Catálogo

  • Tempo de Ser Mulher

    Tempo de Ser Mulher

    Ana Paula Costa

    10,00 

    Tempo de Ser Mulher de Ana Paula Costa.
    Emporium Editora. Almada, 2018, 176 págs. B.

    Tempo de Ser Mulher, de Ana Paula Costa, é o ponto de partida para uma travessia num quotidiano feito de imagens, temas e motivos, num cativante conjunto de crónicas publicadas pela autora, reflexões críticas, acutilantes e textos poéticos melódicos e intimistas.

    Por um lado, a autora afirma o seu lado cerebral e congruente, intelectualizando e racionalizando vivências e emoções, por outro lado vagueia entre o sensitivo e o onírico, deixando voar o imaginário e o devaneio numa construção onde as palavras não são o princípio e o fim, mas um lugar que se adivinha de profunda entrega e plena liberdade.

    Em Tempo de Ser Mulher a autora transporta o leitor para uma atmosfera poética, delicadamente sugestiva, num jogo de palavras com especial encanto estético e melódico. A autora partilha o seu eu poético, a sua visão do amor sem máscara, revelando-se livre para amar intensamente, para amar o próprio amor e o prazer de amar.

    Sendo a matriz poética o esteio que melhor a define, Ana Paula Costa revela fascínio pela versatilidade, construindo espaços narrativos feitos de realidade, consciência, momentos profundamente sentidos num tempo de ser mulher.

  • Amo-te Pai

    Amo-te Pai

    Ana Paula Costa

    13,00 

    Amo-te Pai de Ana Paula Costa.
    Mosaico de Palavras Editora. Rio Tinto, 2025, 166 págs. B.

    Filha de um ex-militar rigoroso e violento, Adriana, fotógrafa profissional, resolve procurar ajuda junto dum psicólogo para ver se consegue superar os seus traumas de infância e juventude. Mas a ajuda do doutor Edgar vai dar origem a uma relação amorosa em que ambos procuram encontrar no outro o melhor de si próprios. E se Adriana vai alcançando a paz com a memória paterna, o mesmo já não acontece com o desenrolar da sua relação afetiva, pois do outro lado ergue-se a oposição de uma mãe controladora que aspira a outros destinos para o seu filho. E, entretanto, os fantasmas dos maus caminhos trilhados no passado regressam para a assombrar…

    Poderá Edgar resistir à descoberta dos fantasmas da mulher amada?

  • Ministério Público no Contencioso Laboral Angolano de Daniel Viagem Mussungo

    Ministério Público no Contencioso Laboral Angolano

    Daniel Viagem Mussungo

    15,00 

    Ministério Público no Contencioso Laboral Angolano de Daniel Viagem Mussungo.
    Elivulu Editores. Luanda, 2026, 180 págs. B.

    No decurso da pesquisa, constatou-se que a relação laboral entre trabalhadores e empregadores (empresa), por existir interesses opostos, sempre foi conflituante, onde a parte mais débil ou desfavorecida é o trabalhador, que muitas vezes, por falta de meios económicos na constituição de um advogado, viu os seus direitos e expectativas a serem frustrados.

    Assim, com o “fito” de se dar soluções a tais conflitos laborais, o Direito do Trabalho e sobretudo o Direito do Processo do Trabalho colocaram à disposição dos litigantes (trabalhador e empregador) duas vias para cessarem o problema que impende sobre os mesmos, nomeadamente, a via extrajudicial que é resolvida por uma entidade que não seja o tribunal e a judicial que é decidida por um Tribunal.

    Tendo em conta algumas especificidades de cada ordenamento jurídico, sobretudo no ordenamento jurídico angolano, verificaremos que o Ministério Público participa de forma directa ou indirecta, quer na resolução extrajudicial, quer na judicial, servindo como o fiscal da legalidade dos actos ou como entidade que realiza a tentativa de conciliação. Por outro lado, verificamos também o MPº a surgir no conflito individual de trabalho, defendendo os interesses do trabalhador ou dos seus familiares.

  • Luanda & Bahia

    Luanda & Bahia

    Washigton Nascimento

    20,00 

    Luanda & Bahia: identidades e etnicidades em contextos contemporâeneos de Washigton Nascimento [et al.]
    Pontes Editores. Brasil, 2020, 185 págs. B.

