Para Onde Vão os Guarda-Chuvas de Afonso Cruz Alfaguara. Carnaxide, 2013, 620 págs. B.
O pano de fundo deste romance é um Oriente efabulado, baseado no que pensamos que foi o seu passado e acreditamos ser o seu presente, com tudo o que esse Oriente tem de mágico, de diferente e de perverso. Conta a história de um homem que ambiciona ser invisível, de uma criança que gostaria de voar como um avião, de uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis, de um poeta profundamente mudo, de um general russo que é uma espécie de galo de luta, de uma mulher cujos cabelos fogem de uma gaiola, de um indiano apaixonado e de um rapaz que tem o universo inteiro dentro da boca.
Um magnífico romance que abre com uma história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal e se desdobra numa sublime tapeçaria de vidas, tecida com os fios e as cores das coisas que encontramos, perdemos e esperamos reencontrar.
Baile de Máscaras de Lourenço Pereira Coutinho
Oficina do Livro. Lisboa, 2008, 326 págs. B.
1805. revelações intensas da vida e dos ambientes da corte de D. João, Príncipe regente, sob ameaça das invasões napoleónicas.
Portugal, 1805. O general Junot chega à corte portuguesa com instruções claras de Napoleão: vedar o porto de Lisboa aos ingleses, sob pena de ser declarada guerra ao reino de Portugal. Num país que permanece sob constante ameaça, o tenente Vicente Gonzaga envolve-se em missões secretas na corte de Madrid, frequenta bailes em Queluz, luta contra as tropas francesas e apaixona-se por uma misteriosa mulher.
Baile de Máscaras reúne personagens ficcionadas e figuras históricas, como o infeliz príncipe regente D. João, o talentoso pintor Domingos Sequeira, o inconstante General Junot ou o astuto ministro Araújo de Azevedo. Um quadro da época que recria a atmosfera de um período fascinante, onde convivem emoções intensas e contraditórias, próprias dos grandes romances, da vida… e do amor.
Rosa Minha Irmã Rosa de Alice Vieira Editorial Caminho. Lisboa, 1979, 108 págs. B. 👨🏻🎨 Ilustrações de Isabel Sabino.
Mariana, filha única, tem dez anos quando Rosa nasce. Agora vai partilhar tudo com a irmã: o quarto, o tempo dos pais, o afeto da família – incluindo a Avó Elisa que desconfia do progresso, e a Tia Magda, que tem um dente de ouro, uma fala que mete medo e só gosta de estrelícias e antúrios.
Mas pelo menos a recordação da Avó Lídia e a amizade de Rita ela não quer dividir com mais ninguém. Será que Rosa vai continuar a ser «uma intrusa»?
Devagar Depressa dos Tempos: Notas de um Diário (1962-1969) de Marcello Duarthe Mathias.
Livraria Bertrand. Amadora, 1980, 206 págs. B.
Antologia do que de mais relevante Marcello Duarte Mathias escreveu nos seus Diários. Uma compilação de textos descritos com humor e perspicácia e que nos revelam as riquíssimas vivências de um diplomata e os seus encontros com figuras importantes ao longo da sua carreira.
Aventuras de Dulcineia e Cecília de Gorjão Duarte.
Editorial Caminho. Lisboa, 1987, 46 págs. B. Colecção: De Par em Par | 3
Dulcineia é uma esbelta e ágil aranha. Cecília é uma irrequieta e imaginativa formiga. Numa certa ocasião conhecem-se e tornam-se amigas.
Parece-vos estranho? Mas é verdade! Dulcineia e Cecília são mesmo, mesmo amigas. Na história verão porquê… Um dia resolvem viajar, conhecer outros mundos. Amizade, solidariedade, são valores que elas transportam consigo ao longo da longa viagem. E essa amizade e essa solidariedade são tão grandes que elas conseguem este «milagre» da natureza: comunicar com o mundo das mulheres e dos homens, de carne e osso…
Sonetos Românticos de Natália Correia. Edições «O Jornal». Lisboa, 1990, 74 págs. B.
