A Europa das Línguas de Miguel Singuán. Terramar Editores. Lisboa, 1996, 270 págs. B.
O livro do Prof. Miquel Siguan surge como um precioso instrumento de trabalho, mostrando-nos as raízes históricas e as consequências políticas da diversidade linguística da Europa. Mas não só: também as formas de vida nas sociedades em que convivem línguas diferentes, a influência do desenvolvimento técnico sobre a evolução dessas mesmas sociedades e a tendência para fazer de determinadas línguas um veículo de comunicação entre comunidades diferentes.
Dicionário de Informática de Pierre Morvan [Dir.]. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1991, 475 págs. B.
A informatização da sociedade foi sem dúvida o facto mais marcante do último decénio e ningém pode, hoje em dia, ignorar o peso crescente da informática nos mais diversos campos da actividade quotidiana.
É nesse contexto que o presente dicionário visa um duplo propósito:
? ao leitor comum ele explica, de um modo simples e acessível, o sentido dos principais termos utilizados, ao mesmo tempo que, através de artigos mais desenvolvidos sobre os conceitos-chave, permite compreender as grandes linhas da informática actual;
? ao especialista fornece um panorama completo sobre a evolução da técnica e da terminologia informática, facultando-lhe simultaneamente as correspondências, em inglês e francês, para cada uma das palavras ou expressões já consagradas na língua portuguesa.
Ancient Egypt de Stephen Quirke e Jeffrey Spencer. British Museum Press. London, 1997, 240 págs. B.
This new visual and textual guide to the civilisation ruled by the Pharaohs has been written by the staff of the Egyptian department at the British Museum. Their authoritative account again covers every aspect of the culture from prehistoric times through the three millennia of Pharaonic history to the years of late Roman antiquity when Christianity replaced the ancient religion, script and art. Taking account of recent discoveries and research, the authors draw on the extensive Egyptian collections of the British Museum to illustrate the many faces of one of the most magnificent of ancient kingdoms. Individual sections are devoted to the natural setting of the Nile valley; the social and economic life of its inhabitants, with an historical outline; the religious beliefs presented in ancient art and texts; the funerary practices of the ancient Egyptians; their distinctive and harmonious art and architecture; technical achievements in working local and imported materials; and the world around the ancient Egyptians, in particular the less well known but equally brilliant history of Nubia, the southern neighbour of the Pharaohs.
Written by the Keeper and staff of the Department of Egyptian Antiquities at the British Museum.
Viagem ao Coração dos Pássaros de Possidónio Cachapa. Assírio & Alvim. Lisboa, 1999, 153 págs. B.
Viagem ao Coração dos Pássaros remete-nos para um universo único mas que se repete sempre no tempo dos seres humanos. Fala-nos das contradições e dialéctica do mundo, do amor, da vida, mas também dos seus opostos.
É um livro que se lê num sopro, como se fosse um instante, numa viagem que o leitor faz ao coração, o seu próprio, e o dos protagonistas da história, realista, autêntica e bela.
Possidónio Cachapa conduz-nos através da sua escrita profunda, revelando-nos os dons que todos temos e as nossas virtudes mas também as nossas debilidades e fraquezas, numa simplicidade narrativa que nos prende da primeira à última página.
Sinais do Tempo do Mundo Antigo: Uma Cronologia Visual Desde as Origens da Vida Até 1500 de Chris Scarre. Público Comunicação Social. Porto, 1993, 256 págs. E.
Sinais do Tempo do Mundo Antigo apresenta uma panorâmica inigualável destes e de centenas de outros acontecimentos concomitantes que tiveram lugar em todo o mundo, desde as origens da vida na terra até 1500 da nossa era.
Para Sempre de Vergílio Ferreira. Livraria Bertrand. Lisboa, 1983, 304 págs. B.
Em Para Sempre, «no final de uma vida, entrando no seu epílogo, um homem já sem destino para cumprir medita sobre o seu passado e o seu futuro, no regresso a uma casa vazia onde passou parte da sua infância, povoada de fantasmas que evocam os momentos-chave da sua existência. Recheado de flashbacks para o passado e para o futuro (!), a antevisão, real e com todos os detalhes, da degradação da sua velhice e do seu funeral urge em Paulo a derradeira tentativa de procura da explicação de um sentido para a vida».
«Contínua e cada vez mais solitária viagem em volta do único ponto do seu universo: o da sua infância como monólogo inacabado e inacabável em torno do milagre ardente e pavoroso da sua própria aparição no meio do mundo – montanha, estrelas, água, vento que é uma resposta antes de ser desesperada e inútil interrogação.» (Eduardo Lourenço)
O Incrível Hulk: Para Além da Destruição de Stan Lee. Edições Devir. Senhora da Hora, 2003, 6 vols. Mole.
A primeira saga do Hulk (que durará até ao número 6) traz-nos um Hulk no seu furor total: uma verdadeira destruição ambulante! Quais as razões para a sua fúria? O Hulk terá enlouquecido, ou existe uma razão mais sinistra para o seu comportamento? Encontra as respostas nesta série que vai trazer-nos também os maiores heróis do universo Marvel, todos atrás do Hulk Para Além da Destruição!