    Este livro reúne pesquisas em torno de temas ligados a identidades e etnicidades em Luanda (Angola) e na Bahia (Salvador e Recôncavo). Ele analisa, por um lado, os processos discursivos criados pelos europeus e suas ciências (notadamente a História e Antropologia) para a descrição, análise e controle dos “outros” inventariados no processo de colonização e, por outro, como se dá o processo de construção das identidades neste contexto. Washington Nascimento, por meio do debate em torno dos assimilados, busca perceber as identidades e alteridades produzidas no encontro colonial, bem como as tentativas de criação de uma identidade nacional angolana a partir de Luanda. Marise de Santana dedica-se a discutir as diferentes dimensões dos conflitos étnicos (e religiosos) no recôncavo baiano, mais propriamente em Candeias e São Francisco do Conde. Edson Ferreira analisa de que formas a exposição de fotografias “Fé e Festa nos Janeiros da Cidade da Bahia: São Salvador” impactou nos olhares sobre a cidade de Salvador e nos pertencimentos dos frequentadores da mostra fotográfica.

  • Brasil, Moçâmedes e Mussongo Bitoto de Washington Nascimento

    Brasil, Moçâmedes e Mussongo Bitoto

    Washington Nascimento

    21,50 

    Brasil, Moçâmedes e Mussongo Bitoto: trânsitos culturais no sul de Angola de Washington Nascimento.
    FVG Editora. Brasil, 2023, 323 págs. B. Il

    A história contada neste livro começa com a chegada em Angola dos luso-brasileiros (pernambucanos) em meados do século XIX e como esse grupo foi fundamental na formação da região, que os europeus chamavam de Moçâmedes, mas que para os Kuvale era Mussungo Bitoto. Depois se dedica a pensar como os africanos escravizados oriundos do Brasil, que vieram com seus senhores, contribuíram na formação de um novo grupo social na região, os Mbali, cuja maior expressão identitária e cultural são a sua arte mortuária e a festa da cruzeta, que mistura aspectos do universo afro-brasileiro com o kimbundu, ovimbundu e herero. Tais sujeitos, com origens bem diversas, assim como os acontecimentos desses três últimos séculos, se amalgamaram em uma realidade diversificada e contraditória, riquíssima, e que se manifesta em práticas culturais-artísticas recentes, como a poesia, fotografia e música. Estamos tratando de um universo complexo, ancestral, colonial e afrofuturista, uma mistura de estéticas e origens diversas que conectam e denunciam realidades diferentes, atrelando para sempre Pernambuco, Mussungo Bitoto, Moçâmedes, Namibe; Brasil e Angola.

  • Revoltas Escravas de João Pedro Marques

    Revoltas Escravas

    João Pedro Marques

    6,00 

    Revoltas Escravas: Mistificações e Mal-Entendidos de João Pedro Marques.
    Guerra e Paz. Lisboa, 2006, 129 págs. B.

    Os escravos africanos terão sido os primeiros antiescravistas do mundo colonial moderno? A sua resistência terá sido a causa principal do fim da escravidão? As leis abolicionistas que os vários países ocidentais aprovaram a partir de finais do século xviii terão sido apenas o capítulo final da épica luta antiescravista mantida pelas populações escravas?

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Revista da Faculdade de Letras (1936) de Hernâni Cidade

    Revista da Faculdade de Letras (1936)

    Hernâni Cidade

    10,00 

    Revista da Faculdade de Letras (1936) de Hernâni Cidade.
    Universidade de Lisboa, 1936, 341 págs. B.

    CAPÍTULO I – O poeta e a sua época

    As incertezas na biografia de Camões: o que se sabe sobre a sua ascendência;
    Em Coimbra: a sua formação cultural;
    Em Lisboa: a sua formação social;
    Desterros?;
    No Ultramar: Ceuta e a tentação de India;
    Na India: a epopeia e a derrocada;
    Regresso a Portugal: últimos anos de vida.