Sonetos Românticos marca o regresso de uma das vozes mais singulares da moderna poesia portuguesa, no auge do seu fulgor criativo. Depois de Camões, Bocage, Antero, Florbela, algum Régio, uma forma tradicional em que a nossa lírica foi particularmente rica conhece de novo um dos seus momentos mais altos. E Natália Correia não hesita em invocar os seus maiores, «rogando à musa que torne claro o coração obscuro»: «A luz meridional que rigorosa / Infunde o mar no mármore, cobiçou / A Musa-júbilo azul-e a radiosa / Matéria no soneto repousou.»
Livro galardoado com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores relativo a 1990.
✍🏻 Edição autografada pela autora Rafael Gomes Filipe.
Não Percas a Rosa: Diário e algo mais (25 de Abril de 1974 – 20 de Dezembro de 1975) de Natália Correia.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1978, 383 págs. B. Colecção Participar | 11
Escrito sob a forma de diário, o presente livro historia-nos cronológica mas apaixonadamente os acontecimentos que vão da explosão seguida do consequente incêndio que se verificou em Portugal no dia 25 de Abril de 1974 até ao rescaldo da sua extinção, situado em 20 de Dezembro de 1975, passando pelos dois rebentamentos, que mais avivaram as chamas, do 28 de Setembro e do 11 de Março, e culminando no combate decisivo ao fogo de 25 de Novembro de 1975.
Esses pouco mais de ano e meio de revolução portuguesa, dos seus solavancos, indecisões, procuras, mistificações e confusões, foram tão intensamente vividos pelos Portugueses de qualquer quadrante ideológico que ainda hoje parecerá mentira a muitos tudo se ter passado num tão curto espaço temporal.
Obra de uma das raras vozes lúcidas e independentes, no seu sentir como na sua participação activa, que se fizeram ouvir num período tão perturbado da vida portuguesa, ela será, sem dúvida, indispensável no futuro para a interpretação histórica do que foi e está sendo ainda a «Revolução dos Cravos».
Epístola aos Lamitas de Natália Correia.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1976, 63 págs. B. Colecção Poesia Século XX | 11
“Apenas se apagaram as estrelas da visão que cintilou numa manhã de Abril, novamente em minha voz se abriram os objectos de luz com que o poeta cumpre o trabalho de espantar os morcegos. E na onda mais alta do meu canto vi ressurgida a Pátria. Terra extrema do extremoso Anjo do Ocidente. E disse-me o Anjo: Portugal e velo porque vela. E nisto meditando redigi uma Espístola aos Lamitas que são os que na nuvem tempestuosa sabem ler a mensagem” Natália Correia
Razões de Coração de Álvaro Guerra.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1991, 312 págs. B.
Na vila de Mafra ocupada pelo exército de Junot, durante o ano de 1808, desvendam-se as faces escondidas da paixão e da utopia.
Romance de amores e ódios, de esperanças e desesperos, Razões de Coração culmina nos grandes sobressaltos das guerrilhas do Norte, das batalhas da Roliça e do Vimeiro e das perseguições aos jacobinos.
Álvaro Guerra leva-nos em visita apaixonante a esse tempo conturbado, quando o país crepitava na fogueira de conflitos em que se jogavam a sua soberania e o seu futuro.
A saga familiar iniciada neste romance prolonga-se no tempo com o livro A Guerra Civil.
Um Interminável Movimento de Ruy Santos.
Saturno. Santarém, 1963, 57 págs. B.
“Uma expressão de revolta, entenda-se, não compreende, nem poderia certamente compreender, uma subordinação quase total a imposições formais totalmente ultrapassadas e insusceptíveis, portanto, de ganharem uma dimensão compatível com as exigências contemporâneas”
“Inconformista, extremamente sincero, com a bem fecunda solidez de uma posição anti-convencionalista. Ruy Santos é ideològicamente um poeta moderno”
📕 1ª Edição. ✍🏻 Edição autografada pelo autor. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Mary Poppins, a mulher que salvou o mundo e outras peças de Ricardo Neves-Neves.
Cotovia. Lisboa, 2014, 137 págs. B.
