Esteiros de Soeiro Pereira Gomes
Edições Avante. Lisboa, 1981, 184 págs. B. Il. 👨🏻🎨 Ilustrações de Álvaro Cunhal 𓂃🖊 Prefácio Isabel Pires de Lima
«Esteiros resiste até mesmo a esta vontade de apagar da literatura o empenhamento político-social; é precisamente essa a frescura da escrita, essa autenticidade das personagens nas suas condutas e nas suas frases, essa poeticidade flagrante.» Urbano Tavares Rodrigues
Refúgio Perdido de Soeiro Pereira Gomes Edições Avante. Lisboa, 1975, 149 págs. B.
Foi escrito em 1948 e publicado em 1950, no ano seguinte à morte do seu autor, Soeiro Pereira Gomes.
Refúgio Perdido reúne um conjunto de contos e crónicas do autor, integrando também uma breve entrevista primeiramente publicada a 10 de Fevereiro de 1943.
Em 1951, os Serviços de Censura requisitaram à editora responsável – Sociedade Editora Norte – uma justificação para o livro não ter sido submetido e directamente publicado.
O facto do autor ser um escritor de ficção (e não versar sobre assuntos políticos e sociais) e da obra ser uma compilação de outros materiais já submetidos a censura prévia foram as explicações dadas.
Ainda assim, Refúgio Perdido foi retirado do mercado.
Engrenagem de Soeiro Pereira Gomes. Publicações Europa-América. Lisboa, 1961, 169 págs. B.
É em Engrenagem que o estudo da evolução da consciência social dentro das condições determinadas de trabalho, de relações de produção e de luta de classes, adquire proporções e uma profundidade nunca atingidas na literatura portuguesa. Aí a obra de Pereira Gomes é radicalmente revolucionária, veio abrir novos caminhos. É como se um laboratório (mas laboratório da vida) submetesse à experiência a consciência social de pessoas que, de súbito, entram num ambiente de trabalho que inteiramente desconheciam – o das relações de produção industriais.
📕 2ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
OBRAS COMPLETAS DE SOEIRO PEREIRA GOMES
Edições Avante. Lisboa, 1979. 409 págs. B. Il.
👨🏻🎨Ilustrações de Álvaro Cunhal e Rogério Ribeiro
Edição comemorativa do 70.º aniversário do nascimento e do 30.º da morte do escritor, reunindo num único volume Esteiros, Engrenagem, Contos Vermelhos, Outros Contos, Crónicas e Esparsos. Ilustrada com fotogravuras, desenhos de Rogério Ribeiro e um fac-simile de um manuscrito do autor; a capa recupera o desenho de Álvaro Cunhal para a primeira edição de Esteiros, de 1941. Um dos pioneiros do neo-realismo português, Soeiro Pereira Gomes (1909-1949) ficou sobretudo conhecido por Esteiros, obra de denúncia social dedicada «aos filhos dos homens que nunca foram meninos», escrita em plena ditadura salazarista.
────────────────── Características do Exemplar
✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 890g
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Refúgio Perdido: Inéditos e Esparsos de Soeiro Pereira Gomes.
Edições SEN. Porto, 1950, 106 págs. B.
Primeira edição desta obra que reúne um conjunto de contos sendo o que tem por título Refugio Perdido, inspirado e dedicado ao camarada João, pseudónimo de António Dias Lourenço.
Em 1951, os serviços de censura pediram explicações à editora (SEN) das razões que a levaram a publicar a obra sem ter sido submetido previamente àqueles serviços. A resposta não terá sido suficiente, e o livro foi retirado do mercado.
O romance, uma das referências mais emblemáticas do movimento neorrealista português, foi de leitura obrigatória nas escolas secundárias portuguesas durante duas décadas. É hoje um livro quase esquecido. No entanto, graças à sua ingenuidade, bravura e simplicidade, Esteiros é um documento marcante da história portuguesa do século xx – e deve ser relido para que não esqueçamos a fotografia amarga desses anos.
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