    CAPÍTULO II – O Cânone da Lirica

    As incertezas quanto ao cánone da Lirica; perda do Parnaso e razões prováveis por que o poeta o não reconstitui;
    As tentativas de reconstituição da Lirica pelos editores; a desor dem dos manuscritos sobre que tem sido feita;
    O apocrifismo nas edições; responsabilidades de Faria e Sousa;
    A reacção critica: Guilherme Storck e D. Carolina Michalis
    A edição de 1932: necessidade de prosseguir na reconstituição de Lirica e estabelecimento do texto.

    CAPITULO III – A formação do Poeta

    Projecção, na Lirica de Camões, da poesia tradicional; o humorismo;
    Influência da Cultura e Poesia clássicas;
    Influência de Petrarca e petrarquistas de quinhentos;
    Influência do Platonismo;
    Influência de Leão Hebreu?.

    CAPÍTULO IV – Os temas do poeta e as confidéncias do homem

    O Amor e a saudade: a experiência e o conceito do Amor;
    A Natureza: a aprendida e a sentida;
    A Religião: a satidade da Santa Cidade;
    A vida: a colectiva e a individual; o seu conceito.

    CAPÍTULO V – O Príncipe dos Poetas portugueses

    O artista da Lírica: a expressão clássica;
    A expressão naturalista;
    O ritmo e a harmonia do verso;
    Tentativa de síntese: a personalidade de Camões;
    Influência, repercussão europeia e actualidade da Lírica.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Regionalização de Luís Valente de Oliveira

    Regionalização

    Luís Valente de Oliveira

    6,00 

    Regionalização de Luís Valente de Oliveira.
    Edições ASA. Porto, 1996, 206 págs. B.

    A institucionalização de regiões administrativas no continente figura na constituição da república portuguesa, desde 1976! Já se passaram vinte anos, sem que se tenha dado o passo definiti- vo da formalização das estruturas administrativas regionais. É evidente que a operação comporta riscos… Mas também contém virtualidades.

     

    Este livro refere em que consiste a regionalização, quais os problemas que ela põe e como se podem reduzir os riscos que apresenta e extrair as muitas potencialidades que ela encerra

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Angola

    Angola

    Orlando Ferraz

    17,50 

    Angola: Caminhos e Desafios da Reconciliação e da Reconstrução de Orlando Ferraz.
    Elivulu Editora. Luanda, 2022, 202 págs. B.

    Este é um livro sobre o futuro, a sua construção a partir do presente, com um olhar ao passado para seguir adiante. Como refere no prefácio Ernesto Joaquim Mulato, engenheiro e ex-deputado à Assembleia Nacional de Angola, o tema desta obra «constitui uma das aspirações nacionais primárias de qualquer Estado que queira trilhar o caminho do desenvolvimento harmonioso e sustentado tendo como o ponto de chegada o bem-estar económico e social do seu povo».

    O livro está estruturado em 5 parte. Na primeira o autor retrata os factos históricos que directa ou indirectamente contribuíram na formação e tomada de consciência nacional para a revolta contra a ocupação colonial que se desenvolveu com a luta de libertação nacional encetada pelos nacionalistas angolanos até a assinatura dos acordos de Alvor entre o governo português e os três movimentos de libertação nacional. A segunda parte traz à lembrança o histórico da guerra fratricida influenciada pela guerra fria. O autor faz ainda uma incursão até aos acontecimentos vivenciados em Angola no fatídico e memorável dia 27 de Maio de 1977 devido ao seu impacto adverso na defesa e garantia dos direitos humanos. As eleições gerais de 1992 e os acontecimentos pós-eleitorais, incluindo a retoma do conflito armado até a expulsão da UNITA das cidades do Bailundo (Huambo) e Andulo (Bié) constituem a abordagem da terceira parte. A seguir trata do recrudescimento da guerra civil pós-eleitoral. A última parte é sobre esperança, sobre a merecida bonança que «Angola, agora ou nunca», muito precisa. Enfatiza o autor: todo angolano deve acreditar que a felicidade é o último bem prosseguido pela reconciliação e reconstrução nacional.

    Um estudo profundo que condensa 25 anos de pesquisa – 1997 a 2022 – com recurso a diversas fontes, quer bibliográficas como orais, com entrevistas inéditas de personalidades da história angolana e de África, entre as quais se destaca Kenneth Kaunda, pan-africanista, primeiro presidente da Zámbia (1964-1991).

