimarães, são alguns dos acontecimentos relatados neste livro.
Muitos dos episódios narrados nesta obra, que procura seguir uma linha cronológica, são baseados na ‘Crónica de D. João I de Fernão Lopes, fonte privilegiada para melhor conhecer o rei de Boa Memória e este período da História de Portugal.
Abílio detesta o seu nome e decide mudá-lo para Luís. A mudança de nome tem valor simbólico, mostra o instante em que Abílio entra em processo de crise, na busca de ser ele mesmo, diferente daquilo que dele queriam fazer. Uma viagem à terra dos seus antepassados reconcilia-o com a sua história e o seu…
Quando Teodora, Alex e Gil se despediram do Mago Saramago no último Encontro Anual, este deixou-os com uma frase enigmática: «O perigo está sempre muito perto de nós…» Agora, os nossos amigos estão prestes a descobrir o que ele queria dizer com isso. O Mago está em apuros e só Teodora o pode ajudar. Dentro…
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