Neste romance, Shute tem algumas coisas duras a dizer sobre o novo Serviço Nacional de Saúde (britânico), bem como sobre o governo socialista trabalhista, temas que mais tarde ele desenvolveria de forma mais completa em In the Wet. Ele descreve a sorte dos “Novos Australianos”; refugiados que são obrigados a trabalhar durante dois anos no…
Our Friend the Alsatian de Rownland Jones [Ed.]. Methuen & Co. London, 1933, 88 págs. E.
“The progress of the Alsatian’s popularity T as a friend in the family has been greatly hampered, not so much by any shortcomings of the dog himself as by the misdeeds unjustly imputed to him by the enemies of the breed. Alsatians are ‘treacherous’, they say-and if this is said in the hearing of an admirer of the breed the Alsatian-haters counter the inevitable challenge by saying, ‘Well, you know he’s a one-man dog. How an utter unswerving loyalty and faithfulness to one master, a complete disregard of self, a consistency in friend- ship rarely found in a human being, can be described as treachery’ passes comprehension.”
Novos Elementos para a Localização de Cetobriga: Os Achados Romanos na Cidade de Setúbal de José Marques da Costa. Câmara Municipal de Setúbal. Setúbal, 1960, 19 págs. B. Il.
Os recentes descobrimentos, documentação autêntica e inédita, de valor probativo irrefutável e formal desmentido de quantas imaginadas histórias das origens de Setúbal, até hoje, têm sido postas a correr! -, alterando o panorama arqueológico da região do Baixo-Sado, abrem novos e mais claros caminhos à historiografia local, e valorizam, porque as reforçam, tímidas hipóteses da localização de Cetóbriga no lugar onde tem assento a cidade do Sado, aventadas, mas não fundamentadas fora da lógica e da intuição histórica, já no último decénio da passada centúria, por notáveis investigadores (v.g. Dr. E. Hübner).
New York de Paul Morand. Ernest Flammarion Éditeur. Lagny, 1933, 281 págs. E.
Morand’s impressions of New York are both positive and negative. He disapproves of the upper class, the fashion, speakeasies and the area around Times Square. He is impressed by the City Hall and the buildings around Washington Square, which he regards as genuinely American and not false imitations of historical styles. He makes recurring references to the contemporary saying that “the Jews own New York, the Irish run it, and the Negroes enjoy it”. In his conclusion, he writes: “I love New York because it is the greatest city of the universe and because its people are the toughest, the only people who, after the war, went on building, and who do not merely live on the capital of the past, the only ones, besides Italy, who do not demolish but construct.”
Este livro procura apresentar os caminhos possíveis para controlo e gestão das empresas, tendo em consideração a sua actividade, dimensão e localização. As economias dos países têm, geralmente, fases cíclicas, que influenciam a maioria das empresas, com reflexos na área social.
A concorrência e eventuais alterações politicas também podem afectar algumas empresas, sendo assim sempre indispensável haver uma gestão empresarial que atentamente acompanhe estes acontecimentos tomando, em devido tempo, as medidas ou estratégias que melhor defendam as empresas e as pessoas que nelas trabalham.
Expresso 15 Anos de Francisco Pinto Balsemão. Expresso. Lisboa, 1988 [?], 251 págs. B. Il.
Embora o objectivo não seja a apresentação exaustiva de factos e opiniões, a selecção é forçosamente incompleta. Ficaram de fora acontecimentos importantes, e não foi possível incluir peças valiosas de jornalistas da casa e de colaboradores dos mais diversos sectores de actividade e quadrantes ideológicos da sociedade portuguesa. Mas, dentro das limitações de espaço e do subjectivismo de que qualquer selecção padece, esta revista dos 15 anos reflecte, com fidelidade e algum interesse histórico.
as três fases que Portugal atravessou na última década e meia: Em 1973 e 1974, o fim da ditadura. O EXPRESSO impõe um novo tipo de jornalismo apesar
das limitações e perseguições da Censura. De 1974 a 1976, o chamado Prec. O EXPRESSO atravessa incólume este periodo conturbado, apesar de tentativas várias de o calar ou desviar.
A partir de 1976, a democracia. O EXPRESSO assume o seu papel de contrapoder, apesar de normalmente não ser visto com agrado pelas diferentes sedes do poder
Deuses de Altair I de Luís Differr. Edições Baleiazul. Lisboa, 1998, 54 págs. Mole.
Luís Filipe Diferr é um autor português de banda desenhada… Por certo, tal seria suficiente em bilhete de identidade, ou como referência num cartão profissional. Mas nunca bastaria para definir um dos nossos artistas dos quadradinhos, simultaneamente, mais rigorosos e ousados. E faltaria bastante, tentando explicar o que, na sua obra, persiste entre o imaginário próprio, a inspiração, e a criatividade publicada, a concepção.
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