Ricardo Neves-Neves (1985), licenciado em Teatro-Actores e especialista em Estudos de Teatro, é fundador e director artístico do Teatro do Eléctrico, onde escreve e encena. Trabalhou textos de autores clássicos e contemporâneos, teve peças encenadas por diversos nomes e integrou co-produções internacionais. Publicado por várias editoras, está traduzido em múltiplas línguas e leccionou em várias escolas de teatro, colaborando com numerosas companhias e instituições.
Malangatana de Júlio Navarro.
Editorial Caminho. Lisboa, 1998, 223 págs. E. Il.
Cuidada edição. profusamente ilustrada a negro e a cores com a reprodução de centenas de obras do artista plástico e poeta moçambicano. Textos de Amâncio d’Alpoim Guedes, Frederico Pereira, José Craveirinha, Ulli Beier, Dennis Williams, Julien Beinart, Betty Schneider, Francisco Bronze, Rui Mário Gomçalves, Eurico Gonçalves, Alvis Wottoun, Cusa, Júlio Navarro, Mia Couto, Margot Dias, Gin Angri, Meira Visser, Jorge Costa, Margarida Santos e Pablo Oyarzún Robles.
✍🏻 Edição autografada pelo autor. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. ❗Acompanhado de recortes de imprensa sobre o autor.
Walt de Fernando Assis Pacheco. Editorial. Bertrand. Lisboa, 1978, 120 págs. B.
Este livro é uma prosa acerca dos malefícios da guerra entendidos no tempo do inefável Marcial Caneta, quando se falava do Vietnam «por coisas da causa». «Causa? que ninguém desposava; «coisas que ficaram, alarves, para a gente conhecer enfim como puderam ser, e porquê. Não tenho por isso nenhum remorso de estilo. Eu queria apenas dizer «Gare Matíma de Alcãntara», «Lisboa», num ano qualquer entre 1961 e 1974.
Meto na prosa soldados, civis, incivis, chulos e putas, eu próprio estou lá, disfarçado de narrador-alferes, choro à bruta, gozo como um cabinda, narro, munto, finto o leitor, apetecia-me mandar o país Portugal ao tota, mas em segunda leitura sou um tipo basto moral e paro a meio palmo do traço proibido – ternuras! Quem grita no salto para o desconhecido é o meu preclaro comandado Frank Camiões.
Vida e Obra de José Gomes Ferreira de Alexandre Pinheiro Torres. Livraria Bertrand. Amadora, 1975, 406 págs. E.
O drama do Apostolado Poético-Social de 28 de Maio de 1926 ao 25 de Abril de 1974, seguido de uma Antologia Breve de José Gomes Ferreira e de uma Bibliografia organizada por Alexandre Vargas Ferreira». Ilustrado com fotografias a negro.
Entrevistas com Sentimentos de Odette de Saint-Maurice.
Atlântida. Lisboa, 1960, 117 págs. B.
Estas «Entrevistas com os Sentimentos», foram escritas propositadamente para a gente nova.
Nasceram para muitos milhares de raparigas e rapazes que ouvem, na Emissora Nacional, um dos seus programas favoritos o semanário juvenil Estrela da Tarde, que Odette de Saint-Mau-rice escreve e dirige, dando realidade a um trabalho que merece a admiração e o reconhecimento de quem tem filhos na idade de aprender – e despertaram tanto interesse, que nos pareceu aconselhável publicá-las em livro.
Dia Marcado de Domingos Monteiro.
Sociedade de Expansão Cultural. Lisboa, 1963, 172 págs. B.
Domingos Monteiro (1903–1980) estreou-se aos 15 anos com um livro de poemas elogiado por Pascoaes. Licenciado em Direito, foi advogado e publicou obras censuradas pelo regime. Fundou a Sociedade de Expansão Cultural e dirigiu as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian. Romancista próximo da Presença, uniu psicologia e crítica social, revelando também talento teatral com A Traição Inverosímil, levada à cena em 1964. Destacou-se pela vivacidade narrativa e vocação cinematográfica.
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