DE MAL A PIOR: Crónicas (1998-2015) DE VASCO PULIDO VALENTE Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2016, 542 págs. B. 📃Selecção de Miguel Pinheiro
Colectânea de crónicas de Vasco Pulido Valente, o colunista mais influente do país, escritas entre 1998 e 2015. O autor escreve sobre primeiros-ministros, presidentes da República, papas, economia, terrorismo, religião, desporto e costumes, recusando-se a aceitar mansamente a ingerência do Estado na vida dos indivíduos. Historiador doutorado em Oxford e colunista de longa data do Expresso, Pulido Valente combina rigor histórico com uma ironia mordaz e um estilo inconfundível.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 770g ──────────────────
Estudos Sobre a Crise Nacional de Vasco Pulido Valente Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1980, 318 págs. B.
O livro que a seguir se pode ler é constituído por ensaios e artigos escritos entre 1965 e 1969.
Quando surgiu a possibilidade de os publicar (porque houve quem lhes visse um interesse que, para mim, não era claro), pensei em corrigi-los, segundo a presumível maturidade teórica e técnica que hoje é talvez a minha.
Mas rapidamente desisti. Iria deformá-los, sem os melhorar. E, se eles valem alguma coisa, valem sobretudo como sinais de um esforço que, em várias direcções e com graus diferentes de inteligência e perspicácia, procurou ver claro nessa questão que todos o Portugueses que jamais se atreveram a pensar têm consigo mesmos: Portugal.
Um Herói Português: Henrique de Paiva Couceiro (1861-1944) de Vasco Pulido Valente.
Aletheia Editores. Lisboa, 2006, 162 págs. B.Il.
Este livro é o retrato da vida de um D. Quixote, de um Santo Condestável, um homem de aventuras e tragédias que comandou expedições por terras desconhecidas em Angola, combateu em Moçambique e voltou a Portugal para fazer política e desafiar a República em incursões românticas que iriam restaurar a monarquia.
Anglófilo, monárquico, inimigo de Salazar e por ele exilado em Granadilha, nas Canárias, Henrique Paiva Couceiro é um herói português que, no dia em que entrou para o quadro de oficiais do exército, foi preso por dar cinco tiros num civil desarmado para vingar um insulto habitual dirigido a sua mãe em pleno Chiado…
«Vieira de Castro não queria perder a vida num remoto canto da província. Queria conquistar Lisboa e o país. E, sobretudo, que o amassem e o admirassem. Queria glória.»
É a partir da biografia deste homem, José Cardoso Vieira de Castro, que, na segunda metade do século XIX foi «um dirigente académico com alguma importância; um jornalista menor; um escritor sem talento; um político sem poder; um criminoso e um degredado» – que Vasco Pulido Valente constrói uma obra que ele próprio classifica como um livro de história: «Não é um livro de história a fingir de romance, nem um romance documental.», mas história em que as pessoas não se iludem. Glória é um livro sobre a ambição, a paixão, o poder, o dinheiro e o crime.
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