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  • Inês Vai Morrer de Renata Viganó

    Inês Vai Morrer

    Renata Viganó

    6,00 

    Inês Vai Morrer de Renata Viganó.
    Portugália Editora. Lisboa, 1966, 329 págs. B.

    Renata Viganò é um dos iniciadores da corrente neo-realista italiana, na qual Inês Vai Morrer ocupa um lugar de primeiro plano. Se quisermos estabelecer um confronto deste famoso romance com outra grande criação romanesca, é com A Mãe, de Máximo Gorki, que mais legitimamente o pode-mos fazer. Inês não é todavia a mãe, mas a esposa. Também rude mulher do povo, a inesquecível heroína de Renata Viganò desperta para a luta política quando o marido, militante da Resistência italiana, morre. O amor, a saudade, o sofrimento trazem então à luz a sua originária consciência de oprimida. Agora terá uma nova tarefa: continuar o companheiro morto; e a partir do dia em que realiza uma primeira missão, Inês dedicar-se-á com toda a modéstia e coragem da sua alma simples à actividade clandestina contra o fascismo.

    📝 Assinatura de posse.