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  • Vagabundos de Máximo Gorky

    Vagabundos

    Máximo Gorky

    5,00 

    Os Vagabundos de Máximo Gorky
    Amigos do Livro. Lisboa, s.d., 308 págs. B.

    Os vagabundos ocupam, na obra de Gorki, uma posição explicativa: Gorki, criou, literariamente, o vagabundo. Não se pode associar aos nomes de Hansum, ou de Dickens, ou de Vítor Hugo. O vagabundo de Gorki é um tipo à parte: o bossiak, um equivalente eslavo do clochard francês. Foi o exotismo do tipo que primeiro chamou a atenção para o jovem autor. Introduzia-se, na literatura, um novo mundo, uma nova visão das coisas.
    O que é, afinal, um bossiak?
    Uma rápida consulta à Rússia medieval, a qual se prolongaria até 1817, denunciaria o quadro social do grande país euroasiático. De um lado, uma nobreza de importação, cópia barata e servil de outras nobrezas, uma corte que parodiava Versalhes, uma administração que via, nos administrados, tão-somente, um cadastro de pagadores de impostos. Do outro, o camponês, o mujique, o povo.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.