Febre no Estádio de Nick Hornby.
Editorial Teorema. Lisboa, 1992, 301 págs. B.
“Febre no Estádio” é, sem dúvida, o livro mais vendido do autor de “Alta Fidelidade”. Escrito numa época em que gostar de futebol não era um fenómeno tão alargado como hoje, quase deificado e omnipresente por vias das constantes transmissões televisivas, desporto-rei amado por homens e cada vez mais mulheres, que junta pessoas de todas as idades e estratos sociais numa perfeita e rara comunhão, “Febre no Estádio” rapidamente se tornou um best-seller. Hornby, que é desde miúdo adepto do Arsenal, acompanhava a equipa a quase todos os jogos, e quando não podia encostava o transístor ao ouvido para ouvir os relatos, e passaria, mais tarde, quando as transmissões televisivas se tornaram mais constantes, muitas sentadas frente ao pequeno écran, torcendo pela sua equipa. E no dia a seguir aos jogos não podia faltar a leitura dos jornais desportivos, onde se esmiuçavam todas as peripécias à volta do acontecimento. Sábado (o dia dos jogos no campeonato inglês) era quase um dia sagrado. É a partir desta vivência que escreve este livro que chega agora em tradução portuguesa.
Juliet Nua de Nick Hornby. Editorial Teorema. Lisboa, 2010, 345 págs. B.
Annie e Duncan encaixam naturalmente um no outro como peças de um puzzle, embora a obsessão apaixonada de Duncan por Tucker Crowe, o torturado e genial compositor de letras musicais que se retirou do mundo como um eremita, nunca deixou muito tempo para qualquer coisa mais significativa – casamento, filhos, conversas a cerca de qualquer coisa que não seja à volta de Tucker Crowe e do seu desaparecimento, depois de um misterioso incidente na casa de banho de um bar há trinta anos. Na realidade, Annie começa a pensar se terá gasto quinze anos da sua vida numa má relação, presa a um emprego estúpido, numa cidade enfadonha na desolada costa leste de Inglaterra. Quando a editora de Tucker publica inesperadamente uma nova versão do seu álbum mais famoso, primeiro lançamento de Tucker desde há décadas, e Annie simplesmente não consegue ver a vantagem dessa nova edição, ou pelo menos o que é que ela tem de melhor do que a versão original, Duncan encontra consolo na cama com outra pessoa – e Annie vê-se finalmente livre para correr com ele. Mas para Duncan, o pior ainda está para vir. Annie não é a única a ter aquela opinião. Depois de ter escrito uma crítica num site de fãs, ela recebe uma resposta de uma fonte completamente improvável, o próprio Tucker. A correspondência que se segue é duplamente satisfatória. Não só Tucker é, como ela um perito em anos de vida perdida, como começa a perceber o que é que está por de trás do seu longo silêncio. E certamente não é um incidente na casa de banho de um bar… Um excelente romance acerca da natureza da criatividade, da obsessão e da forma como duas pessoas solitárias se podem gradualmente encontrar uma à outra.
Will Freeman, de 36 anos de idade, não quer ter filhos e não percebe porque é que toda a gente lhos recomenda com tanto entusiasmo. Vive num confortável e moderno apartamento, livre de Legos e cheio de CD’s, em Islington. Will tem todo o seu tempo livre, graças aos royalties que recebe, anualmente, por uma…
Como Ser Bom de Nick Hornby. Editorial Teorema. Lisboa, 2002, 315 págs. B.
Movendo-se no universo a que já nos habituou, da classe média a viver, como ele, no norte de Londres, Hornby faz neste seu novo romance uma análise à sobrevivência de um casamento moderno. A personagem principal, um jornalista que assina uma crónica corrosiva onde diz mal de tudo e de todos e que tem por sugestivo título “O Homem Mais Furibundo de Holloway”, transforma-se da noite para o dia quando a sua mulher ameaça separar-se dele. A partir daí, David deixa para trás o seu cinismo e torna-se um homem diferente, bom e carinhoso. Essa transformação, relatada no livro pela mulher, é o centro desta “boa” história.
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