  • Semba vai à Luta, O

    Semba vai à Luta, O

    Washington Nascimento

    18,50 

    O Semba vai à Luta: Liceu Vieira Dias, Ngola Ritmos e o Movimento pela Independência de Angola de Washington Nascimento.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 344 págs. B.

    Conta a história de Liceu Vieira Dias e do Ngola Ritmos, um conjunto musical fundado em Luanda, no ano de 1947. Dos cinco membros iniciais, dois foram presos no campo de concentração do Tarrafal, e dois foram colocados em liberdade vigiada em Angola. Na perspectiva musical, esse grupo será um dos criadores do Semba. É também a história da cultura urbana de Luanda, sobretudo do teatro, literatura e cinema das décadas de 1950 a 1970. Bem como uma história das mulheres e suas atuações como cantoras, atrizes e locutoras de rádio. Este livro é sobre o uso da liberdade de expressão e artística, sem a qual não se é artista na plenitude.

  • Eu à Sombra da Figueira da Índia

    Eu à Sombra da Figueira da Índia

    Alberto Oliveira Pinto

    12,00 

    Eu à Sombra da Figueira da Índia de Alberto Oliveira Pinto.
    Elivulu Editora. Luanda, 2023, 123 págs. B.

    Este livro é um documento de imensa importância para estudar a obra do renomado autor, consagrado Professor e Historiador da História de Angola. «Eu à sombra da figueira da Índia» é o primeiro romance escrito por Alberto Oliveira Pinto, em 1983, quando tinha 21 anos, e publicado em 1990.

    Desenrola-se nos anos de 1960 na Cidade Alta de Luanda, literalmente à sombra duma figueira da Índia. Érica Antunes, Professora que assina o prefácio, refere que, “embora não se trate de uma obra autobiográfica propriamente dita, não podemos descurar que a vida do autor aparece permeada no dia a dia do personagem central do romance, o menino Beí – a começar pelo apelido, caro a ambos –, remetendo-nos, de algum modo, à ideia da função humanizadora da literatura, em que à necessidade de ficção e de fantasia é acrescido o desejo de se entender ‘no’ e ‘parte do’ mundo”.

    À sombra da figueira da Índia, o menino protagonista está numa confortável residência com varanda gradeada de verde, relvado e portão principal, baloiço de jardim, casa de banho dos jardineiros, casa dos brinquedos, pátio da lavadeira, terraço, cheia de empregados e situada no alto da encosta, ou seja, na Cidade Alta, o que deixa bem clara a posição social privilegiada da família. Doutro lado, as barrocas, ali mesmo ao alcance dos olhos de Beí, que observa a sua feiúra e pobreza presentes principalmente a partir da descrição física de seus habitantes.

    A fotografia da capa desta nova edição, onde se pode ver parte da Cidade Alta de Luanda nos anos de 1960, foi tirada pelo pai do autor, Alberto Alves de Oliveira Pinto, a partir da casa do muito referido Beco do Balão.

    É um livro sobre a memória individual, mas que se interliga com a memória colectiva daquelas outrora crianças. Um exercício saudável de rememoração a que o autor nos convida a embarcar à sombra da figueira da Índia.

  • Casa 75

    Casa 75

    Branca Clara das Neves

    18,00 

    Casa 75 de Branca Clara das Neves
    Elivulu Editora. Luanda, 2025, 254 págs. B.

    «Casa 75» é um romance provocatório e celebrativo do ano de 1975. Danda, Fitinha, Marika, Daluz, Hendrix, Roberto e Naka são os eixos deste romance num lugar em que a urgência estonteante da sua juventude conflui com o romper dos seus novos países. Algumas outras personagem atravessam este contar, vivendo todos a excepcionalidade da transição, as suas memórias conduzindo a raptos súbitos para lugares de vida extrema — a guerra, o amor, o luto, o poder da festa. Na presença pulsional da utopia e do apagamento da violência. No centro está a Casa, antigo lar feminino ocupado, onde partilham sonhos, ambições, reflexões e descobertas com os sons das músicas e das suas línguas, no ritmo dos debates e eventos políticos, rupturas e escolhas que irão marcar o seu futuro.

