Alferes de Mário de Carvalho.
Círculo de Leitores. Lisboa, 1991, 116 págs. E.
Numa distante picada de África, um jovem alferes vê-se confrontado com um dilema de vida ou de morte e com o absurdo da própria guerra.
No Leste de Angola, urde-se uma trama de sedução, ciúme, traição e morte.
Num Timor mítico, ecoam os feitos e os sofrimentos da saga universal dos portugueses.
Três histórias onde um fio de humor, não raro armargo, percorre todas as cenas, mesmo as mais violentas ou sombrias.
Três narrativas, três sobressaltos, três momentos ímpares da literatura portuguesa.
Deus Passeando pela Brisa da Tarde de Mário de Carvalho. Círculo de Leitores. Lisboa, 1999, 296 págs. E.
Lúcio Valério Quíncio é o magistrado de Tarcisis, cidade romana da Lusitânia no século II d. C. Como dirigente máximo, cabe-lhe tomar todas as decisões, enquanto tumultuosos acontecimentos conduzem a pequena cidade ao descontentamento geral. No exterior, notícias de uma invasão bárbara iminente, proveniente do Norte de África, obrigam-no a drásticas medidas, enquanto, no interior das muralhas, uma nova seita, a Congregação do Peixe, põe em causa os valores da romanidade, evocando os ensinamentos de um obscuro crucificado. No plano íntimo, a paixão devastadora por uma mulher, Iunia, perturba-o e confunde-o, mas sem o afastar do cumprimento do dever.
Era uma Vez um Alferes de Mário de Carvalho. Edições Rolim. Lisboa, 1984, 38 págs. B.
Mais um passo na picada, menos um passo para Lisboa, dizia o alferes para consigo, convencendo-se de que, a cada passo, deixava para trás um pedaço de Africa. O ritmo do andamento dos homens, dispostos pelos trilhos em duas colunas era, pois, o toque pendular do relógio que assina- lava o tempo do regresso. Entretengas de tropa… modos de não pensar em nada e de ir negaceando os medos.
O Beco das Sardinheiras é um beco como outro qualquer, encafuado na parte velha de Lisboa. Uns dizem que é de Alfama, outros que é já da Mouraria e sustentam as suas opiniões com sólidos argumentos topográficos, abonados pela doutrina de olisiponenses egrégios. Eu, por mim, não me pronuncio. Tenho ideia de que ali é…
Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho de Mário de Carvalho.
Rolim . Lisboa, 1984, 77 págs. B.
Uma horda de cavaleiros berberes do século XII vê-se subitamente em plena Avenida Gago Coutinho por incúria da deusa Clio, que se deixa adormecer, enredando na sua tapeçaria milenar os acontecimentos de 4 de Junho de 1148 e 29 de Setembro de 1984.
Um elevador não pára de subir. Um frade no seu convento resiste ao Dia do Juízo Final. Um homem simples vive um quotidiano dantesco.
Um chimpanzé é capaz de reescrever a obra Menina e Moça. Um navio negro, desarvorado, muito maltratado pelo mar, dá à costa, trazendo consigo a pestilência. Um padre exorcista tem uma estranha particularidade anatómica.
📕 2ª Edição.
📝 Assinatura de posse.
Um elevador não pára de subir. Um frade no seu convento resiste ao Dia do Juízo Final. Um homem simples vive um quotidiano dantesco.
Um chimpanzé é capaz de reescrever a obra Menina e Moça. Um navio negro, desarvorado, muito maltratado pelo mar, dá à costa, trazendo consigo a pestilência. Um padre exorcista tem uma estranha particularidade anatómica.
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