  • Saudades dos Tempos Que Não Vivemos

    Saudades dos Tempos Que Não Vivemos

    Sedrick de Carvalho

    15,00 

    Saudades dos Tempos Que Não Vivemos de Sedrick de Carvalho.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 150 págs. B.

    Um livro de contos que “revela-se como um redizer sobre realidades comuns às sociedades nas quais as adversidades constituem-se como praxis e desafios que persistem desde há muito, e que transportam as personagens, (muitas delas) dessas histórias, que por conta de problemas da época em que vivem, que persistem, rememoram épocas passadas, desejando um retorno para revivê-las”, como descreve a ensaísta Edmira Cariango no prefácio. É um livro sobre vários tempos e várias saudades. Espelha os sentimentos e anseios de gerações de angolanos que continuam a sonhar com um futuro adiado, mantendo um olhar ao passado, mas sem saudosismos. É uma homenagem ao tempo.

  • Cicatrizes de Terra e Fogo

    Cicatrizes de Terra e Fogo

    Joaquim Sequeira

    15,50 

    Cicatrizes de Terra e Fogo de Joaquim Sequeira.
    Elivulu Editora. Luanda, 2025, 200 págs. B.

    Cicatrizes de Terra e Fogo e O Continente dos Revoltosos – A Revolta dos Oprimidos são dois livros compostos em um. São mais do que ficção: é uma convocatória. Nasce de lutas ancestrais, de dores não esquecidas, de sonhos que resistiram ao naufrágio. Nestes livros, um novo Continente ergue-se das águas, feito de memória, de justiça, de ternura e rebeldia. Homens e mulheres, crianças e velhos, vindos de mil lugares, criam uma terra onde o saber se planta, onde os sentimentos se escutam, onde o futuro é tecido com as mãos e com o coração. Estes livros são cartas bordada ao que fomos e ao que ainda podemos ser. Um mapa imaginário. Um canto de cura. Um espelho de quem nunca deixou de lutar. Para todos os que ousam sonhar com mundos mais justos e os constroem.

    “Aqui não há donos, há mãos.

    Mãos que semeiam futuro onde antes só havia escuridão.

  • Angola 1977

    Angola 1977

    Manuel Tiago

    15,00 

    Angola 1977 de Manuel Tiago.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 224 págs. B

    «Angola 1977», coordenado por Manuel Tiago, é uma obra que reúne textos que reflectem o compromisso com a busca e esclarecimento da verdade, seja filosófica, literária, espiritual ou factual sobre os acontecimentos trágicos do 27 de Maio de 1977. Os autores, com as suas perspectivas e experiências únicas, guiam-nos por caminhos de reflexão e descoberta, incentivando-nos a questionar, a pensar criticamente e a ampliar os nossos horizontes. Ao folhearmos as páginas deste livro, somos convidados a embarcar numa jornada literária que confronta versões anteriores, revelando vozes críticas e experiências presentes na escrita de cada autor representado. Cada texto é uma porta de entrada para um mundo particular, carregado de significados, reflexões e emoções que ecoam para além das fronteiras do nosso país e conectam mentes.

     

  • Luena, Luanda, Lisboa

    Luena, Luanda, Lisboa

    Branca Clara das Neves

    12,00 

    Luena, Luanda, Lisboa de Branca Clara das Neves.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 136 págs. B.

    A narrativa pela voz da refugiada Maria Benta — “a fala conduzindo o exorcismo da guerra, nosso luto” — desdobra-se entre um passado colonial e um presente em Lisboa com curtas estadias em Luanda, onde os temas do exílio e da guerra, do racismo e dos dramas familiares da diáspora, da violência conjugal e dos desafios do quotidiano luandense são atravessados por esta personagem feminina central e pelos jovens que ela congrega, num tempo que oscila entre a sua ancestralidade lwena e a década de 1980. Diz a autora, numa entrevista à revista Il Tolomeo * “ na altura, a escrita deste livro significava iluminar aquele Leste, dar a ler os trânsitos que a guerra empurrou.”